Pode parecer uma pergunta simples, mas a resposta é central para qualquer democracia: sim, ainda vale a pena votar para Presidente da República. O ato de votar é mais do que marcar um X no boletim de voto. É afirmar que se quer participar ativamente na vida coletiva, que se acredita no processo democrático e que se quer influenciar o futuro do país.
Em Portugal, o Presidente da República não é apenas um símbolo, mas sim uma figura institucional com poderes relevantes: pode nomear o Primeiro‑Ministro, dissolver a Assembleia da República e vetar leis quando necessário. Estas competências fazem do Presidente uma peça chave no equilíbrio político.
O Presidente tem mais influência do que se pensa
Embora o cargo de Presidente da República não envolva governação direta, o seu impacto é real. O Presidente pode dissolver o Parlamento, convocar eleições, vetar leis e nomear figuras-chave. Em momentos de crise política ou social, o país olha para o Presidente como referência de estabilidade.
Além disso, a forma como o Presidente se comunica com o povo, como gere conflitos e como representa Portugal lá fora influencia a percepção pública, interna e internacional, do país. Escolher essa figura com consciência é uma decisão estratégica, não apenas simbólica.
Direito conquistado, dever assumido
Desde o 25 de Abril de 1974, o voto é um direito universal em Portugal. Todos os cidadãos com mais de 18 anos podem participar nas eleições presidenciais. Mas esse direito traz consigo um dever cívico: participar com consciência.
Quando se vota, participa-se. Quando não se vota, abdica-se. E essa abdicação tem consequências: alimenta o distanciamento entre eleitores e eleitos, e dá espaço a discursos radicais ou desinformados. Um voto é mais do que uma cruz num papel, é um sinal de que se está atento, informado e empenhado.
Cada voto tem peso
Mesmo em eleições com muitos eleitores, a diferença entre candidatos pode ser mínima. Já houve eleições decididas por algumas centenas de votos. Mas mais do que isso: a participação eleitoral dá legitimidade ao resultado.
Votar para Presidente da República também é um ato de empatia, pois, não se escolhe apenas para si, escolhe-se para o país inteiro. O Presidente representa todos os cidadãos, independentemente da sua origem, crença ou ideologia.
O ato de votar liga o indivíduo à comunidade, transforma vontade pessoal em ação política e mostra que a cidadania vai além da crítica ou do comentário nas redes sociais. Votar é um contributo real, com impacto mensurável.
Votar continua a valer a pena?
A resposta à pergunta é clara: sim, ainda vale a pena votar para o cargo de Chefe de Estado. É uma forma concreta de dizer que se acredita no poder da democracia e que se quer fazer parte da construção do futuro.
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