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Ana Luisa Santo
Ana Luisa Santo
04 Ago, 2017 - 10:00

A sua fome é física ou é emocional?

Ana Luisa Santo

Sabe reconhecer quando está realmente com fome? Quando tem a ânsia de comer um doce pode significar que está à procura de uma recompensa emocional.

A sua fome é física ou é emocional?

Nem sempre a fome é fisiológica. Muitas vezes, é uma vontade de comer, uma compulsão em atacar as bolachas, o pão e o frigorífico.

Mesmo após as refeições, procura um consolo e rende-se ao desejo de comer muito mais do que necessita. Após um dia de trabalho, vinga-se na comida como uma tábua de salvação para compensar o stress, uma falha, um momento menos bom, um vazio…. Uma tristeza!

Fome porquê? A menstruação? O dia não correu bem?

As desculpas são um refúgio mascarado que permitem prolongar o processo. Desviam o olhar da clareza, adiam o confronto sobre a evidência, anestesiam as crises. Enquanto isso, continua refém da comida, somando quilos, olhando o abismo até que o abismo olhe para si!

Na realidade, comer não se resume apenas a uma função biológica de nutrir o organismo. A ingestão de alimentos gera um prazer individual e cada vez mais é explorado como um prazer social em jantares, restaurantes, festas, entre amigos e família. Com alguns excessos pontuais derivados de uma oferta gastronómica atrativa, acontece. Até aqui tudo certo!

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Precisamos de comer para viver. E a fome física é uma necessidade que se desencadeia pela falta de energia, para repor os níveis fisiológicos e tudo continuar em equilíbrio. É uma necessidade!

Quando o ato de comer, muitas vezes às escondidas, se torna numa válvula de escape para o stress e para os sentimentos negativos, quando a comida é utilizada para lidar com problemas pessoais, desconforto emocional, o apetite é considerado fome emocional.

Que fatores contribuem para a fome emocional?

As causas que podem conduzir à fome emocional são o sono inadequado, dietas restritivas sem orientação nutricional, e situações do dia-a-dia, como desentendimentos relacionais, problemas profissionais, e todas as circunstâncias que provoquem stress e sentimentos de raiva, ansiedade, medo, tristeza, cansaço e insegurança.

A fome emocional pode levar ao excesso de peso ao longo do tempo, desencadeando a obesidade. Além disso, pode evoluir para um distúrbio nutricional, como o transtorno da compulsão alimentar, que é a ingestão de grande quantidade de alimentos num curto período de tempo com perda de controlo sobre o ato de comer, gerando angústia e sofrimento.

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Na prática, a pessoa que come por compulsão, inverteu o esquema do “comer para viver” passando ao “viver para comer”. Esta prisão gera desgosto sobre si própria, baixa autoestima, depressão, angústia e impotência em controlar-se.

Como contrariar a fome emocional

É possível fintar, driblar esta fome emocional? Sim, é possível! O primeiro passo é reconhecer o problema! O segundo é: quando tiver fome, identifique que tipo de fome é, se emocional ou física. Questione-se sobre a duração que decorreu da pausa alimentar, que apetite tem e sobre que alimento. Atreva-se a dar tempo às suas respostas.

Se for fome emocional, viva as emoções no sentido da solução, só assim se desprenderá das sensações desagradáveis e não desconte na comida. Permita-se a um intervalo na sua tarefa, saia do lugar onde está, nem que seja por breves minutos. Converse com alguém. Respire ar puro. Solte-se das garras da compulsão. Aprecie a leveza do equilíbrio. Respeite o seu corpo.

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