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Dispositivos tecnológicos que são um desperdício de dinheiro

Todos os meses são lançados novos gadgets. Alguns vingam, mas outros não. Fique a par de dispositivos tecnológicos que são um desperdício de dinheiro.

Dispositivos tecnológicos que são um desperdício de dinheiro
Dispositivos obsoletos podem afetar a sua segurança

Os dispositivos tecnológicos que são um desperdício de dinheiro costumam encaixar em dois grandes grupos: os que se tornam obsoletos porque são ultrapassados por outros mais eficientes e com melhor qualidade, e os que se revelam inseguros para os seus utilizadores. Mas como podemos saber quais os equipamentos que têm os dias contados e quais os que podem andar por cá muitos anos?

Não existe uma reposta fácil a esta questão, mas existem algumas pistas que o podem ajudar a deixar de lado a compra desses dispositivos ou, pelo menos, a não investir tanto dinheiro neles.

Dispositivos tecnológicos que são um desperdício de dinheiro


1. CDs e DVDs

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Estes suportes de armazenamento já andam connosco há alguns anos, mas é provável que lhes aconteça o mesmo que aconteceu com as cassetes VHS e as cassetes áudio antigas: desaparecerem de ação.

Com o passar do tempo vai ser cada vez mais difícil encontrar leitores para estes tipos de discos. Claro que poderá sempre haver exceções, tal como aconteceu com os discos de vinil que encontraram forma de regressar e reavivar o interesse na sua procura e na sua produção, mas o mesmo pode não acontecer com os CDs e DVDs.

A atitude mais sensata para o seu orçamento é não investir demasiado nestes suportes e ter sempre essa atitude face a todo o tipo de suporte eletrónico relacionado com o armazenamento físico de conteúdos. É das tecnologias mais voláteis e como estão sempre a ser criadas novos suportes para melhorar a qualidade e quantidade dos armazenamentos, o melhor é diversificar as suas apostas e atualizar os seus arquivos para não perder o acesso a conteúdos que vai querer guardar para os seus filhos e netos.

2. Cabos muito caros

Já todos nós caímos nos conselhos de vendedores que nos convenceram a comprar um cabo “xpto” para a nossa TV ter uma melhor imagem, ou para as nossas ligações entre dispositivos terem melhor qualidade.

A verdade é que se comprarmos cabos muito baratos, as coisas podem correr mal, mas também é verdade que não precisamos comprar um cabo que custa quase tanto como o dispositivo ao qual se vai ligar. Desconfie quer dos cabos que são uma pechincha, quer dos cabos que parecem artigos de luxo.

Se a marca cumprir com as normas do mercado Europeu, será muito difícil que um cabo com um preço médio, não faça o serviço tão bem como uma cabo mais caro.

3. Câmaras fotográficas baratas

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Se o seu objectivo é ter uma máquina fotográfica compacta, mas não quer gastar muito dinheiro, está a entrar na zona negra da compra de dispositivos tecnológicos que são um desperdício de dinheiro.

Qualquer câmara barata compacta irá ter poucas hipóteses de ultrapassar a qualidade da câmara que um smartphone de gama média lhe pode oferecer. Se quer investir numa máquina fotográfica melhor que a câmara do seu telemóvel, aconselhamos-lhe que avance para uma câmara a sério.

4. Molduras digitais

Todos nós tiramos centenas de fotos com os nossos telemóveis e máquinas fotográficas, mas já quase ninguém imprime essas fotos para colocar em molduras. A

s molduras digitais, que mostram varias imagens em loop constante, podem parecer o gadget ideal para atualizar o hábito antigo de emoldurar um momento perfeito. Mas a verdade é que a maior parte das molduras que existem no mercado acabam por se revelar um fraco investimento.

As desilusões dos utilizadores prendem-se maioritariamente com o interface pouco eficiente que o software associado a estes dispositivos costuma oferecer e com o espaço limitado de armazenamento disponível. Para quem quer mesmo deixar o mundo do papel, mas quer manter a ideia da moldura, é muito melhor adaptar um ecrã antigo ou mesmo arranjar um dispositivo tipo o Echo Show da Amazon.

Trata-se de um ecrã de 7 polegadas que reproduz multimédia e que pode não só mostrar imagens como também responder a comandos de voz via assistente virtual. Sendo assim pode sincronizá-lo com alguma aplicação, tipo Google Photos, para colocar em visualização dinâmica as suas imagens preferidas.

5. Óculos VR para o seu telemóvel

Os Óculos de Realidade Virtual estão ainda em processo evolutivo. Isto quer dizer que os dispositivos que permitem uma imersão completa em mundos virtuais alternativos, proporcionando experiências de qualidade, ainda têm preços bastante altos. Por essa razão começaram a surgir no mercado uma série de headsets de VR mais baratos, feitos de plástico ou cartão, onde é possível colocar um smartphone a correr aplicações de realidade virtual.

Na nossa opinião, o seu preço barato não compensa a fraca qualidade das experiências imersivas que proporcionam e, especialmente de forem de marcas menos conhecidas, não compensa os riscos de segurança que pode correr.

Um design mal concebido de um dispositivo destes pode não permitir uma ventilação adequada, fazendo com que o telemóvel aqueça demasiado. O dispositivo torna-se desconfortável e perigoso, especialmente tão perto da cabeça do utilizador.

6. Dispositivos smart home de marcas desconhecidas

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Tal como em todos os outros dispositivos, a questão principal que deve pesar da decisão de compra de qualquer gadget, deverá ser a segurança. Especialmente sabe que vai ligar o novo dispositivo a uma solução de smart home mais complexa que já tenha instalada em sua casa.

Estes aparelhos fazem ligações à internet, à eletricidade e, mais importante ainda, aos seus dados pessoais. Aposte apenas em dispositivos dignos de confiança, fabricados por empresas credíveis, com provas dadas no mercado.

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Assunção Duarte Assunção Duarte

Assunção Duarte é designer e jornalista freelancer e está atualmente a fazer o doutoramento em Medias Digitais na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Com interesses que tocam várias áreas no mundo digital, o destaque vai para as tecnologias multimédia e a sua influência na criação de uma inteligência coletiva e socialmente participativa.