O Governo anunciou a isenção de portagens em troços das auto-estradas mais afetadas pelas tempestades que têm vindo a assolar o país. A medida entra em vigor a partir da meia-noite de 3 de fevereiro de 2026.
Os distritos de Leiria, Coimbra e Santarém foram os mais castigados pelo mau tempo, com quedas de árvores, estruturas destruídas, cortes em estradas e linhas ferroviárias, e um apagão que, no seu ponto mais crítico, privou cerca de 384 mil clientes da E-Redes de energia elétrica.
Com tantas vias condicionadas ou completamente cortadas, muitas das alternativas rodoviárias passam, inevitavelmente, por auto-estradas com portagem.
Este encargo fica agora suspenso durante uma semana de modo a que as populações e as equipas de apoio possam circular sem constrangimentos adicionais.
Quais as auto-estradas abrangidas?
A isenção aplica-se em quatro auto-estradas, inseridas no corredor mais afetado pela depressão Kristin.
- A8: uma das artérias mais importantes da região Centro, que liga Lisboa à região de Leiria e Coimbra.
- A17: autoestrada que atravessa a Costa de Prata, numa zona bastante afetada pelo temporal.
- A14: conecta Coimbra a Viseu, passando por zonas com danos significativos.
- A19: liga Viseu a Guarda, numa região que também registou efeitos do mau tempo.
Como já foi referido, esta isenção entra em vigor a partir da meia-noite de 3 de fevereiro de 2026 e vigora durante sete dias corridos. A duração foi definida com o objetivo de cobrir o período mais crítico de mobilidade e reconstrução na região.
A medida é automática nos troços indicados durante o período em vigor. Quem circular nessas auto-estradas não terá de pagar portagem, independentemente do método de pagamento que habitualmente utilize (via Verde, dinheiro ou outro).
Outros apoios do Governo
A isenção de portagens é apenas uma das medidas do pacote de apoio que o Conselho de Ministros aprovou no dia 1 de fevereiro.
O pacote total atinge 2,5 mil milhões de euros e abrange 69 municípios. Entre as outras medidas constam apoios à reconstrução de habitação, moratórias de 90 dias em empréstimos bancários, linhas de crédito para empresas afetadas, e 400 milhões de euros para reparações urgentes em estradas e linhas de comboio.
A situação de calamidade foi prolongada até ao dia 8 de fevereiro.