Share the post "Portagens mais caras desde janeiro: veja quanto aumentaram em 2026"
Desde janeiro de 2026, atravessar algumas das principais autoestradas portuguesas ficou oficialmente mais caro. A atualização anual das portagens já está em vigor e sente-se sobretudo nos grandes eixos rodoviários, usados diariamente por milhares de condutores.
Os aumentos não são iguais em toda a rede: enquanto alguns trajetos registam subidas visíveis, outros mantêm exatamente o mesmo preço do ano anterior.
Onde se paga mais desde janeiro
Os aumentos nas portagens já estão em vigor desde 1 de janeiro de 2026 e resultam de uma atualização média de 2,29%, aplicada a 40 das 93 taxas de portagem para veículos de Classe 1 na rede gerida pela concessionária Brisa.
Principais aumentos confirmados (veículos de Classe 1)
Estes são alguns dos aumentos oficiais já divulgados pelas concessionárias para 2026:
- A1 (Lisboa–Porto)
O percurso completo passou a custar 25,05 euros, um aumento de 45 cêntimos face a 2025. - A2 (Lisboa–Algarve)
A ligação entre Lisboa e o Algarve tem agora um preço de 23,80 euros, mais 50 cêntimos do que no ano anterior. - A2/A6 (Marateca–Caia)
Este trajeto passou a custar 15,40 euros para veículos ligeiros, um acréscimo de 35 cêntimos.
Outras portagens com aumento
Embora não exista uma lista detalhada de todas as 40 taxas com valores individuais, a própria Brisa confirmou que 40 das 93 taxas de portagem da sua rede para Classe 1 foram atualizadas em 2026.
Estas portagens são muito usadas por quem faz deslocações urbanas ou suburbanas diárias, tendo por isso um papel significativo na mobilidade regular de milhares de condutores. A manutenção dos preços nestes troços reduz o impacto global dos aumentos de portagens para quem circula frequentemente. A atualização total ainda não foi divulgada de forma pormenorizada ao público pela concessionária.
Portagens que mantêm o mesmo valor
57% das portagens na rede Brisa não sofreram alterações em 2026. Entre os exemplos de trajetos que continuam com os mesmos preços estão:
- Lisboa–Oeiras (A5)
- Ermesinde–Valongo (A4)
Estes são itinerários usados diariamente por quem faz deslocações urbanas e suburbanas, e, por isso, a manutenção dos valores reduz o impacto global dos aumentos para muitos condutores.
Contextualização do aumento
A atualização das taxas segue uma fórmula prevista em decreto-lei, baseada na inflação homóloga sem habitação do mês de outubro, acrescida de um adicional de 0,1% em resultado de um acordo com as concessionárias. Isto resultou na atualização média de 2,29% em 2026, apesar de algumas taxas terem subidas maiores ou menores do que esta média.
Nota sobre isenções e outras mudanças
É importante distinguir portagens sem alteração de preço de autoestradas que deixaram de cobrar portagens por força de legislação recente relativa às antigas SCUT (algumas das quais estão livres de portagens desde 2025). Estas últimas são mudanças separadas da atualização de tarifas em 2026 e decorrem de diplomas aprovados pelo Parlamento.