Miguel Pinto
Miguel Pinto
09 Mar, 2026 - 10:30

Via Verde aumenta os preços a partir de abril

Miguel Pinto

A Via Verde anunciou o aumento dos preços dos serviços que presta já a partir de abril. Saiba de quanto é a subida em cada modalidade.

via verde

A Via Verde confirmou uma atualização dos seus preços com entrada em vigor a 10 de abril de 2026. A decisão foi tornada pública através da tabela de preços publicada no site oficial da empresa e abrange as principais modalidades de subscrição do serviço, afetando diretamente quem usa autoestradas, parques de estacionamento e transportes públicos com recurso ao identificador.

Os valores envolvidos podem parecer modestos à primeira vista, mas quando somados ao aumento geral do custo de vida, incluindo a subida dos combustíveis e das próprias portagens, acabam por pesar no orçamento mensal de quem depende do automóvel para o dia a dia.

Via Verde Autoestrada: aumento contido, mas real

A modalidade mais comum, a de Autoestrada, regista uma subida discreta. O pagamento mensal passa de 1,03 euros para 1,04 euros, uma diferença de apenas um cêntimo por mês. Já o pagamento anual sobe de 12,25 euros para 12,39 euros, o que representa um acréscimo de 14 cêntimos por ano.

Para quem optar pelo extrato eletrónico, mantém-se a possibilidade de beneficiar de um desconto promocional, com a mensalidade a ficar nos 54 cêntimos. Este incentivo ao papel zero continua a ser uma boa forma de reduzir o custo anual do serviço.

Via Verde Mobilidade: o maior aumento da tabela

Passar na via verde sem pagar

É na modalidade Mobilidade que se encontra o aumento mais expressivo. A mensalidade sobe de 1,75 euros para 1,99 euros, um acréscimo de 24 cêntimos por mês. Em termos anuais, o salto é ainda mais notório: de 20,49 euros para 23,49 euros, ou seja, mais três euros por ano.

Esta modalidade destina-se a quem usa o identificador não apenas nas auto-estradas, mas também em parques de estacionamento e outros serviços de mobilidade urbana, o que torna este aumento especialmente relevante para os utilizadores que vivem e trabalham em cidades como Lisboa ou Porto.

Mobilidade Leve: mensalidade sobe para 2,49 euros

Na Via Verde Mobilidade Leve, a mensalidade passa de 2,09 euros para 2,49 euros, um aumento de 40 cêntimos mensais. Trata-se de uma subida percentualmente mais elevada, que pode surpreender quem esperava uma atualização mais gradual.

Resumo das alterações de preços

  • Via Verde Autoestrada (mensal): de 1,03 € para 1,04 €
  • Via Verde Autoestrada (anual): de 12,25 € para 12,39 €
  • Via Verde Mobilidade (mensal): de 1,75 € para 1,99 €
  • Via Verde Mobilidade (anual): de 20,49 € para 23,49 €
  • Via Verde Mobilidade Leve (mensal): de 2,09 € para 2,49 €
  • Fita autocolante e bolsa para identificador: sem alterações

O que não muda: acessórios mantêm o preço

Nem tudo sobe, a Via Verde confirmou que alguns dos seus produtos e acessórios, como a fita autocolante e a bolsa para o identificador, mantêm os preços atuais. São exceções numa tabela que, no geral, reflete uma revisão em alta dos custos de subscrição.

Aumentos da Via Verde: perguntas frequentes

Quando entram em vigor os novos preços da Via Verde?

A nova tabela de preços entra em vigor a 10 de abril de 2026.

Qual é a modalidade com o maior aumento?

A Via Verde Mobilidade regista o maior aumento em valor absoluto no
plano anual: passa de 20,49 euros para 23,49 euros, ou seja, mais
três euros por ano.

Há alguma forma de pagar menos na Via Verde?

Sim. Na modalidade Via Verde Autoestrada, ao optar pelo extrato eletrónico,
a mensalidade desce para 54 cêntimos, um desconto promocional
que se mantém na nova tabela.

O preço dos acessórios também sobe?

Não. Produtos como a fita autocolante e a bolsa para o identificador
mantêm os preços atuais.

Portagens também ficaram mais caras em 2026

Este aumento acontece num ano em que as portagens já tinham sofrido uma atualização. Em 2026, as taxas de portagem subiram 2,29%, com base na taxa de inflação homóloga sem habitação de 2,19% registada pelo Instituto Nacional de Estatística, acrescida de um ajuste de 0,1% acordado com as concessionárias.

Para quem tem este serviço, o aconselhável é rever a modalidade atual e perceber se o uso que faz do serviço justifica manter o plano em vigor ou se faz sentido mudar para uma opção mais adequada ao seu perfil de mobilidade.

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