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Tabelas de IRS 2018: saiba o que mudou

Consulte as novas tabelas de retenção de IRS, divulgadas na primeira semana de janeiro, e conheça as alterações mais significativas das tabelas de IRS 2018.

Tabelas de IRS 2018: saiba o que mudou
Saiba quais as alterações para 2018

As tabelas de IRS 2018 foram publicadas na primeira semana do ano. As medidas são aplicadas a trabalhadores dependentes e pensionistas, em Portugal Continental.

Tabelas de IRS 2018: principais alterações


As alterações a salientar são a subida do limite máximo para retenção da fonte, que passa dos 615 euros brutos, por mês, para 632 euros, para trabalhadores solteiros ou casados com dois titulares.

Não existem alterações para salários superiores a 3523 euros e aplicam-se as mesmas taxas de retenção para casados, um ou dois titulares, e não casados. Todos os vencimentos abaixo deste valor vêm diminuídas as taxas de retenção, relativamente ao ano passado.

Para trabalhadores casados com um titular de rendimentos, e para titulares deficientes, o valor de isenção mantém-se nos mesmos valores de 2017 – 641 e 1645 euros, respetivamente.

Pensionistas deficientes também não sofrem com nenhuma alteração, enquanto os pensionistas ficam isentos de retenção até rendimentos de 632 euros, mais 17 euros que no ano passado.

Está previsto um alívio mensal para os contribuintes a começar já em janeiro, se bem que as consequências positivas nos reembolsos serão mais notórias em 2019.

A sobretaxa está oficialmente extinta e os escalões do IRS passam de cinco a sete. Os segundo e terceiro escalões foram desdobrados e as taxas de tributação foram reduzidas nos mais baixos. Confirme o seu escalão.

Escalão Rendimento Coletável Taxa
Até €7091 14,5%
€7091€- €10.700 23%
€10.700 – €20.621 28.5%
€20.621 – €25.000 35%
€25.000 – €36.856 37%
€36.856 – €80.640 45%
Mais de €80.640 48%

Tabelas de IRS em 2018

Consulte as tabelas de IRS para 2018, completamente descriminadas, no Diário da República.

Tabelas de IRS 2017


No início de janeiro de 2017 foram reveladas as tabelas de retenção. As diferenças relativamente a 2016 não foram muitas, à parte da atualização dos escalões à inflação de 0,8%. Deixamos aqui as tabelas de IRS em 2017 para que as possa consultar com facilidade.

Sobretaxa de IRS

A sobretaxa sofre também alterações em 2017, sendo atualizada em 1,3%. A diferença baseia-se na data da última atualização da sobretaxa do IRS, pois enquanto as tabelas de retenção foram atualizadas em 2016 em 0,5% de acordo com a inflação, o mesmo não aconteceu com a sobretaxa.

As tabelas deverão ser utilizadas já a partir do mês de fevereiro, podendo algumas empresas utilizar como referência as de 2016, tendo em atenção a sobretaxa do IRS

De acordo com a Lei n.º 159-D/2015, a Sobretaxa de IRS será eliminada a partir deste ano. A sobretaxa será extinta em quatro fases, de acordo com o Orçamento de Estado 2017.

Sobretaxa de IRS 2017

Rendimento Taxa (A) Taxa mensal de retenção Data de extinção
Até €7.091 0% 0%
De mais de €7.091 até €20.261 0,25% 0% 31 de Dezembro de 2016
De mais de €20.261 até €40.522 0,88% 1,75% 30 de Junho de 2017
De mais de €40.522 até €80.640 2,75% 3% 30 de Novembro de 2017
Superior a €80.640 3,21% 3,50% 30 de Novembro de 2017

 

A título de exemplo, para se perceber como pode vir a beneficiar da atualização, quem pertence ao primeiro escalão da taxa de IRS não está já sujeito à sobretaxa de IRS, mas o limite do escalão passa dos anteriores “até €7.035” para “até €7.091”. Por outro lado, quem se insere no terceiro escalão está ainda sujeito a uma taxa de 1,75%.

O Despacho n.º 15646/2016, de 29 de dezembro determina que a partir de 1 de janeiro de 2017, estão isentos nos primeiros dois escalões:

  • Cidadãos com remunerações mensais brutas de valor até € 1.705,00, no caso dos sujeitos passivos não casados e sujeitos passivos casados, dois titulares;
  • Cidadãos com remunerações mensais brutas de valor até € 2.925,00, no caso dos sujeitos passivos casados, único titular.

Tabelas de IRS 2016


No dia 7 de maio de 2016, foram divulgadas as novas tabelas de retenção de IRS a serem aplicadas em maio desse ano. 

