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Ana Luisa Santo
Ana Luisa Santo
19 Set, 2017 - 11:21

Alzheimer: dicas para a prevenção

Ana Luisa Santo

Não existe cura para esta doença, apenas tratamentos para estabilizar os sintomas. O melhor é prevenir o seu desenvolvimento com as seguintes sugestões.

Alzheimer: dicas para a prevenção

A Doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência que provoca dano global, progressivo e impossível de corrigir de diversas funções mentais como memória, concentração, atenção, comunicação, raciocínio e outras.

Estas alterações refletem-se na vida diária dos doentes devido a modificações comportamentais, traços de personalidade e nas capacidades em levar a cabo as funções e atividades quotidianas. A doença afeta, geralmente, pessoas com mais de 65 anos, embora possa ocorrer mais cedo.

A hereditariedade não é determinante para desenvolver a doença, contudo é possível que algumas pessoas possam herdar uma maior ou menor probabilidade para desenvolverem a doença numa idade avançada.

A taxa de prevalência aumenta com a idade e a nível mundial estima-se que 1 em cada 80 mulheres desenvolve a doença entre os 65 e os 69 anos de idade. Nos homens, a proporção é de 1 em cada 60. Acima dos 85 anos, para ambos os sexos, esta demência afeta 1 em cada 4 pessoas.

Como acontece a doença de Alzheimer e quais os sintomas?

Trata-se de uma doença neurodegenerativa que se caracteriza por morte de tecido cerebral em determinadas partes do cérebro, impossibilitando o funcionamento dessas mesmas estruturas e resultando na perda das funções pelas quais eram responsáveis.

As causas estão ainda por determinar, se existem ou não fatores de risco genéticos e/ou ambientais que possam aumentar a probabilidade de desenvolver esta doença. Mas a ocorrência prévia de traumatismo craniano é um fator de risco evidente para o desenvolvimento da doença de Alzheimer numa pessoa.

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Na fase inicial, os sintomas da doença Alzheimer são muito ténues, como lapsos breves de memória e dificuldade no discurso para encontrar as palavras certas para objetos triviais. A evolução varia de pessoa para pessoa e consoante a área do cérebro afetada.

Fatores como stress, cansaço e problemas de saúde podem contribuir para piorar o quadro clínico do doente. Mas ao longo do tempo vai acontecendo uma progressiva deterioração degenerativa mais ou menos acelerada. Ocorre:

  • Perda de memória para acontecimentos recentes, pessoas ou lugares conhecidos;
  • Discurso vago na comunicação;
  • Diminuição do interesse por temas antes apreciados;
  • Lentidão nas atividades rotineiras;
  • Instabilidade emocional;
  • Incapacidade na compreensão de questões e informações;

A evolução da doença frequentemente conduz a uma situação de dependência completa e, finalmente, à morte. A esperança média de vida de uma pessoa com Alzheimer é de 7 a 10 anos, sendo que pode viver entre três a vinte anos.

Como prevenir o Alzheimer?

Como forma de atrasar o desenvolvimento de sintomas cognitivos em adultos séniores saudáveis, tem sido sugerida a realização de exercício físico e mental e uma dieta equilibrada.

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Dieta

Os consumidores de dieta mediterrânica apresentam menor risco de vir a desenvolver Alzheimer, por apresentar maiores benefícios na preservação cardiovascular. Por outro lado, o consumo de gorduras saturadas e hidratos de carbono apresentam maior risco para desenvolver a doença.

Os alimentos com propriedades estimulantes da função neurológica retardam o envelhecimento cerebral e fortalecem o bom funcionamento do cérebro. Podem de devem ser consumidos diariamente, desde que não hajam contraindicações específicas, sob a forma de suplementos ou ingeridos na alimentação:

Estilo de vida

As pessoas que se envolvem em atividades intelectuais, como a leitura, jogos de tabuleiro, palavras-cruzadas, aprendizagem de uma nova língua ou projetos que envolvam trabalho cognitivo apresentam maior eficiência no funcionamento cerebral.

O contacto com a música, como tocar um instrumento musical e ouvir música regularmente, preserva a função cognitiva, bem como a socialização e a interação constante com familiares e amigos.

O exercício físico é fundamental para retardar o envelhecimento neurológico seja por meio da dança, caminhadas, pilates, yoga, natação, entre outros.

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