Miguel Pinto
Miguel Pinto
19 Fev, 2026 - 10:30

Obras na A1 concluídas no final da primeira semana de março

Miguel Pinto

As obras na A1 avançam a bom ritmo e devem estar prontas na primeira semana de março. Mas ainda não se sabe quem vai pagar.

obras na A1

A autoestrada A1, cortada após o colapso de um troço perto de Coimbra causado pela rotura do dique do rio Mondego, deverá reabrir totalmente ao trânsito até ao final da primeira semana de março de 2026.

De acordo com Manuel Melo Ramos, administrador do grupo Brisa, as obras de reconstrução do troço afetado deverão ficar concluídas até ao final da primeira semana de março de 2026.

“Tudo faremos para ser os mais céleres possíveis”, garantiu o responsável, em declarações aos meios de comunicação social.

A estimativa aponta para que a reconstrução da plataforma esteja concluída cerca de 10 dias após o arranque desta fase, e que a reposição total da circulação aconteça num prazo previsivelmente pouco superior a 20 dias após o incidente.

A fase de reconstrução, que inclui a reparação do aterro norte-sul e a pavimentação, arrancou a 18 de fevereiro, com o contrato adjudicado ao mesmo empreiteiro da fase anterior.

Esta decisão permitiu reduzir entre uma a duas semanas o prazo inicial previsto para a conclusão da intervenção.

Obras na A1: reabertura parcial vai acontecer

Antes da reabertura total da A1, a Brisa submeteu uma proposta às autoridades competentes para uma solução de reabertura inicial ao trânsito apenas no sentido sul-norte.

Este cenário permitiria a circulação de veículos na plataforma sul-norte em meia autoestrada, com tráfego nos dois sentidos de forma condicionada.

A proposta encontrava-se em análise, aguardando aprovação do Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMT) e do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).

“Acreditamos que, nos próximos dias, estaremos em condições de ter o tráfego a circular na plataforma sul-norte”, disse Manuel Melo Ramos.

isenção de portagens
Veja também Isenção de portagens nas zonas mais afetadas pelas tempestades

O que já foi feito?

Antes do arranque da fase de reconstrução, as equipas concluíram os trabalhos de estabilização e proteção da infraestrutura. O que já se fez?

  • O enrocamento exterior do aterro;
  • A estabilização da laje de transição na plataforma sul-norte;
  • O reforço do talude e a solidez da zona de ligação entre diferentes partes da estrada.

Estas intervenções foram essenciais para garantir as condições mínimas de segurança que permitiram avançar para a fase seguinte.

Quanto vai custar a reparação?

Sobre os custos da intervenção, Manuel Melo Ramos recordou que o grupo Brisa investe cerca de 60 milhões de euros por ano em manutenção das suas infraestruturas.

Há cerca de dois anos, a concessionária investiu perto de cinco milhões de euros em obras nos viadutos sobre o rio Mondego. O responsável prevê que o custo total da reparação atual fique abaixo desse valor.

A questão de quem vai pagar a fatura final (a Brisa, o Estado ou outra entidade) permanece em análise, sendo que a concessionária assumiu os custos imediatos da obra.

Obras na A1 e a reconstrução: perguntas frequentes

Quando vai reabrir a A1 perto de Coimbra? A Brisa prevê que as obras estejam concluídas até ao final da primeira semana de março de 2026, com
reabertura total ao trânsito nos dois sentidos.

O que causou o colapso da A1? A rotura do dique do rio Mondego, a 11
de fevereiro de 2026, provocou uma enxurrada que escavou o aterro sob
a plataforma da A1, ao quilómetro 191, perto de Coimbra.

Existe alternativa à A1 durante as obras? Sim. Os condutores devem consultar
as rotas alternativas indicadas pelas autoridades de trânsito, sendo que
o Governo também decretou isenção temporária de portagens
nas zonas afetadas.

A reabertura parcial da A1 já aconteceu? A Brisa propôs a reabertura
do troço num único sentido (sul-norte) enquanto as obras prosseguem,
sujeita a aprovação do IMT e do LNEC.

Obras na A1: a tempestade que tudo arrastou

reparação da A1 vai demorar

No dia 11 de fevereiro de 2026, um troço da A1, ao quilómetro 191, perto de Coimbra, colapsou na sequência da rotura do dique do rio Mondego.

As águas, a uma velocidade superior a 2.100 metros cúbicos por segundo, embateram no muro de proteção do aterro, perfuraram-no e escavaram a zona sob a plataforma norte-sul, tornando o troço intransitável nos dois sentidos.

A Brisa classificou o incidente como um “evento excecional” e externo à concessionária, sublinhando que o colapso resultou de uma força da natureza de magnitude incomum, e não de falhas na manutenção da infraestrutura.

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