Miguel Pinto
Miguel Pinto
11 Mar, 2026 - 14:00

Dacia Bigster conquista título de Carro do Ano em Portugal

Miguel Pinto

O Dacia Bigster foi distinguido como o Carro do Ano em Portugal. É a primeira vez que a marca de origem romena recebe esta distinção.

Dacia Bigster

O Dacia Bigster acaba de conquistar o título de Carro do Ano em Portugal – Troféu Volante de Cristal 2026, e não, não é apenas mais uma medalha para a vitrine.

Durante meses, o júri composto por jornalistas especializados testou, comparou e discutiu dezenas de propostas. Estradas nacionais, auto-estradas, piso degradado, utilização familiar, consumos reais. A rotina normal de quem leva automóveis a sério.

No fim das contas, o veredito destacou o Bigster como o modelo que melhor equilibra inovação, funcionalidade e valor para o consumidor português. E isso diz muito.

Dacia Bigster: SUV sem tiques de grandeza

O Bigster entra num segmento exigente, o dos SUVs familiares, com espaço generoso, estatuto visual e tecnologia suficiente. A fórmula é conhecida. O que não é tão comum é cumprir tudo isto sem disparar o preço para território proibitivo.

Aqui, a Dacia jogou bem. Visual robusto, linhas direitas, postura larga. O Bigster tem presença, mas sem exageros barrocos. Nada de cromados em excesso ou falsas pretensões premium. É um design honesto. Funcional. Quase pragmático, no bom sentido.

Por dentro, espaço a sério. Bancos traseiros que não castigam adultos. Bagageira que engole malas, carrinhos de bebé e compras de supermercado sem dramatismos logísticos. E comandos físicos onde fazem falta (obrigado, Dacia). Quem conduz todos os dias percebe.

Mecânica que faz sentido no mundo real

A versão em destaque, a Hybrid-G 150 4×4, foi determinante para o prémio. Um sistema híbrido inteligente que combina um motor mild-hybrid a gasolina com apoio elétrico no eixo traseiro.

A tradução prática é eficiência nos consumos, tração extra quando o piso complica e uma condução suave no quotidiano. Não é um laboratório sobre rodas. É engenharia aplicada à vida real.

Cidade durante a semana, serra ao fim-de-semana ou férias com a família em agosto. O Bigster encaixa nesse ciclo sem exigir malabarismos do condutor. Talvez seja isso que convenceu o júri.

Mais do que um troféu

O Dacia Bigster não ganhou só o prémio principal. Trouxe também distinções de segmento e inovação tecnológica. Um triplo reconhecimento que reforça a ideia de que a Dacia já não está apenas focada em preço baixo. Está focada em valor total.

E isso muda o jogo. Durante anos, a marca romena foi vista como a alternativa sensata. Hoje começa a ser vista como referência equilibrada. A diferença é subtil, mas importante.

<strong>Uma noite de distinções para vários segmentos</strong>

O Troféu Volante de Cristal 2026 não se limitou ao prémio principal. A gala reconheceu também o melhor de cada categoria, mostrando a diversidade e o dinamismo do mercado automóvel português.

No segmento eléctrico, o Mazda 6e 5HB levou para casa o título de Eléctrico do Ano, consolidando a aposta da marca japonesa na mobilidade sem emissões. Para a cidade, o Fiat Grande Panda La Prima destacou-se como o melhor Citadino, uma escolha que espelha a procura crescente por soluções urbanas compactas e eficientes.

O design mais impactante da edição ficou com o Alfa Romeo 33 Stradale, um modelo que recupera a herança estética da marca italiana com linhas que não deixam ninguém indiferente. E no universo desportivo, o Alpine A290 confirmou que performance e prazer de condução continuam a ter peso numa era dominada por discussões sobre eletrificação e eficiência.

Dacia Bigster: momento certo, no mercado certo

traseira do dacia bigster

O mercado português está diferente. Combustíveis caros, crédito mais seletivo, consumidores mais informados. Ninguém quer luxo vazio. Querem carros que façam sentido.

O Bigster chega nesse contexto como um produto alinhado com a realidade. Dimensão familiar, tecnologia útil, motorização eficiente e, claro está, preços de arrasar que começam nuns incríveis 24.250€.

E agora?

Prémios não vendem carros sozinhos, é verdade. Mas ajudam. Criam confiança. Tiram dúvidas. Colocam modelos no radar de quem ainda estava indeciso. O Bigster fez a sua parte. Convenceu especialistas, ganhou palco e entrou na conversa.

Quantas famílias portuguesas o vão colocar na garagem nos próximos meses? Se a lógica prevalecer, serão muitas.

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