Miguel Pinto
Miguel Pinto
06 Fev, 2026 - 11:00

Estado de calamidade prolongado até 15 de fevereiro

Miguel Pinto

Face às previsões meteorológicas para os próximos dias, foi decidido alargar o estado de calamidade até dia 15 em várias regiões do país.

estado de calamidade

O Governo prolongou o estado de calamidade até 15 de fevereiro, tendo em conta a gravidade das condições climatéricas que continuam a afetar o país após a devastadora passagem da tempestade Kristin. Inicialmente previsto para terminar às 23h59 do dia 8 de fevereiro, o estado de calamidade foi agora estendido por mais uma semana.

A decisão é justificada com base nas persistentes necessidades de assistência às populações e na continuação de condições meteorológicas muito adversas, incluindo o risco extremo de cheias que se mantém em várias regiões do país.

Para além do prolongamento do estado de calamidade, o Executivo decretou a situação de contingência nas zonas com maior risco de inundações. Esta medida adicional permite uma mobilização ainda mais eficaz dos recursos disponíveis nas áreas mais vulneráveis.

A decisão garante a mobilização coordenada de todos os meios da Proteção Civil, bombeiros, militares, forças de segurança, departamentos de saúde, Segurança Social, equipas de apoio psicológico, sapadores florestais e autarquias locais.

Estado de calamidade: cenário para os próximos dias

As previsões meteorológicas apontam para a continuidade de condições adversas nos próximos dias, com precipitação intensa e persistente em várias regiões do país.

O risco de cheias mantém-se elevado, particularmente nas bacias hidrográficas já saturadas.

Como reportar prejuízos

Particulares, empresas e municípios já podem reportar os prejuízos causados pelo mau tempo através de plataformas digitais disponibilizadas pelas autoridades. Este levantamento urgente dos danos está a ser realizado pelas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, em articulação com os municípios, o Instituto Nacional de Estatística e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

O registo atempado dos prejuízos é essencial para garantir o acesso aos apoios financeiros e medidas de compensação disponibilizados pelo Governo. Para o efeito foi aprovado um pacote abrangente de medidas no valor de 2,5 mil milhões de euros destinado a apoiar cidadãos, empresas e autarquias afetadas.

Foi também criada uma Estrutura de Missão para Reconstrução da região Centro do País, sediada em Leiria, sob coordenação de Paulo Fernandes, que iniciou funções a 2 de fevereiro. Esta estrutura é responsável pelo acompanhamento e apoio à coordenação dos esforços dirigidos às populações, empresas e autarquias afetadas.

isenção de portagens
Veja também Isenção de portagens nas zonas mais afetadas pelas tempestades

Estado de calamidade: municípios abrangidos

O estado de calamidade abrange atualmente 69 concelhos, predominantemente localizados nas regiões Centro e Oeste do país.

Entre os municípios afetados encontram-se Leiria, Coimbra, Marinha Grande, Figueira da Foz, Batalha, Alcobaça, Nazaré, Santarém, Torres Vedras, Peniche, Castelo Branco e Covilhã, entre muitos outros.

Estes territórios foram particularmente atingidos pela ciclogénese explosiva da tempestade Kristin e continuam vulneráveis a cenários de cheia devido à saturação dos solos e à continuidade da precipitação intensa.

Recomendações às populações

As autoridades continuam a apelar ao cumprimento rigoroso das orientações da Proteção Civil.

  • Manter-se informados através dos canais oficiais
  • Evitar deslocações desnecessárias em áreas afetadas
  • Não atravessar zonas inundadas, seja a pé ou de carro
  • Afastar-se de cursos de água e zonas ribeirinhas
  • Seguir as indicações das autoridades locais e dos agentes de proteção civil
  • Reportar prejuízos através das plataformas oficiais disponibilizadas
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