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Festa da Coca: cavaleiros e dragões lutam em Monção

Monção recebe em junho mais uma edição da Festa da Coca. É o momento em que S. Jorge enfrenta o dragão, numa luta clássica entre o bem e o mal.

Festa da Coca: cavaleiros e dragões lutam em Monção
O combate de S. Jorge com a 'Coca'

Monção acolhe, entre 20 e 23 de junho, a Festa da Coca, tradição local em tempo de Corpo de Deus e que todos os anos arrasta muita gente até este concelho do Alto Minho. Durante os festejos, a tradição volta a tomar conta da cidade e as armas são uma vez mais apontadas ao feroz combate de cujo final pode depender muito do vai acontecer no futuro imediato.

Festa da Coca: a eterna luta entre o Bem e o Mal


Em causa está o combate entre S. Jorge e o Dragão (designado por Coca), uma história que se perde nas brumas do fantástico. A Coca tenta escapar à perseguição que lhe é movida por S. Jorge, que acaba por vencer o combate a golpes de lança e espada.

Este combate tem lugar no anfiteatro do Souto, onde as forças do Bem e do Mal, ou da virtude e do pecado, vão medir forças. A população dispõe-se em redondel, enquanto o cavaleiro e a Coca tomam posição.

O dragão, construído em tela sobre uma armação de madeira e com rodas disfarçadas sob as patas pintadas como garras de unhas aguçadas, é exteriormente empurrado por 4 a 6 valentes. O bicho está pintado de verde e tem a cabeça móvel com goelas abertas e gulosas, sendo a mobilidade conseguida por outro valente que é transportado no interior do monstro.

Como em cada batalha há sempre dois lados, o público toma partido ou pela Coca ou por S. Jorge, sendo que se for este último a vencer, augura-se um bom ano agrícola, designadamente na colheita de Alvarinho. Se vencer a Coca, aproximam-se tempos de fome e miséria.

Mas as celebrações do Corpo de Deus vão bastante além deste combate, popularizado como Festa da Coca. Como festividade religiosa é vivida com grande fervor, tendo como um dos pontos altos a procissão em que tomam parte todas as cruzes e pendões das paróquias do arcebispado de Monção, com as respectivas irmandades a distinguirem-se pelo colorido das opas. Na procissão seguem ainda representações tradicionais como o Boi Bento ou o Carro das Ervas.

Onde comer em Monção


Entrar num restaurante ao calhas e comer bem em Monção é algo bastante comum. A gastronomia do concelho recomenda-se e apresenta uma diversidade que o vai deixar com água na boca. Tome nota destas sugestões que pode aproveitar durante a Festa da Coca.

  • Restaurante Sete a Sete
  • Restaurante Cabral
  • Restaurante Deu La Deu
  • Taberna da Travessa

Onde dormir em Monção


O concelho de Monção dispõe de uma vasta oferta em termos de alojamento, para todos os públicos e todas as carteiras. Fique aqui com algumas ideias.

  • Hotel Rural Convento dos Capuchos
  • Hotel Termas de Monção
  • Solar de Serrade
  • Hospedaria Muralhas
  • Hotel Fonte da Vila

O que visitar em Monção


Palácio da Brejoeira

Festa da Coca

É um dos grandes ex-libris de Monção, uma grandiosa construção em estilo neoclássico, datada do início do século XIX. Trata-se de uma casa senhorial, circundada por muros altos e com um frondoso parque de essências arbóreas pouco comuns, constituindo um conjunto notável que seduz qualquer visitante. Para além do jardim, conta com 18 hectares de vinha da conhecida casta Alvarinho, base para um vinho de eleição, precisamente com o nome Palácio da Brejoeira.

Museu do Alvarinho

Festa da Coca

O vinho Alvarinho é omnipresente um pouco por toda a região. O Museu do Alvarinho, localizado na Casa do Curro, é um espaço que merece uma visita, ajudando a perceber as particularidades de uma casta única. Disponibiliza informação interativa sobre a origem, evolução e empresas ligadas a este vinho. É ainda um espaço onde pode adquirir algumas das melhores garrafas de Alvarinho.

Castelo de Monção

Festa da Coca

Do outro lado do rio Minho, está Espanha. Como tal, durante muitos séculos foi importante a fortificação do lado português, até para precaver algumas surpresas de “nuestros hermanos”. Pois bem, o Castelo de Monção remonta aos alvores da nacionalidade, desconhecendo-se a data exacta do início da sua edificação, havendo notícias de um acrescento já no reinado de D. Dinis. A fortaleza abaluartada foi mandada edificar após a Declaração da Independência em 1640. Lá está, os espanhóis…

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