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Conheça o Plano Nacional de Vacinação de A a Z

Numa altura em que a discussão está acesa é importante perceber a importância do Plano Nacional de Vacinação. Fique agora a saber tudo.

Conheça o Plano Nacional de Vacinação de A a Z
A vacinação é a única forma de se proteger de várias doenças

 

Criado em 1965, o Programa Nacional de Vacinação nasceu com o intuito de vacinar o maior número de pessoas e, assim, proteger a saúde de todos. Dados da Organização Mundial de Saúde demonstram que a vacinação resulta numa redução da mortalidade infantil em cerca de 2,5 milhões. Contudo, a discussão em volta da prática parece não ter fim, uma vez que muitas pessoas são ainda hoje contra o ato de vacinar os seus filhos.

Por esse motivo, parece crucial que fique a conhecer o Plano Nacional de Vacinação como a palma da sua mão e compreenda a importância das vacinas para a saúde geral da população.

Plano Nacional de Vacinação: tudo aquilo que tem de saber


Antes de mais, é importante que saiba que o Plano Nacional de Vacinação é um programa nacional, gratuito e acessível a todas as pessoas residentes em Portugal. Desde a sua criação, este este plano tem sofrido várias revisões e atualizações, de modo a garantir que a população tem acesso às vacinas mais adequadas e o mais precocemente possível. No entanto, importa também referir que desde o ano passado, 2017, o programa não sofreu alterações.

Atualmente, este programa tem uma taxa de cobertura vacinal na infância que ronda os 95%. Os seus principais objetivos são:

  • reduzir a circulação do agente nocivo;
  • reduzir o número de casos de doentes;
  • reduzir o perigo de infeção;
  • reduzir o número de pessoas suscetíveis de contrair doença.

O Plano Nacional de Vacinação é trabalhado no sentido de alcançar, também, a imunidade grupo. Este é o efeito resultante da proteção causada pela vacinação, que, quando elevada, consegue obter a imunidade da população por reduzir a circulação do agente prejudicial – ficam protegidos os indivíduos vacinados mas também a restante comunidade. Isto significa que a vacinação é um direito e um dever de todos os cidadãos, uma vez que protege a sua saúde e a saúde pública.

Vacinas incluídas

conheça as vacinas incluídas no Plano Nacional de Vacinação

Grande parte das vacinas que tomamos ao longo da vida estão incluídas no Plano Nacional de Vacinação, pelo que o acesso é gratuito. Embora a toma da maioria esteja estabelecida para a infância, algumas vacinas estão formuladas para a idade adulta.

  • VHB – contra a hepatite B;
  • BCG – contra a tuberculose;
  • HIB – contra a bactéria que provoca meningite bacteriana e outras doenças;
  • DTPa – contra a difteria, o tétano e a tosse convulsa;
  • Td –contra o tétano e difteria;
  • VIP – contra a poliomielite, uma doença que afeta o sistema nervoso;
  • PN13 – contra infeções por streptococcus pneumoniae;
  • MenC – contra o meningococo, uma bactéria que pode provocar meninginte;
  • VASPR – contra o sarampo, papeira (parotidite) e rubéola;
  • HPV – contra o cancro do colo do útero.

Reações adversas

Tal como acontece com qualquer medicamento, a toma de uma vacina pode provocar reações adversas, algumas mais frequentes e outras nem tanto. Dor ou inchaço na zona da injeção, por exemplo, são totalmente normais e comuns.

No que se refere a reações menos comuns, podemos referir a hipersensibilidade ou a febre. De qualquer forma, estes não são sintomas preocupantes – pode, inclusivamente, medicar-se com paracetamol para tratar a febre.

Contraindicações

algumas contraindicações estão previstas no Plano Nacional de Vacinação

Regra geral, as contraindicações à vacinação são pouco comuns e apenas temporárias. As mulheres grávias, por exemplo, não podem ser vacinadas com vacinas vidas, como a BCG, A VASPR e a vacina rotavírus).

Importa referir que qualquer vacina, quando indicada, requer receita médica, pelo que não podem ser requisitadas espontaneamente pelo paciente. Assim, o seu médico será a pessoa mais indicada para lhe informar de qualquer contraindicação que tenha.

Contraindicações falsas

Embora existam de facto contraindicações à vacinação, como referido anteriormente, verifica-se também a existência de situações que são erradamente vistas como contraindicações:

  • Historial de alergias (pessoas e familiar);
  • Doença ligeira com ou sem febre;
  • Reações locais às doses anteriores à vacina;
  • Problemas de pele, como eczema;
  • Síndrome de Down;
  • Aleitamento materno;
  • Historial de icterícia neonatal;
  • Historial de vacinação desconhecido;
  • Cirurgia recente;
  • Ultrapassagem da idade recomendada para a toma da vacina;
  • Tratamento com antibióticos.

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