Cláudia Pereira
Cláudia Pereira
29 Ago, 2025 - 13:45

Lei da nacionalidade em Portugal: Marques Mendes exige consenso

Cláudia Pereira

Marques Mendes defende consenso alargado para reformar a lei da nacionalidade em Portugal e melhorar a integração de imigrantes.

A reforma da lei da nacionalidade em Portugal volta a ocupar o centro das atenções no debate político, com implicações profundas para o futuro da cidadania e da política de imigração no país. Para Luís Marques Mendes, candidato presidencial e figura influente no PSD, qualquer alteração nesta matéria deve assentar num consenso político sólido.

Ao sublinhar a importância de um entendimento entre partidos como o PS e o PSD, Marques Mendes reforça a necessidade de respostas equilibradas e responsáveis face aos desafios da integração de imigrantes e da coesão social.

Política de imigração em Portugal e a urgência da integração

Integração de imigrantes como prioridade no Orçamento do Estado

O antigo líder do PSD defendeu publicamente que o próximo Orçamento do Estado deverá dar prioridade à integração de imigrantes, tema incontornável numa política de imigração em Portugal mais justa e eficaz.

Considerando os avanços obtidos, Marques Mendes realçou que é inaceitável que os imigrantes sejam apontados como responsáveis pelos problemas sociais. Assim, deixou claro o seu apelo a uma abordagem que valorize a inclusão e respeite a dignidade de todos os que vivem em Portugal.

Uma sociedade moderada e tolerante como chave do sucesso

Apesar das tensões políticas atuais, o candidato presidencial acredita que a moderação é mais do que uma virtude — é uma necessidade. “É preciso alguma coragem para ser moderado”, afirmou, destacando que apenas com equilíbrio e tolerância será possível alcançar soluções duradouras.

Esta aposta numa sociedade aberta e democrática contrasta com os discursos extremados, revelando uma posição clara do PSD em defesa de uma política de integração eficaz e sustentável.

Reforma das leis da cidadania exige consenso alargado

Maioria ampla e a natureza orgânica da legislação

O debate parlamentar sobre cidadania regressa em setembro e, por se tratar de uma lei orgânica, exige maioria qualificada. Marques Mendes foi categórico: “Leis especiais como esta não se aprovam no âmbito de uma mera maioria de circunstância”. Isto significa que um eventual acordo entre PSD e partidos mais à direita, como o Chega, poderá não bastar para garantir legitimidade à reforma.

Nacionalidade e partidos políticos em Portugal: o papel do PSD

Ao distanciar-se de soluções polarizadas, o PSD liderado por figuras como Marques Mendes apresenta-se como uma força política disposta a conduzir com responsabilidade a reforma das leis da cidadania.

Esta postura evidencia uma estratégia de credibilidade, baseada na construção de consensos e na rejeição de medidas simbólicas sem impacto real. Tal como já criticou noutras áreas, interpretar problemas estruturais com medidas de fachada é, nas suas palavras, “ficção científica”.

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