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A prevenção de incêndios em Portugal tem sido uma das questões mais críticas e debatidas em contexto ambiental e de segurança nacional. Para Luís Marques Mendes, candidato presidencial, a solução não pode continuar a ser centralista.
Ao intervir na Universidade de Verão do PSD, Mendes defende que só através da gestão local das florestas e de um envolvimento mais estratégico das entidades regionais se consegue travar este flagelo. Com propostas que incluem a descentralização do combate aos incêndios e reformas florestais sustentáveis, Mendes oferece uma visão de futuro focada na eficácia e proximidade às populações.
Candidatos presidenciais em Portugal focam-se na descentralização do combate aos incêndios
Gestão local dos incêndios com meios e competências reforçados
Marques Mendes afirma que continuar a confiar a prevenção rural de incêndios exclusivamente à administração central é insustentável. O combate às chamas deve começar ao nível mais próximo das populações – freguesias e câmaras municipais. Para tal, propõe dotar estes órgãos com os meios adequados, conhecimento técnico aprofundado e autonomia de decisão.
Este modelo de descentralização do combate aos incêndios contribui para uma resposta mais ágil e ajustada às realidades locais, onde o tempo de reação é determinante.
Comissão técnica independente prepara caminho para pacto florestal duradouro
Reconhecendo a complexidade e gravidade do problema, Mendes defende a constituição de uma comissão técnica independente para estudar os incêndios em detalhe e apoiar futuras decisões políticas. Esta comissão, composta por especialistas nacionais e internacionais, poderá garantir imparcialidade, partilha de boas práticas e transparência no diagnóstico.
Com base neste trabalho técnico, propõe-se um “pacto florestal de 25 anos”, que assegure políticas florestais sustentáveis e de longo prazo. Esta estabilidade permitirá transformar o território de forma organizada e consistente, sem ser condicionado por ciclos eleitorais ou mudanças de governo.
Forças Armadas na prevenção e investimento no desenvolvimento económico florestal
Outro pilar defendido é o envolvimento direto das Forças Armadas na vigilância e prevenção de incêndios. Para Mendes, proteger a floresta portuguesa é também uma missão de defesa nacional, pelo que os militares devem colaborar ativamente na proteção de pessoas e bens.
Complementarmente, sublinha a importância de fomentar o desenvolvimento económico florestal. Através de projetos como centrais de biomassa e ecopontos florestais, a floresta pode ser valorizada como recurso económico, criando incentivos para a sua limpeza, manutenção e ordenamento regular.
Iniciativas desta natureza ajudam a dinamizar o meio rural, ao mesmo tempo que contribuem diretamente para reduzir o risco de grandes incêndios.
Reformas florestais em Portugal exigem visão estratégica a longo prazo
Marques Mendes alerta para a necessidade urgente de abandonar políticas avulsas ou descontinuadas. A verdadeira prevenção de incêndios em Portugal só será eficaz com uma visão integrada e compromissos políticos duradouros.
Para isso, defende um pacto interpartidário que assegure continuidade nas políticas de ordenamento florestal, independentemente dos ciclos governativos. Apenas com esta estabilidade será possível implementar estratégias de prevenção rural de longo prazo e desenvolver um modelo sustentável para a proteção da floresta.
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