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Teresa Campos
Teresa Campos
03 Fev, 2021 - 11:32

Bronquiolite: como tratar e prevenir esta doença pediátrica

Teresa Campos

A bronquiolite é uma doença respiratória contagiosa que afeta sobretudo os mais novos. Saiba o que pode fazer para tratar e prevenir esta patologia.

criança com bronquiolite

A bronquiolite designa uma inflamação aguda das vias aéreas inferiores, a qual costuma afetar sobretudo bebés, durante as estações mais frias do ano. Na origem deste problema respiratório, costumam estar vírus que obstruem os bronquíolos, dificultando a normal entrada de ar nos pulmões.

Um dos sintomas mais recorrentes da bronquiolite é a dificuldade respiratória. Esta é uma doença muito contagiosa, que se transmite através do contacto com secreções respiratórias contaminadas. Por isso, esteja atento à sintomatologia e formas de tratamento deste problema.

Bronquiolite: sintomas e tratamento

A grande maioria das bronquiolites atinge crianças até aos 2 anos de idade e é causada por vírus como: vírus sincicial respiratório, influenza, adenovírus, rinovírus, entre outros. Em comum, está o comportamento destes vírus que afetam os bronquíolos, ou seja, a via de comunicação entre os brônquios e os alvéolos.

Naturalmente que, quanto mais nova for a criança, mais atenção requer uma manifestação de bronquiolite, sobretudo se o bebé estiver nos primeiros meses de vida, há que ter cuidados especiais, pois nessa fase as crianças respiram principalmente pelo nariz. O que significa que a obstrução nasal é, só por si, um problema que pode condicionar fortemente a normal respiração do bebé, podendo inclusive dificultar a sua capacidade de se alimentar.

Sintomas

A manifestação desta doença pode ir de um quadro mais ligeiro até um quadro mais severo. Daí ser importante os pais estarem atentos aos sintomas que a criança vai apresentando, à medida que os dias passam.

Por isso, a sintomatologia associada à bronquiolite pode estar presente durante uma a duas semanas e apresentar-se por meio de:

  • corrimento e obstrução nasais;
  • tosse;
  • febre;
  • sibilos (pieira);
  • irritabilidade;
  • recusa em comer;
  • apneia (pausas respiratórias);
  • respiração rápida;
  • dificuldade em inspirar e expirar.

Fatores de risco

A bronquiolite é mais prevalente na faixa etária já indicada. Ainda assim, há outros fatores de risco que podem potenciar o surgimento desta doença ou o desenvolvimento de quadros mais graves e severos da mesma.

Assim sendo, nesses grupos de risco encontram-se bebés:

Crianças com COVID-19 e sintomas raros são preocupação

Diagnóstico e tratamento

Na maioria das situações, a bronquiolite é tratada e curada no domicílio, sem haver necessidade de internamento hospitalar. Apesar disso, é importante que haja um diagnóstico e um acompanhamento médicos.

Porém, quando se está perante um quadro mais grave, com uma sintomatologia mais severa, então pode ser recomendada a realização de alguns exames médicos, nomeadamente análises ao sangue, radiografia torácica ou colheita de secreções para pesquisa de vírus.

Além de uma eventual administração de fármacos, que só deve ser efetuada mediante indicação médica, o tratamento da bronquiolite passa, essencialmente, pela adoção de algumas medidas simples, mas fundamentais, para a rápida recuperação da criança.

Algumas dessas recomendações são:

  • manter a criança num ambiente seco, arejado e sem fumos ou cheiros fortes;
  • elevar a cabeceira da cama da criança, criando um ângulo de 30º;
  • desobstruir as vias aéreas, lavando frequentemente o nariz da criança com soro fisiológico e aspirando, de seguida, as secreções;
  • fazer mamadas/refeições mais pequenas e frequentes;
  • oferecer água ou leite materno regularmente, de modo a evitar a desidratação.
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Medidas de prevenção da bronquiolite

Como dissemos, a bronquiolite é uma doença bastante contagiosa, o que significa que pode ser evitada, se se tomarem alguns cuidados de higiene e se se evitar o contacto próximo com pessoas com esta patologia.

Deste modo, principalmente quem tem crianças pequenas a cargo deve:

  • lavar correta e regularmente as mãos da criança e dos adultos à sua volta;
  • evitar que o bebé esteja com muitas pessoas, sobretudo que estejam com alguma doença contagiosa;
  • impedir que o bebé frequente ambientes com muito fumo ou com outras fontes de poluição.
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