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Ouvir música sozinho pode estar com os dias contados. O Spotify deu um passo além do streaming tradicional e começou a integrar funções que aproximam a experiência do universo das redes sociais.
Em vez de limitar a partilha de música a links enviados noutras apps, a plataforma passou a permitir interações diretas entre utilizadores dentro da própria aplicação. Estas novidades estão a chegar gradualmente a iOS e Android e devem estar disponíveis para todos até ao início de fevereiro de 2026.
O que muda com as novas funcionalidades do Spotify
Atividade de escuta: música em tempo real
Uma das novas funções mostra o que os amigos estão a ouvir em tempo real. Com a ativação da atividade de escuta, cada utilizador pode ver no topo da aplicação qual a música que outra pessoa está a reproduzir.
Na prática, esta função facilita a descoberta de música sem perguntas nem recomendações formais. Basta abrir a app para perceber o que anda a tocar nos auscultadores de amigos e, muitas vezes, encontrar novos artistas de forma espontânea.
Assim, em vez de enviar um link para um tema preferido noutro serviço de mensagens, o utilizador pode reagir à música do amigo diretamente na app. Os emojis permitem uma resposta rápida, útil para mostrar aprovação ou curiosidade sem interromper a escuta. Por razões óbvias, esta partilha é opcional e configurável nas definições de privacidade, permitindo escolher com quem partilhar esta informação.
Sessões Jam: ouvir música juntos
A segunda novidade chama-se sessões Jam. No dia a dia, esta funcionalidade funciona como uma sala de escuta comum. São úteis para viagens longas, momentos de trabalho remoto, convívios informais ou simplesmente para ouvir música em conjunto, mesmo à distância.
O anfitrião tem de ser subscritor Premium, mas os convidados podem entrar na sessão mesmo sem esse plano. Uma vez dentro, podem sugerir músicas, comentar escolhas e ajustar o ambiente sonoro em tempo real. Esta abordagem elimina a necessidade de recorrer a aplicações externas para partilhar o momento musical.
Privacidade e controlo do utilizador
Embora as novidades sejam acolhidas com entusiasmo por muitos fãs de música, a dimensão social levanta questões naturais sobre privacidade.
Na prática, o Spotify permite definir quem pode ver a atividade de escuta e quando esta informação fica visível. Estas opções permitem ativar ou desativar as funções sociais a qualquer momento, sem impacto na experiência base de streaming.
A música como experiência social
Com estas alterações, o Spotify parece querer assumir a posição de plataforma social de música. As funcionalidades aproximam a escuta individual de uma experiência partilhada, sem exigir exposição pública constante.
Para o utilizador comum, isto traduz-se numa app mais viva, onde a música passa a ser também um ponto de contacto social. Alguns rumores apontam para futuros chats em grupo, o que reforça a ideia de que o Spotify pode evoluir para algo além de um simples reprodutor de áudio.
Ao apostar em interações sociais, o Spotify procura aumentar o tempo passado na app e criar hábitos mais frequentes. Quanto mais social for a experiência, menor é a probabilidade de o utilizador trocar de plataforma.
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