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Fazer voluntariado: 7 boas razões para começar

Fazer voluntariado faz parte dos seus planos? Fique a par do que pode fazer e conheça boas razões para se tornar voluntário.

Fazer voluntariado: 7 boas razões para começar
Saiba como e por onde começar

Fazer voluntariado não é apenas uma forma de ajudar os outros, é também um contributo para o seu crescimento e enriquecimento pessoal. Conheça algumas das boas razões para ser voluntário e fique com algumas dicas para procurar programas de voluntariado.

O que é ser voluntário?


É na Lei nº 71/98, de 3 de novembro que estão definidas as bases do enquadramento jurídico do voluntariado.

voluntário é alguém que livremente, de forma desinteressada e responsável, se compromete, de acordo com as suas aptidões próprias e no seu tempo livre, a realizar ações de voluntariado no âmbito de uma organização promotora. O trabalho de voluntariado é um conjunto de ações de interesse social e comunitário realizadas desinteressadamente por pessoas, no âmbito de projetos, programas e outras formas de intervenção ao serviço dos indivíduos, das famílias e da comunidade desenvolvidos sem fins lucrativos por entidades públicas e privadas.

voluntario

Princípios do voluntariado:

  • Solidariedade – Responsabilidade de todos os cidadãos na realização dos fins do voluntariado;
  • Participação – Intervenção de voluntários e de entidades promotoras em áreas de interesse social;
  • Cooperação – Combinação de esforços e de projetos de entidades promotoras de voluntariado;
  • Complementaridade – O voluntário não deve substituir os recursos humanos remunerados das entidades promotoras;
  • Gratuitidade – O voluntário não é remunerado pelo exercício do seu voluntariado;
  • Responsabilidade – O voluntário é responsável pelo exercício da atividade que se comprometeu realizar, dadas as expectativas criadas aos destinatários desse trabalho voluntário;
  • Convergência – Harmonização da atuação do voluntário com a cultura e objetivos da entidade promotora.

Direitos e deveres do voluntário

Direitos

  • Faltar justificadamente, caso esteja empregado, quando convocado pela organização promotora, nomeadamente por motivo do cumprimento de missões urgentes, em situações de emergência ou calamidade pública. As faltas justificadas contam como tempo de serviço efetivo e não podem implicar perda de direitos e regalias;
  • Ter acesso a formação inicial e contínua para aperfeiçoamento do seu trabalho voluntário;
  • Estabelecer com a entidade que colabora um programa de voluntariado. O objetivo dessa planificação é regular a relação entre o voluntário e a organização promotora, bem como o conteúdo, a natureza e a duração do trabalho voluntário;
  • Ser ouvido na preparação das decisões da organização promotora que afetem o desenvolvimento do trabalho voluntário;
  • Dispor de um cartão de identificação de voluntário;
  • Exercer o seu trabalho voluntário em condições de higiene e segurança.
  • voluntarios

Deveres

  • Garantir o cumprimento das orientações deontológicas decorrentes da atividade; designadamente o respeito pela vida privada de todos quantos dela beneficiam;
  • Observar as normas que regulam o funcionamento da entidade a que presta colaboração e dos respetivos programas ou projetos;
  • Atuar de forma diligente, isenta e solidária;
  • Participar nos programas de formação destinados ao correto desenvolvimento do trabalho voluntário;
  • Utilizar devidamente a identificação como voluntário no exercício da sua atividade.

7 boas razões para fazer voluntariado


1. É bom para a saúde

A ciência diz que assim que deixamos de pensar nos nossos problemas e nos focamos nos outros, os níveis de stress descem, o sistema imunitário é fortalecido e a satisfação geral aumenta.

2. É impulsionador de carreira

Fazer voluntariado é uma excelente maneira de aumentar suas perspetivas de carreira. Ajuda-o a criar uma impressão positiva, torna-o mais inovador, criativo e dá-lhe a possibilidade de desenvolver uma série de competências úteis como, por exemplo, capacidade para trabalhar em equipa, liderança, resolução de problemas e competências interpessoais.

3. É uma experiência no mundo real

Através do voluntariado vai viver e conhecer coisas novas, ganhando experiência prática no mundo real.

4. É uma oportunidade de criar impacto positivo

O voluntariado é uma oportunidade de usar a sua responsabilidade cívica para capacitar e ajudar outras pessoas e fazer a diferença numa comunidade ou no mundo.

5. É defender uma causa na qual acredita

A sua razão para ser voluntário deve começar nas suas paixões. Deixe que o seu amor pelos animais, ensino ou saúde crie mudanças positivas no mundo. Desta forma, todo o trabalho árduo valerá a pena, estará mais comprometido com a causa e, como resultado, o seu impacto será muito maior.

6. É criar laços com outras pessoas

O voluntariado permite conhecer pessoas de todas as esferas sociais, possibilitando relacionamentos reais que podem durar uma vida. Pode até, através do trabalho voluntário, conhecer o seu novo melhor amigo, um futuro parceiro de negócios ou ter uma conversa que desencadeie uma mudança real na sua vida.

7. É ganhar uma nova perspetiva

Conhecer e estar em contacto com outras comunidades e realidades, vai dar-lhe toda uma nova visão da vida e do mundo. Esta mudança de perspetiva abre a sua mente para o que é realmente importante e vai ajudá-lo a construir pontes de entendimento.

Onde fazer voluntariado: 5 sugestões para pesquisar


1. Plataforma Portugal Voluntário

Faça o seu registo como voluntário.

2. Bolsa do Voluntariado

Funciona como um ponto de encontro entre quem procura fazer trabalho de voluntariado e entre quem oferece.

3. Fundação da Juventude

Fique a conhecer os vários programas de voluntariado dedicado aos mais jovens.

4. AMI

O voluntariado da AMI pode ser nacional e internacional e é para profissionais de diversas áreas.

5. Serviço de Voluntariado Europeu

É um programa financiado pela Comissão Europeia e está disponível para cidadãos europeus, ou com autorização de residência permanente, entre os 18 e os 30 anos.

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Inês Silva Inês Silva

Licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade da Beira Interior e com uma pós-graduação em Assessoria de Comunicação pela Escola Superior de Jornalismo do Porto, o seu percurso profissional foi sempre na área da comunicação com a criação dos mais diversos tipos de conteúdos.