Teresa Campos
Teresa Campos
31 Ago, 2022 - 23:40

Quais os cuidados a ter com anticoagulantes?

Teresa Campos

A toma deste tipo de fármacos obriga à adoção de algumas precauções. Saiba quais os cuidados a ter com anticoagulantes.

Muitas pessoas conhecem os anticoagulantes como sendo fármacos que têm como finalidade tornar o “sangue mais fino” e, assim, prevenirem alguns problemas causados pelo sangue mais “grosso ou gordo”. Porém, como acontece com todos os medicamentos, os anticoagulantes também têm efeitos secundários e, por isso, há cuidados a ter com anticoagulantes, de forma a evitar determinados problemas ou complicações.

Fique a saber quais as principais precauções a tomar.

O que são anticoagulantes e para que servem?

Como o nome indica, os anticoagulantes têm como principal função prevenir a formação de coágulos no sangue. Por esse motivo, estes fármacos são, geralmente, prescritos a pessoas com risco ou historial de trombose venosa profunda, embolia pulmonar, AVC, enfarte e/ou arritmias cardíacas.

A toma destes medicamentos facilita a circulação do sangue dentro das artérias. Entre os anticoagulantes mais administrados estão a heparina, a varfarina e a rivaroxabana. A toma incorreta destes fármacos pode ter como consequência a ocorrência de hemorragias severas.

Tipos de anticoagulantes

Antes de indicar quais as precauções a ter durante a toma de anticoagulantes, importa explicar que há dois tipos principais de anticoagulantes: os comprimidos e as injeções.

No caso dos anticoagulantes orais, eles funcionam como inibidores da vitamina K, fator Xa ou trombina IIa, prevenindo assim o desenvolvimento dos coágulos. Estes comprimidos devem ser tomados apenas por indicação médica e após a realização de análises ao sangue.

As doses recomendadas também variam de caso para caso e estes fármacos estão contraindicados a gestantes, mulheres lactantes, pessoas com risco de sofrerem hemorragias ou que tenham problemas hepáticos ou renais.

Já os anticoagulantes injetáveis são administrados por via intravenosa ou subcutânea, tendo por base substâncias como heparina e inibidores da trombina. Esta é uma opção mais recomendada para pessoas sujeitas a cirurgias, com mobilidade reduzida, que façam hemodiálise, que tenham sofrido um enfarte agudo do miocárdio ou que estejam grávidas.

Doenças que podem ser tratadas ou prevenidas com anticoagulantes

Como já referimos, os anticoagulantes servem para tratar diversas patologias. A lista é extensa e inclui doenças como:

  • Trombose venosa profunda (TVP);
  • AVC isquémico;
  • Ataque isquémico transitório;
  • Embolia pulmonar;
  • Trombose pulmonar;
  • Tromboembolismo venoso;
  • Infarto;
  • Síndrome Coronária Aguda;
  • Doença de válvulas cardíacas;
  • Arritmias cardíacas, como fibrilação atrial;
  • Insuficiência cardíaca grave;
  • Trombofilia;
  • Estenose mitral;
  • Angina instável;
  • Síndrome antifosfolípide;
  • Cardiomiopatia dilatada.

Há ainda situações em que pode ser aconselhada a toma de anticoagulantes, como é o caso de pessoas com prótese de válvulas cardíacas mecânicas; indivíduos que vão ser sujeitos a cirurgia; ou pessoas que estão acamadas.

4 cuidados a ter com os anticoagulantes

Como já adiantámos, a toma deste tipo de fármacos obriga à adoção de algumas precauções, de modo a prevenir complicações.

Alguns dos cuidados a ter com anticoagulantes são:

  1. Informar sempre o médico acerca de mudanças na dieta e na toma de outros medicamentos, que possam interferir na ação do anticoagulante;
  2. Não tomar, simultaneamente, anticoagulantes orais e injetáveis, a menos que haja indicação médica para tal;
  3. Consultar um médico, em caso de ocorrerem sintomas como hemorragias ou manchas na pele;
  4. Não alterar bruscamente a ingestão de alimentos ricos em vitamina K, como é o caso dos vegetais verde-escuros, como o espinafre, a couve, a alface, o repolho, os bróculos e a couve-flor.

Em suma, a toma de anticoagulantes não deve ser encarada com ligeireza e, por isso, como sempre deve acontecer, é essencial seguir escrupulosamente as orientações médicas. O não cumprimento das indicações clínicas pode não só comprometer o efeito destes fármacos, como até provocar complicações de saúde.

Deste modo, as pessoas que tomam anticoagulantes devem visitar regularmente o médico para ajustarem a dose e o tipo de medicação feita, assim como estarem atentas a quaisquer sinais de alerta que careçam de avaliação e observação médicas.

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