Marta Maia
Marta Maia
25 Jun, 2019 - 09:36
6 dicas para planear a reforma com antecedência

6 dicas para planear a reforma com antecedência

Marta Maia

Saiba como se preparar antes que chegue o fim da carreira para que tudo corra pelo melhor e sem desilusões. Conheça algumas dicas para planear a reforma.

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É do senso comum: todo o cidadão trabalhador sonha com o dia em que põe um ponto final na carreira e se dedica a viver a vida com mais calma, colhendo os frutos do que fez.

Esse dia, no entanto, chega mais rápido do que parece, e pode apanhar-nos desprevenidos. É, por isso, preciso saber como planear a reforma, o que ter em conta nos anos anteriores e que cuidados ter ao longo da vida ativa para que o fim da carreira seja só o início de uma nova fase, melhor e mais tranquila.

6 dicas para planear a reforma com tempo

1. Prepare os seus salários

A ideia de passar a receber certo todos meses sem ter de trabalhar pode parecer tentadora, mas não vai ser tão cor-de-rosa como parece se não perder algum tempo antes a planear a reforma.

Lembre-se que o valor da sua reforma é calculado com base nos salários que foi tendo ao longo da carreira – e isso torna importante o esforço por conseguir salários gradualmente melhores ao longo dos anos.

Sim, vai ser um esforço, uma vida a lutar por algo melhor de forma incansável… Mas é tudo para que, no dia em que “arrumar as botas”, possa chegar a casa descansado com a perspetiva de ter sustento confortável até ao fim dos seus dias.

2. Prepare o abrandar de ritmo

Sobretudo para profissionais que levam vidas agitadas a transição para a vida de aposentado pode ser um choque. Passar de uma agenda cheia para dias seguidos sem nada para fazer pode ter um impacto negativo na sua saúde, por isso a melhor forma de preparar a reforma é ir abrandando o seu próprio ritmo nos anos que antecedem a paragem.

Verdade seja dita, quando chegar aos 60 anos já trabalhou o que tinha para trabalhar. Já não luta por uma carreira, já não ambiciona aquele lugar do topo. Ou está lá, ou provavelmente também já não lhe interessa. Comece a “desligar os motores”, a trabalhar mais devagar e a afastar-se de ambientes ‘stressantes’ e tóxicos.

A ideia é que a transição seja o mais suave possível e, claro, que lhe deixe boas memórias do tempo em que ainda trabalhava.

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planear a reforma

3. Prepare as suas poupanças

Claro que ninguém lhe vai dizer para parar de viver hoje para poupar para daqui a cinquenta anos, mas nunca é má ideia ir construindo um pé de meia para os dias de velhice.

Apesar de ninguém antes dos trinta anos pensar em planear a reforma, a verdade é que esta é precisamente a melhor idade para começar a fazê-lo: não só é mais fácil poupar nesta altura (porque não tem tantos encargos), como ainda por cima é dinheiro que ainda tem muitos anos para capitalizar. Assim, se quer preparar a reforma comece já a por um dinheiro de lado devagarinho.

4. Prepare o futuro

Estar reformado não tem de significar passar os dias sentado no sofá a ver televisão. Se já está a preparar a reforma, faça planos: aquela viagem que nunca fez, aquele instrumento que nunca chegou a aprender a tocar, aquele voluntariado que nunca recebeu o tempo que queria dedicar-lhe. Assim, no dia em que fechar a porta da empresa atrás de si, tem uma lista de objetivos que vão dar-lhe uma motivação para sair da cama todos os dias.

Além disso, a reforma é a altura perfeita para concretizar o que nunca pôde. Vendo bem as coisas, o risco financeiro tenderá a ser inferior, uma vez que já não vai deixar de comprar a casa que queria, não vai perder o emprego, nem vai correr o risco de, no mês seguinte, não ter salário. Se aquando da reforma tiver alcançado a estabilidade financeira, então esse é o momento de a aproveitar!

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5. Prepare a família

As famílias são muito importantes na hora de preparar a reforma, porque é delas que nos chega o maior apoio de todos: o suporte emocional. Partilhe com a família o que pretende fazer. Quer dedicar-se aos netos? Quer viajar metade do ano? Quer mudar-se para aquela aldeia alentejana que há décadas lhe rouba suspiros?

As famílias são o principal apoio na fase de transição para a reforma, porque podem acompanhá-lo de perto e assegurar-se de que não há impacto emocional negativo envolvido. Também é importante que saibam os seus objetivos para que o mantenham motivado e incentivado a concretizá-los.

6. Prepare o parceiro

É comum, em casais de idades diferentes, um dos elementos reformar-se antes do outro. Nestes casos, é muito importante a partilha de informação com o parceiro, porque convém planear a reforma com ele.

Como já lhe dissemos, é possível (e comum) que a transição para a reforma tenha um impacto emocional relevante em si: passa de um dia programado para uma agenda livre, de uma lista de afazeres para uma enormidade de tempo livre. E, se tempo livre é ótimo quando temos o parceiro ao lado a fazer-nos companhia, pode ser massacrante quando o parceiro foi, como sempre, trabalhar de manhã cedo e só volta ao fim do dia.

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Planear a reforma com o parceiro é mostrar-lhe a importância de se sentir acompanhado e compreendido. É pedir-lhe paciência nos primeiros tempos e, sobretudo, atenção aos sinais. Não é humilhação nenhuma prevenir quem vive consigo sobre as suas vulnerabilidades, por isso seja franco e peça colaboração. Quem divide a vida consigo não vai negar-lha, com toda a certeza.

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