Cláudia Pereira
Cláudia Pereira
10 Jan, 2026 - 12:30

Spotify aproxima-se das redes sociais com novas funcionalidades

Cláudia Pereira

O Spotify está mais social. A app passa a mostrar a atividade de amigos e permite ouvir música em conjunto, sem sair da plataforma.

Ouvir música sozinho pode estar com os dias contados. O Spotify deu um passo além do streaming tradicional e começou a integrar funções que aproximam a experiência do universo das redes sociais.

Em vez de limitar a partilha de música a links enviados noutras apps, a plataforma passou a permitir interações diretas entre utilizadores dentro da própria aplicação. Estas novidades estão a chegar gradualmente a iOS e Android e devem estar disponíveis para todos até ao início de fevereiro de 2026.

O que muda com as novas funcionalidades do Spotify

Atividade de escuta: música em tempo real

Uma das novas funções mostra o que os amigos estão a ouvir em tempo real. Com a ativação da atividade de escuta, cada utilizador pode ver no topo da aplicação qual a música que outra pessoa está a reproduzir.

Na prática, esta função facilita a descoberta de música sem perguntas nem recomendações formais. Basta abrir a app para perceber o que anda a tocar nos auscultadores de amigos e, muitas vezes, encontrar novos artistas de forma espontânea.

Assim, em vez de enviar um link para um tema preferido noutro serviço de mensagens, o utilizador pode reagir à música do amigo diretamente na app. Os emojis permitem uma resposta rápida, útil para mostrar aprovação ou curiosidade sem interromper a escuta. Por razões óbvias, esta partilha é opcional e configurável nas definições de privacidade, permitindo escolher com quem partilhar esta informação.

Veja também 7 truques para o Spotify que vai gostar de conhecer

Sessões Jam: ouvir música juntos

A segunda novidade chama-se sessões Jam. No dia a dia, esta funcionalidade funciona como uma sala de escuta comum. São úteis para viagens longas, momentos de trabalho remoto, convívios informais ou simplesmente para ouvir música em conjunto, mesmo à distância.

O anfitrião tem de ser subscritor Premium, mas os convidados podem entrar na sessão mesmo sem esse plano. Uma vez dentro, podem sugerir músicas, comentar escolhas e ajustar o ambiente sonoro em tempo real. Esta abordagem elimina a necessidade de recorrer a aplicações externas para partilhar o momento musical.

Privacidade e controlo do utilizador

Embora as novidades sejam acolhidas com entusiasmo por muitos fãs de música, a dimensão social levanta questões naturais sobre privacidade.

Na prática, o Spotify permite definir quem pode ver a atividade de escuta e quando esta informação fica visível. Estas opções permitem ativar ou desativar as funções sociais a qualquer momento, sem impacto na experiência base de streaming.

redes sociais proibidas a menores de 16 anos
Veja também Bruxelas quer proibir redes sociais a menores de 16 anos

A música como experiência social

Com estas alterações, o Spotify parece querer assumir a posição de plataforma social de música. As funcionalidades aproximam a escuta individual de uma experiência partilhada, sem exigir exposição pública constante.

Para o utilizador comum, isto traduz-se numa app mais viva, onde a música passa a ser também um ponto de contacto social. Alguns rumores apontam para futuros chats em grupo, o que reforça a ideia de que o Spotify pode evoluir para algo além de um simples reprodutor de áudio.

Ao apostar em interações sociais, o Spotify procura aumentar o tempo passado na app e criar hábitos mais frequentes. Quanto mais social for a experiência, menor é a probabilidade de o utilizador trocar de plataforma.

Para acompanhar estas mudanças no digital, tendências tecnológicas e análises claras sobre o impacto das plataformas no dia a dia, a newsletter do Ekonomista reúne informação útil, sem ruído.

Veja também