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Viajar para Cuba: 12 coisas que é bom saber antes de ir

Está a pensar viajar para Cuba? Aproveite enquanto visitar Cuba ainda é uma viagem no tempo, porque tudo pode mudar. Veja as nossas dicas.

Viajar para Cuba: 12 coisas que é bom saber antes de ir
Vá a Cuba antes que tudo mude

Que destino escolher para as suas próximas férias? Nós ajudamos: viajar para Cuba é uma excelente opção e quanto mais cedo o fizer, melhor. A abertura política e económica que se tem verificado no país, ainda que para já seja algo incipiente, faz prever que aos poucos o relógio do desenvolvimento comece a acelerar.

Neste momento, visitar Cuba ainda é fazer uma viagem no tempo. É poder apreciar a mescla única entre os elementos do passado colonialista e os traços genuínos de um povo culto e resistente, que lida com a sua condição de forma colorida e alegre. É poder juntar as praias maravilhosas do Caribe a visitas culturais inesquecíveis, tal como lhe contamos nas linhas que se seguem.

12 ótimas dicas para quem vai viajar para Cuba


1. A melhor altura para visitar

Varadero, Cuba

Situado nas Caraíbas, Cuba é uma ilha com clima tropical e duas estações principais. A estação seca decorre de novembro a abril e apresenta temperaturas médias entre os 18º C e os 27º C. Já a estação das chuvas vai de maio a outubro, com temperaturas mais altas, sendo que os furacões acontecem sobretudo entre agosto e outubro.

Assim, a época ideal para viajar para Cuba é entre novembro e abril, no entanto, mesmo que tenha de viajar fora deste período, pode estar descansado quanto à água do mar: nunca está abaixo dos 23ºC e pode atingir os 30ºC entre junho e agosto.

2. Comer em casas particulares é uma experiência imperdível

Comida num

Mesmo que esteja alojado num hotel com as refeições incluídas, não deixe de ir um dia jantar a uma casa cubana. São muitas as famílias que, para obter um rendimento extra, recebem estrangeiros e lhes servem uma refeição genuinamente cubana, que pode incluir lagosta, banana frita e feijão e são bem diferentes das que são servidas nos buffets dos hotéis.

Estas casas são conhecidas como “paladares”. A abertura política e económica iniciada no país há alguns anos fez com que muitas casas passassem a funcionar com a autorização do governo, ainda assim, há famílias que servem deliciosas refeições às escondidas, pelo que o melhor é perguntar aos empregados do seu hotel onde poderá ter este tipo de experiência, que convém marcar com alguma antecedência.

3. Visitar Havana é obrigatório

Praça da Revolução, Havana

Mesmo que as suas férias se centrem em Varadero, não deixe de visitar Havana. Esta é uma cidade icónica e vale bem a pena trocar dois dias de praia pela sua monumentalidade algo decadente, pela sua atmosfera singular, que varia entre a alegria pura e a nostalgia.

O Capitólio, a Praça da Revolução e a Praça da Catedral, os bares com história como o La Bodeguita ou o El Floridita, a longa avenida Malecón, que une Habana Vieja ao Bairro del Vedado, ou o Paseo del Prado, são alguns dos lugares que devem constar do seu roteiro por Havana.

4. Os “solares” e o “Taller Experimental de Gráfica” são paragens a ter em conta

Rua de Havana

No tempo que dedicar a Havana, retire algumas horas para fugir aos pontos assinalados no mapa e descobrir esta cidade única ao gosto do acaso. Vá falando com as pessoas que encontra na rua: os cubanos adoram falar de história, de comida e de música, mas não de política.

Não hesite em dar uns passos de dança se passar por músicos a tocar e, se surgir a oportunidade, não deixe de espreitar o interior dos “solares”. Trata-se de casas coloniais ocupadas a partir da revolução por famílias cubanas. Uma espécie de “ilhas” com uma organização e dinâmicas próprias.

Para algo mais cultural, visite o Taller Experimental de Gráfica, um espaço que promove a criação artística a partir de técnicas tradicionais, como a gravura e a serigrafia e onde pode comprar peças de arte e artesanato, seguramente mais genuínas e interessantes do que as que se vendem pelas ruas da cidade.

5. Vai gostar de beber um mojito no topo do edifício FOCSA

Mojito, cocktail cubano com rum

Uma paragem em Havana que nem toda a gente faz é ir tomar uma bebida no mais alto edifício de Havana, a torre FOCSA. Fica no bairro residencial El Vedado e é considerada uma das obras maiores da engenharia civil cubana.

Aqui, no 33º andar, as vistas da cidade ao fim da tarde são memoráveis. Não muito longe ficam outros locais com interesse, como a famosa gelataria Coppelia, o charmoso Hotel Nacional ou os oito quilómetros de passeio junto ao mar do Malecón.

6. A vista de Havana a partir do canal é bestial

Havana vista de Regla

Temos mais uma dica para obter uma vista deslumbrante da cidade e pouco contemplada pelos turistas. Procure no mapa de Havana a Calle de Sta. Clara, que o leva ao mar e ao terminal dos ferryboats. Aqui, apanhe a “Lanchita de Regla”, cujo bilhete custa menos de 10 cêntimos de euro.

