Vírus, malware e spyware: qual a diferença e como evitá-los

A tipologia de crimes praticados no ciberespaço é ampla e possui uma linguagem própria. Conheça a diferença entre vírus, spyware e malware e alguns mecanismos de prevenção.

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Vírus, malware e spyware: qual a diferença e como evitá-los
Termos da gíria do cibercrime

Os cibercrimes são praticados com recurso a um sem número de técnicas, programas e códigos, que têm uma linguagem própria. Muitos são desconhecidos da maior parte dos utilizadores da Internet, tal é a extensão das atividades criminosas no ciberespaço.

Na generalidade, sabe-se o que é um ‘vírus’ – denominação que recorre à gíria médica para ilustrar que este tem capacidade para se replicar e infetar computadores sem o consentimento dos seus proprietários.

Cada um destes programas maliciosos tem uma finalidade particular, dependendo daquilo que o hacker pretende obter para seu benefício próprio ou de outros.

Vírus, malware e spyware: o que os distingue


Vírus, spyware e malware: qual a diferença e como evitá-los

Atualmente, a atividade empresarial já não se cinge ao espaço físico da empresa. Expandiu-se, digamos assim, aos dispositivos móveis, às clouds ou, por exemplo, ao SaaS (software-as-a-service).

Por um lado, esta expansão do local de trabalho trouxe benefícios para os negócios, mas, por outro, também expôs a atividade empresarial a novas ameaças. Ataques de malware, spyware, de phishing, pharming ransomware são apenas alguns exemplos de uma lista que já parece interminável.

A violação de dados, processos judiciais, coimas, indemnizações, perda de clientes, receitas e oportunidades de negócio são algumas das consequências que estes ciber-riscos acarretam.

De acordo com a Associação Empresarial de Portugal (AEP), no último ano, uma em cada quatro empresas foi vítima de um ataque cibernético. Sendo esta, nos dias que correm, uma das maiores ameaças à atividade empresarial, a aposta na cibersegurança é cada vez mais urgente.

Para compreender melhor o que está em causa, apontamos, em linhas gerais, alguns desses ciber-riscos e quais as medidas pró-ativas de prevenção contra essas ameaças.

Vírus e Malware

Um vírus é um tipo de programa ou código que visa danificar arquivos, servidores e os próprios dispositivos através dos quais se acede à Internet. Porém, cada vírus tem uma finalidade particular, dependendo daquilo que o hacker pretende obter para benefício próprio.

Um vírus é uma categoria de malware. Pode-se dizer que todos os vírus são malwares (malicious software), mas nem todos os malwares são vírus.

Malware, por sua vez, é a abreviação de malicious software (software malicioso), e engloba várias ameaças nocivas, nomeadamente: vírus, trojans, worms e spyware. É desenvolvido para danificar arquivos, servidores e aplicativos do computador.

Os ataques de malware são, por norma, utilizados para roubar passwords, dados de clientes e todo o tipo de informação armazenada nos computadores das empresas.

Spyware

Tal como o nome indica, são programas ‘espiões’. A sua função é obter informações sobre uma ou mais atividades realizadas num computador. Também por definição, o spyware é um tipo de malware difícil de detetar e, talvez, uma das formas mais perigosas de malware.

Isto porque não visa apenas provocar danos nos dispositivos, mas também recolher outro tipo de informações, por exemplo, financeiras, como contas bancárias online e passwords, ou informações de cartão de crédito.

O spyware permite o acesso remoto ao seu computador, consegue identificar os toques de teclas (keyloggers) e acompanhar as suas atividades online.

Formas de prevenção


Vírus, spyware e malware: qual a diferença e como evitá-los

A melhor forma de prevenção contra a instalação de vírus nos sistemas/ redes da empresa é utilizar antivírus e outros programas que identifiquem malware nos computadores e dispositivos. Estes são alguns exemplos de antivírus de referência:

  • Avast Business Antivirus Pro;
  • Symantec Endpoint Protection 14;
  • Bitdefender GravityZone Business Security;
  • Avira Antivirus for Endpoint;
  • Kaspersky Endpoint Security Cloud 4.0;
  • Webroot SecureAnywhere Business Endpoint Protection;
  • F-Secure Client Security Standard;
  • Sophos Endpoint Protection Advanced.

Além disso, é aconselhável a instalação de sistemas de deteção de intrusão e firewalls. A este respeito, importa sublinhar que instalar uma firewall é uma das melhores formas de se prevenir contra ataques cibernéticos.

A firewall tem como função proteger a sua rede privada. Fá-lo da seguinte forma: separa diferentes partes da rede, permitindo apenas que o tráfego autorizado passe pela parte protegida da rede. Ou seja, a firewall vai proteger a sua rede privada da rede global de Internet.

Uma boa firewall examina todos os pacotes de dados que entram na sua rede privada e certifica-se de que estes dados são legítimos, filtrando pacotes que considera suspeitos.

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