ebook
GUIA DO REGRESSO ÀS AULAS
Prático e Descomplicado
Teresa Campos
Teresa Campos
12 Jan, 2021 - 14:55

COVID-19: o que o isolamento pode fazer à nossa saúde mental

Teresa Campos

Os especialistas afirmam que há um aumento generalizado da ansiedade, devido ao novo coronavírus. Perceba a ligação entre o COVID-19 e a saúde mental.

Homem com problemas de saúde mental

A pandemia causada pelo novo coronavírus está a provocar um aumento generalizado da ansiedade e do stress, particularmente em pessoas com problemas psiquiátricos, como os pacientes com transtorno obsessivo compulsivo. COVID-19 e saúde mental é uma equação a ter em conta.  

As reações a esta crise mundial e humanitária podem incluir sentimentos como medo, tristeza, raiva, desespero e esgotamento. Uma das consequências destas emoções pode ser dificuldade em dormir ou em concentrar-se. Fisicamente, os efeitos também se podem fazer sentir, nomeadamente através da aceleração dos batimentos cardíacos e de problemas de estômago. Saiba mais.

COVID-19 e saúde mental: desafios e consequências

A Organização Mundial de Saúde informou que a crise causada pelo novo coronavírus está a gerar um stress generalizado. Por isso, a OMS aconselhou todas as pessoas a moderarem o consumo de notícias que provoquem sentimentos de ansiedade e angústia.

Em declarações ao jornal britânico The Guardian, Stephen Buckley, membro de uma instituição ligada à saúde mental, partilhou como o stress e a preocupação motivados pelo COVID-19 podem afetar e agravar o estado de saúde de indivíduos que já sofrem de problemas psiquiátricos.

reagir corretamente a uma vertigem

Consequências do isolamento e do estado de quarentena

Além dos receios que suscita a ameaça de um novo vírus, a prática do isolamento ou da quarentena terá, provavelmente, um impacto negativo no bem-estar mental. Inclusivamente, foi publicado na revista científica The Lancet um artigo que abordava as consequências psicológicas da quarentena.

Os especialistas concluíram que o afastamento físico dos ente-queridos, a perda de liberdade, a incerteza relativa ao futuro e a monotonia podiam ter efeitos dramáticos e conduzir a situações extremas, como o suicídio ou a violência (contra si ou contra outros). Se a imposição da quarentena pode prevenir a mais rápida propagação do vírus, ela também pode ter consequências psicológicas bastante graves.

treino em casa
Não perca Está em quarentena? Treinar em casa é fácil e mantém a forma

Pacientes com transtorno obsessivo compulsivo (TOC)

De acordo com os especialistas, os indivíduos que sofrem de transtorno obsessivo compulsivo são especialmente vulneráveis a toda esta situação. Ashley Fulwood, membro da instituição britânica dos TOC, declarou ao The Guardian que a instituição tem recebido um número crescente de chamadas e emails de doentes com TOC que estão a desenvolver novas obsessões, relacionadas com o COVID-19. É que convém recordar que um quarto das pessoas com TOC tem obsessões com a limpeza e a higiene, lavando constantemente as mãos com medo de contaminações, por exemplo.

Devido ao novo coronavírus, constata-se que há uma intensificação desses comportamentos obsessivos, com alguns pacientes a lavarem as mãos a toda a hora e durante 20 minutos ou mais.

Ataques de pânico

Também os ataques de pânico podem aumentar e tornar-se mais frequentes, devido ao novo coronavírus.

A explicação é simples.  Segundo os especialistas, os ataques de pânico são causados por um excesso de preocupação, incontrolável e relacionado com uma determinada situação ou circunstância. Ora, o momento atual é altamente potenciador desta reação.

consequências das vertigens e tonturas

Conselhos finais

Os especialistas em saúde mental concordam na importância das pessoas, especialmente com problemas mentais, continuarem a fazer a sua medicação psiquiátrica e a usufruir de sessões de terapia online ou via telefone.

Além disso, toda a população deve moderar no consumo de informação sobre o novo coronavírus e seguir algumas estratégias que ajudem a preservar o bem-estar mental e a não “cair” em exageros. Estabelecer limites quanto ao número de vezes que se lava as mãos por dia ou fazer exercícios de respiração são, apenas, dois exemplos de como se devem enfrentar estes tempos difíceis tanto para a saúde física, como mental.

Veja também