Covid-19
Especial Covid-19
Descomplicamos a informação sobre o novo Coronavírus
Ekonomista
Ekonomista
11 Mai, 2020 - 16:23

A água nunca é de mais? Conheça 5 mitos sobre hidratação

Ekonomista

Beber água em jejum, um litro e meio ou 8 copos de água por dia… Eis alguns dos mitos sobre a hidratação que devem ser desconstruídos e rapidamente.

Desvendar os mitos sobre a hidratação

“Mesmo que não tenha sede, deve beber água” ou “A água nunca é demais”. São vários os mitos sobre hidratação. Mas até ponto estas suposições são verdade?

Toda a gente que a água é essencial à vida, mas a verdade é que o eu consumo não deve ser feito de qualquer maneira. O corpo humano sabe muito bem quando precisa de água e não se coíbe de mandar as mensagens exactas no tempo certo.

5 mitos sobre hidratação

Mulher com copo de água

1. Beber mesmo sem ter sede

Ao contrário do que muitos dizem, não tem de beber água mesmo que não tenha a sensação de sede. Além de que o facto de sentir sede em demasia pode ser indício de algum problema de saúde, como diabetes.

Na verdade, a perda de líquidos é uma reação natural do organismo, manifestada através da transpiração e respiração. Contudo, esta perda encontra-se assegurada pelo bom funcionamento dos rins, que têm a função de manter esse equilíbrio.

Neste sentido, assim que no organismo existe a necessidade de repor os níveis de hidratação, os rins encarregam-se de enviar uma mensagem ao nosso cérebro, transmitindo a sensação de sede.

2. Beber água nunca é demais

O primeiro mito conduz-nos a este segundo mito sobre hidratação: será que não existem limites para a ingestão de líquidos? Será que a quantidade de água a ingerir é igual para todas as pessoas, independentemente da idade e da condição física?

A verdade é que beber água suficiente é importante para o bom funcionamento do organismo. Contudo, beber 8 copos de água por dia não deve ser considerada como uma verdade absoluta. E, como tal, não dever ser seguida por todas as pessoas, nomeadamente por quem tem problemas de rins ou de coração. Para este grupo de doentes, beber água em excesso pode causar insuficiência cardíaca, edemas pulmonares e mesmo intoxicações.

De qualquer forma, mesmo as pessoas mais saudáveis não devem exagerar no consumo de água, uma vez que este excesso pode conduzir a uma descida da concentração do sódio.

Por outro lado, ao ter uma alimentação variada e saudável, já estamos a ingerir os líquidos e restantes nutrientes que se encontram nos alimentos.

Estudo: diagnóstico da diabetes possível com uma amostra de sangue
Não perca Estudo: diagnóstico da diabetes possível com uma amostra de sangue

3. Beber água em jejum

Outro mito sobre hidratação é que devemos beber um copo de água em jejum. Este mito decorre do facto de, ao longo das 8 horas de descanso, o nosso organismo não ter qualquer reposição de líquidos.

Neste sentido, os nutricionistas dizem que também neste caso não deveremos entrar em fundamentalismos. Ou seja, não veem qualquer desvantagem em beber um copo de água em jejum, mas por outro lado, não deve ser considerado como algo preponderante.

Um truque que pode ajudar a analisar se está devidamente hidratado é através da sua urina. Se a urina estiver clara, significa que a mesma está diluída e o seu organismo está hidratado. Por outro lado, se a urina estiver escura significa que os rins estão a cumprir a sua função em conservar a água no organismo.

4. Cafeína causa desidratação

Outro dos mitos sobre hidratação está relacionado com o consumo de café. Contudo, e até à data, não há estudos que indiquem que o café tenha efeitos adversos ao nível da hidratação.

De tal modo que até existem várias receitas com café em que este assume o papel principal ao nível da hidratação. Porém, o seu consumo também deve ser moderado, de modo a não ultrapassar os 300mg/dia, ou seja, aproximadamente 3 cafés.

5. Não deve beber água da torneira

Atualmente, são várias as campanhas de sensibilização para incentivar o consumo de água da torneira. De modo geral, a água dos concelhos de Portugal é caraterizada como de boa ou de muito boa qualidade.

Isto acontece porque, antes de chegar ao consumidor final, a água da torneira é analisada de acordo com os parâmetros definidos por lei. Essas análises são feitas ao longo de toda a fase do seu processo, isto é, desde a captação, tratamento, armazenamento, distribuição e torneiras. Tudo, para garantir que a água chega ao consumidor final com a qualidade adequada.

Apesar das constantes análises à água da rede pública, seja pelo odor ou sabor a cloro, há muitos utilizadores que optam por colocar filtros de água, garantindo assim uma maior purificação da água, eliminado quais impurezas ou bactérias.

Verdades sobre a hidratação

homem a beber água

Apesar de todos estes mitos sobre hidratação, não podemos descurar os perigos de uma dieta pobre em líquidos, sobretudo, no caso das crianças e dos idosos.

Segundo a Fundação de Cardiologia, ao longo da vida, o risco de desidratação vai aumentando. Isto deve-se, sobretudo, ao facto de a perceção de sede ficar diminuída; a fadiga aumenta; há uma falta de prazer associada à ingestão de líquidos e a vontade de urinar tornar-se mais frequente.

Neste sentido, e de modo a evitar um caso de desidratação, torna-se importante conhecer os sintomas mais comuns de uma desidratação aguda:

  • Diminuição do débito cardíaco;
  • Aumento da frequência cardíaca;
  • Hipotensão;
  • Perda de consciência;
  • Convulsões.
Veja também