Regla é um município pertencente à Grande Havana, mas o pretexto da viagem é poder apreciar capital a partir do canal. Para além disso, é mais um momento enriquecedor, em que poderá contactar com o povo cubano num ambiente pouco turístico.

7. Há mais Cuba para além de Varadero e Havana

Reserva Natural de Baconao, Santiago de Cuba

Apesar da maioria dos turistas se ficar por estes dois destinos, Cuba tem muito mais para oferecer. Para além dos Cayos – onde estão as praias mais bonitas e menos massificadas – há vários lugares e cidades interessantes para explorar.

Viñales e a paisagem verde incrível do seu vale; Trinidad, Cien Fuegos ou a segunda maior cidade do país, Santiago, são pontos incontornáveis numa viagem que se queira mais rica e completa.

8. Nadar com golfinhos nunca foi tão fácil

Nadar com golfinhos

Se vai viajar para Cuba com crianças e adolescentes esta é uma atividade especialmente recomendada. Os golfinhos são animais amistosos e pacíficos e poder tocar-lhes, fazer-lhes festas e nadar com eles será, com toda a certeza, uma experiência inesquecível.

Nos hotéis há excursões disponíveis, havendo mais do que um local onde é possível fazê-lo. Se estiver em Varadero, poderá nadar com golfinhos no Delfinario ou fazer um dois em um: ir a Cayo Blanco numa excursão de catamarã, apreciar as suas praias paradisíacas e aproveitar para realizar essa atividade.

9. Prefira andar de táxi a alugar um carro

Táxi coletivo cubano

Ainda que seja tentador alugar um carro, sobretudo no caso de querer conhecer mais do que o centro de Havana, tome nota que as ruas e estradas de Cuba apresentam algumas debilidades, para além de que é normal surgirem animais na estrada, algo a que os locais já estão habituados.

Para além disso, fica mais caro do que o táxi (neste caso certifique-se de que o taxímetro está ligado ou combine no início o preço da viagem) ou o autocarro. Outra opção interessante que aconselhamos é usar os “coletivos”: estes são normalmente carros americanos antigos, onde podem entrar vários passageiros diferentes, até lotar.

10. Indispensáveis a levar na mala

O que levar na mala

Este é um país onde ainda falta muita coisa nas lojas, por isso o ideal é viajar para Cuba bem prevenido. Não se esqueça de levar de casa o protetor solar e o repelente de insetos, assim como um kit de saúde básico com analgésicos e anti-inflamatórios.

Artigos de higiene como champô, sabonete e papel higiénico, no caso de estar a pensar fazer visitas e excursões, são itens a não esquecer (equacione levar sabonetes a mais para oferecer), assim como alguns snacks energéticos – tipo barritas de cereais, para quando a fome apertar. Um adaptador de tomadas também lhe vai ser útil, ainda que seja melhor contar com uma internet lenta e disponível em poucos locais.

Ah! E leve um agasalho. Mesmo que vá na estação mais quente. Se usar o autocarro para se deslocar no país, por exemplo, irá verificar que o ar condicionado é bastante forte para o que estamos habituados.

11. Algumas dicas sobre o dinheiro

Moeda cubana

Em Cuba funcionam duas moedas: o Peso Cubano (CUP), usado sobretudo pelos locais, e o Peso Cubano Convertível (CUC), a moeda mais corrente e usada pelos turistas. Por norma, 1 CUC equivale a 1 dólar americano. Mas, atenção: não leve dólares, pois esta é uma moeda altamente taxada no câmbio.

O ideal é levar Euros em numerário, uma vez que os cartões de crédito nem sempre são aceites fora dos resorts. Há até cartões que não são permitidos, como é o caso do American Express.

Uma vez lá, não troque os Euros por CUC nos hotéis, mas sim aos balcões do Banco e casas de câmbio, chamadas de “Cadecas”, onde as taxas são mais baixas. Leve uma bolsa discreta para o dinheiro, que possa usar junto a si, e se possível com vários bolsos para separar as moedas.

12. Cuidado com os “jineteros”

Malecón, Havana

Por fim, algumas dicas de segurança para quem vai viajar para Cuba – e Havana em particular. Em linhas gerais, estes são destinos bastante seguros, no entanto, como em qualquer lugar do mundo há cuidados básicos a ter – como não circular sozinho por zonas isoladas ao escurecer e à noite.

E aqui como em qualquer sítio, há pessoas que se tentam aproveitar da ingenuidade dos turistas – lembramos que os cubanos ganham muito pouco e para muitos é uma tentação poder amealhar mais alguns pesos, nem que seja de forma duvidosa. Em Havana, na zona do Malecón, é habitual os turistas serem abordados pelos “jineteros”.

Estes são locais com discurso persuasivo que se oferecem ou para acompanhá-lo a um café onde, supostamente, está a tocar um músico dos Buena Vista Social Club… Ou a um restaurante fantástico… Ou a uma loja onde os charutos são mais baratos. Normalmente, trata-se de fraude: os locais dão uma comissão aos “jineteros”, mas as expectativas dos turistas saem defraudadas.

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