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Vou emigrar – e agora?

Vou emigrar, mas não quero correr riscos. Que medidas devo tomar?

Vou emigrar – e agora?
Guia para quem quer trabalhar, estagiar ou estudar fora de Portugal

Aprender Inglês: a melhor forma de ser contratado lá foraQuero internacionalizar a minha carreira. Já decidi que vou emigrar, e quero saber quais os passos a dar para pôr esse plano em marcha. Onde me posso informar sobre as condições de vida e de trabalho no país de destino? Como saber se as ofertas de trabalho que recebo são fidedignas? Quais as instituições que me podem apoiar? São muitos os assuntos a tratar antes de partir!


Guia rápido para quem vai emigrar
 

1. O que quero fazer?
 

O primeiro passo é decidir, em função dos seus objectivos de carreira, se pretende:

 
  • Estudar: apostar no desenvolvimento das suas competências técnicas
Não existe um site com toda a oferta formativa internacional sistematizada, por isso recomendamos que pesquise por área de estudos e país, tentando perceber, junto das entidades de ensino, quais as condições de acesso aos cursos, se estes são certificados e quais as qualificações que atribuem.

 
  • Estagiar: entrar no mercado de trabalho estrangeiro com algum grau de acompanhamento por parte da empresa
No caso de pretender estagiar, procura um estágio remunerado ou não remunerado?
Poderá procurar oportunidades de estágio Erasmus+ no website da Agência Nacional PROALV. Estes estágios são remunerados e podem ser realizados até um ano depois de ter terminado o seu curso superior!

Um outro programa de estágios bastante conhecido e reputado é o INOV-Contacto. Conheça-o! A Vida Edu possui ofertas de estágio, mas também de trabalho e de estudos.

 

  • Trabalhar: internacionalizar a sua carreira
Recomendamos que recorra a agências de recrutamento e de trabalho temporário com representação nacional e internacional, pois tal irá facilitar o primeiro contacto e a primeira avaliação do seu perfil, quem sabe por parte de um recrutador português. Não se esqueça de indicar que procura trabalho fora de Portugal!

As ofertas publicadas em portais com ofertas de emprego generalistas, devem ser cuidadosamente analisadas, para que possa ter certeza da idoneidade dos empregadores.

 

  • Fazer voluntariado
Neste caso, poderá recorrer ao SVE – Serviço Voluntário Europeu. Conheça as vagas para trabalho voluntário na Europa aqui.

 

2. Vou emigrar... mas para onde?
 

Uma vez bem definido o seu objectivo de carreira, põe-se a questão seguinte: qual o melhor país para o concretizar?

Equacione o curso de vida, a existência de pessoas da sua rede de contactos já instaladas no país, a familiaridade com a língua do país, as questões relacionadas com a segurança e ainda o tempo de permanência permitido no caso de estar à procura de emprego.

 

3. Vou emigrar: quais as condições de vida e trabalho no país de destino?
 

As notícias vão-nos dando referências interessantes acerca das condições de vida e de trabalho em diferentes países. Porém, nesta fase importa conhecer mais a fundo a realidade do país para onde vai emigrar.

A secção Emigrar do E-Konomista dá-lhe informação detalhada para cada país da União Europeia.

 

4. Como fazer a minha candidatura?
 

Cada país tem o seu modus operandi, ou seja, as suas regras relativas ao modo como se deve fazer chegar uma candidatura a um potencial empregador.

Em Portugal, criou-se o mito de que o Curriculum Vitae Europass (vulgo “Modelo Europeu”) é o tipo de CV a usar em todo o Espaço Económico Europeu. Porém, observações mais recentes demonstram que as empresas de países como França, Reino Unido, Espanha e Alemanha têm preferência por currículos personalizados, ou seja, criados de raiz para a empresa a que se está a candidatar.

 

5. Vou emigrar... quais os assuntos que não podem ficar pendentes em Portugal?

 
  • Documentos

Leve o Cartão de Cidadão actualizado, e, se for para um país fora do Espaço Económico Europeu, leve também o seu Passaporte Electrónico.

Muitos empregadores valorizam candidatos que tenham autonomia de deslocação, por isso faça-se acompanhar da sua carta de condução e verifique se esta é válida no país de destino!

Leve ainda uma certidão de registo criminal, a sua certidão de nascimento, o boletim de vacinas (não esquecer de ir à Consulta do Viajante) e o Cartão Europeu de Seguro de Doença, que garante assistência médica em qualquer um dos países membros.

Pode ser importante nomear um representante fiscal em Portugal para tratar por si de quaisquer assuntos que surjam e que necessitem de ser resolvidos com urgência.

 

  • Finanças

Caso esteja a receber o subsídio de desemprego em Portugal, saiba que pode continuar a recebê-lo num país da UE/EEE e na Suíça, desde que dê conhecimento desse facto ao seu Centro de Emprego e solicite na Segurança Social o documento portátil U2, a apresentar no país de destino. Atenção: terá 7 dias para se inscrever no centro de emprego do país para onde emigrar!

Descubra se será qualificado como residente ou não residente fiscal em Portugal, para efeitos de tributação financeira. Avalie as vantagens e desvantagens de ser tributado em Portugal ou no estrangeiro e verifique se pode beneficiar de convenções que lhe permitam evitar a dupla tributação.

Comunique às Finanças a alteração da sua residência, estando atento a uma possível isenção de IMI ou a uma alteração do IMT.

 

  • Segurança Social

As tributações da Segurança Social são efectuadas no país onde se trabalha. Excepções: trabalhadores destacados ou transfronteiriços.
 

 

6. Como saber se as ofertas são reais 
 

Irá certamente encontrar anúncios de emprego em que a entidade empregadora não se encontra identificada, sobretudo se basear as suas pesquisas em portais com ofertas de emprego generalistas.

Se pretender verificar se uma oportunidade de trabalho é real e se a entidade empregadora é bem reputada e oferece, de facto, o que anunciou oferecer, pode recorrer à Secretaria das Comunidades, que possui um serviço de verificação de ofertas de emprego.

Agora, é só fazer as malas!
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