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Teresa Campos
Teresa Campos
25 Jan, 2021 - 12:36

Convulsões febris: como deve reagir

Teresa Campos

As convulsões febris são, geralmente, benignas, mas costumam deixar os pais preocupados e inseguros. Fique a saber mais sobre este problema.

criança com febre

As convulsões febris afetam menos de 5% das crianças. Este problema é mais prevalente nos rapazes, entre os 6 meses e os 6 anos de idade, com uma especial incidência em bebés com 18 meses. Esta reação é também mais comum em crianças com antecedentes familiares de convulsões febris.

Isto significa que os episódios de convulsões febris podem repetir-se em 10% a 50% dos casos de doença, principalmente se se tratarem de crianças novas. Fique a saber mais sobre este problema e como agir perante ele.

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De um modo geral, pode afirmar-se que o sistema nervoso das crianças mais novas é mais suscetível à febre, dada a sua imaturidade.

As convulsões febris podem, por isso, surgir de forma súbita, inclusive no próprio dia em que a febre se manifesta, sem os pais sequer se aperceberem que a criança está a entrar num estado febril.

Bebé com febre

Sintomas das convulsões febris

Normalmente, as convulsões febris assustam os pais, devido aos sintomas que a criança manifesta.

A criança pode ficar hirta e assumir movimentos de tremores dos membros superiores e inferiores. Em alguns casos, pode revirar os olhos, ficar com olhar fixo, ter os lábios roxos, espumar da boca, urinar ou defecar e/ou não reagir ao ser chamada.

Habitualmente, a convulsão febril não dura mais de 5 minutos. Depois, é comum as crianças ficarem sonolentas.

As convulsões febris podem dividir-se em dois grupos. As convulsões chamadas simples, as quais são únicas; afetam ambos os lados do corpo; e duram menos de 30 minutos. E as convulsões complexas, as quais são repetidas no mesmo episódio febril; atingem só um lado do corpo; e duram mais de 30 minutos.

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O que fazer perante uma convulsão febril?

Se a criança nunca tiver tido convulsões febris, é importante levá-la ao hospital, para que seja observada. Em algumas situações, é recomendado um internamento por algumas horas, para vigilância.

Caso não se trate do primeiro episódio de convulsão febril, a criança apenas precisa de ser observada por um médico, se a convulsão demorar mais do que 5 ou 10 minutos; se repetir convulsões no mesmo episódio de doença; se não recuperar entre as convulsões; ou se apresentar sensação de doença.

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Cuidados a ter

Antes de chegar a assistência médica, há ainda algumas medidas que os pais ou os cuidadores da criança devem tomar, durante a ocorrência da convulsão febril, nomeadamente:

  • registar o tempo de duração da convulsão;
  • afastar de perto da criança tudo aquilo que a possa magoar, na sequência dos movimentos involuntários provocados pela convulsão;
  • deitar a criança de lado;
  • despir a criança e reduzir a temperatura ambiente;
  • colocar pachos de água tépida no corpo despido da criança;
  • pôr algo mole sob a cabeça da criança;
  • não colocar nada na boca da criança;
  • estar atento ao tipo de movimentos que a criança faz;
  • medir a temperatura corporal da criança e administrar paracetamol em supositório.

Se a criança já tiver tido convulsões febris no passado, o médico pode recomendar aos pais a administração de antipiréticos, mesmo em situações em que a febre não é elevada, além de sugerir a toma de medicamentos específicos, destinados a situações de convulsão (como clisteres de Diazepam Stesolid-R).

Convém dizer que, na maior parte das vezes, as convulsões febris não deixam sequelas, como lesões cerebrais, problemas de desenvolvimento ou epilepsia. De acordo com a estatística, só 2% a 7% das crianças com convulsões febris é que vêm a desenvolver epilepsia no futuro.

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