Ekonomista
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27 Ago, 2025 - 14:45

Reconhecimento da Palestina pelo Governo Português volta ao centro do debate

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Rangel critica PS e BE pela inação no reconhecimento da Palestina pelo governo português e acusa oposição de hipocrisia política.

O reconhecimento da Palestina pelo governo português tornou-se novamente um tema quente na política nacional, motivado pelas recentes declarações de Paulo Rangel. O ministro dos Negócios Estrangeiros acusou o PS e o Bloco de Esquerda de incoerência e conivência silenciosa durante os anos em que participaram na governação.

A discussão reacende o debate sobre a política externa portuguesa e a sua posição face ao conflito israelo-palestiniano, levantando questões sobre o alinhamento concreto de Portugal no cenário do Médio Oriente.

Política externa portuguesa sob escrutínio

PS criticado por adiar o reconhecimento formal

Durante uma intervenção focada no radicalismo global, Paulo Rangel apontou falhas graves na postura histórica da política externa portuguesa em relação à Palestina. Num discurso direto, o ministro lembrou que o PS teve oito anos consecutivos no poder e nunca concretizou o reconhecimento da Palestina pelo governo português.

Rangel destacou que, apesar dos posicionamentos favoráveis manifestados publicamente pelo Partido Socialista, nenhuma medida executiva foi tomada. Para o governante, esta é uma prova de um abismo entre os discursos e a prática política.

BE acusado de falta de ação durante governação

As críticas estenderam-se ao Bloco de Esquerda, partido que durante seis anos exerceu influência ativa na governação socialista. Segundo Rangel, o atual posicionamento do BE sobre a questão de Gaza e a Palestina é oportunista, já que o partido não utilizou sua força política para aplicar medidas concretas enquanto esteve próximo do poder.

Flotilha humanitária e acusações de populismo

Participação de Mariana Mortágua gera debate

A líder do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, anunciou a sua presença numa flotilha humanitária com destino a Gaza, ação que gerou forte repercussão política. Para Paulo Rangel, esse tipo de envolvimento torna-se um símbolo vazio quando não é sustentado pelo exercício de poder efetivo.

Segundo o ministro, estes atos surgem como tentativas de recuperar espaço mediático e não como compromissos sólidos com a causa palestiniana. Em suas palavras: “O populismo é quando, tendo tido poder, não se faz nada; mas, assim que se entra na oposição, surgem atos mirabolantes“.

Crescente apoio à Palestina e debate em evolução

A discussão sobre o apoio à Palestina em Portugal está longe de se esgotar no plano político. Mobilizações populares e expressões coletivas de solidariedade vêm crescendo, como demonstrado na capital dinamarquesa, onde mais de 10 mil pessoas participaram de uma manifestação em Copenhaga.

Com as movimentações civis e diplomáticas a ganhar força, espera-se que o governo português avance com uma decisão oficial sobre a questão palestiniana. O reconhecimento do Estado da Palestina poderá representar não apenas um marco histórico da política externa portuguesa, mas também um compromisso moral com a paz e os direitos humanos no Médio Oriente.

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