Nas tabelas pode ser vista a taxa de retenção que cada um teve, de acordo com o número de dependentes. No caso, por exemplo, de um trabalhador dependente não casado com um rendimento mensal de €993 e com 3 filhos, este teve uma taxa de retenção de 6,3%.

O Orçamento de Estado de 2016 veio agravar as taxas para quem tem rendimentos mais altos, e aliviou um pouco a pressão que as famílias com rendimentos mais baixos sentiam. Juntando este alívio a alguma poupança, as coisas começaram realmente a melhorar.

Verificou-se, no entanto, que casados e solteiros sem dependentes tiveram, em alguns escalões, a mesma retenção na fonte que tinham em 2015, de acordo com comparações feitas.

Tabelas de retenção de IRS de 2016

Sobretaxa de IRS

As tabelas foram utilizadas pelas empresas já no mês de maio, tendo em atenção a sobretaxa do IRS. Foram várias as diferenças notáveis em 2016, mas foi necessário assimilá-las com rigor.

Relembramos que a sobretaxa do IRS mudou, pois deixou de existir um valor fixo de 3,5% para todos os escalões. Dependendo dos rendimentos, a sobretaxa pode não ser nenhuma, e vai até um máximo de 3,5% – vale a pena consultar as tabelas.

Esta diferença na sobretaxa está em conformidade com a decisão da redução gradual da mesma por parte do governo.

Escalões de IRS para 2016

Rendimento Coletável Taxas
Normal (A) Média (B)
Até 7.035€ 14,50% 14,50%
De mais de 7.035€ até 20.100€ 28,50% 23,60%
De mais de 20.100€ até 40.200€ 37% 30,30%
De mais de 40.200€ até 80.000€ 45% 37,65%
Superior a 80.000€ 48%

 

A título de exemplo, para se perceber como pode beneficiar da atualização, quem pertence ao primeiro escalão da taxa de IRS vai continuar a estar sujeito a uma taxa de 14,5%, mas o limite do escalão passa dos anteriores “até 7.000€” para “até 7.035€”, ou seja, aumenta o valor a partir do qual é sujeito à taxa seguinte.

As alterações fazem-se sentir também no segundo, terceiro e quarto escalão de IRS, também sem alterar as taxas. Naturalmente, o último escalão (rendimentos superiores a 80.000€) não sente a atualização (mantém-se com uma taxa de 48%).

Tabelas de IRS 2015


As tabelas de IRS para 2015 foram publicadas, em Diário da República, através do Despacho n.º 309-A/2015, de 12 de janeiro e entraram em vigor a partir do dia 13 de Janeiro.
 
Estas tabelas recairam sobre as retribuições dos trabalhadores do setor privado e público e sobre os pensionistas

Pode consultar aqui as tabelas de retenção mensal na fonte para 2015 aplicáveis no Continente no documento publicado em Diário da República e saiba quanto é que vai ver descontado do seu rendimento bruto.

As tabelas de 2015 refletiam as alterações preconizadas pela reforma do IRS, bem como o aumento do salário mínimo nacional. Assim, as mesmas apresentaram alterações relativamente a 2014.

Principais alterações em 2015

Como referido anteriormente, as tabelas refletiram o aumento do salário mínimo nacional e as medidas aprovadas na sequência da reforma do IRS. Assim, as principais novidades foram:

  • Introdução do quociente familiar (agregados familiares com menos rendimentos e com filhos vão pagar menos IRS);
  • As famílias monoparentais, com filhos, também são beneficiadas;
  • Cinco escalões de rendimento que pagaram imposto e um escalão, correspondente ao denominado mínimo de existência, que não pagou. Em 2014, os contribuintes solteiros ou casados, inseridos neste escalão, pagavam 30€ de imposto e os pensionistas 6€.

As tabelas de retenção na fonte de IRS 2015 entraram em vigor a 13 de janeiro, mas as entidades que já tenham processado salários ou pensões relativos ao mês de janeiro tiveram oportunidade de fazer os respetivos acertos até final de fevereiro. As mesmas regras aplicaram-se à retenção na fonte da sobretaxa de IRS, de 3,5%.

Tabelas de IRS 2014


As tabelas de IRS em 2014 foram iguais às de 2013, não tendo sido registada qualquer alteração.

Consulte aqui todas as tabelas relativas a 2014:

 

Veja também:

Júlia Rocha Júlia Rocha

Licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto, sempre se deu bem com os livros, teclados de computador e canetas. A importância da palavra escrita num mundo tecnológico, aliada à história, ao cinema, literatura e televisão, são os seus maiores campos de interesse.