Covid-19
Especial Covid-19
Descomplicamos a informação sobre o novo Coronavírus
Cátia Aguilar
Cátia Aguilar
12 Fev, 2018 - 10:40

Medo de conduzir: como ultrapassar a fobia

Cátia Aguilar

Muitas pessoas têm carta, mas também têm medo de conduzir. Como ultrapassar esta fobia, chamada de amaxofobia? Damos-lhe as informações que procura.

Medo de conduzir: como ultrapassar a fobia

Tem medo de conduzir? Para algumas pessoas, esta fobia, intitulada de amaxofobia, pode ser particularmente limitadora, dado que há quem precise mesmo de conduzir por motivos profissionais ou pessoais. E não ser capaz de o fazer pode ser problemático.

Todos temos medo de alguma coisa. Algumas fobias são mais comuns, outras são estranhas e não têm grande explicação lógica, mas estão lá na mesma. O problema é quando falamos de fobias que afetam o nosso dia-a-dia.

Para quem tem medo de conduzir, estas são as nossas recomendações para ultrapassar a fobia.

como ultrapassar o medo de conduzir

placeholder-1x1

Vários condutores padecem deste problema. E pode, inclusivamente, manifestar-se ao fim de muitos anos a conduzir. Às vezes acontece a quem tira a carta e não volta a pegar num carro, outras a alguém que sofra ou presencie um acidente, ou até sem haver uma razão aparente.

Identificar a causa do problema é o primeiro passo. Se sabe por que razão tem medo de conduzir, mais facilmente descobrirá como resolver a questão.

Aconselhamos a que arranje truques para lidar com o seu medo e volte a conduzir com alguém ao seu lado, para se sentir mais seguro. Mas, atenção! A ideia não é ficar dependente, mas sim recuperar a confiança para, assim que possível, voltar a conduzir sozinho.

Algumas formas de ultrapassar o medo de conduzir

placeholder-1x1

1. Praticar

Se não praticar não conseguirá ultrapassar esta dificuldade. Mesmo que inicialmente conduza acompanhado, por pouco tempo e em sítios com pouco movimento, não deixe de ir tentando.

2. Relaxar

A insegurança gera ainda mais insegurança. Use técnicas de relaxamento, pratique mindfulness e o que mais souber que o pode acalmar. Se estiver nervoso e se se mentalizar de que não é capaz, dificilmente conseguirá perder o medo de conduzir. E lembre-se que o carro não tem vontade própria. Depende de si o controlo da viatura.

3. Repita as aulas de condução

Mesmo que já tenha a carta, se o seu receio se prende com o facto de não saber conduzir muito bem e se acha que precisa de aperfeiçoar, não há vergonha nenhuma em fazer umas aulas extra aulas de condução. Verá que se vai sentir mais confiante.

Algumas pessoas não conseguem ultrapassar o medo de conduzir sozinhas e precisam de ajuda especializada. Nesse caso, pode procurar ajuda junto de um psicólogo ou entidades como o ACP – Automóvel Club de Portugal.

Combate à amaxofobia

placeholder-1x1

O ACP, por exemplo, tem um programa cujo objetivo é ultrapassar o medo de conduzir. Com o apoio de uma psicóloga, numa fase inicial, e de um instrutor preparado para ajudar a combater este tipo de traumas, pode fazer sessões para ultrapassar a amaxofobia.

O programa tem duas fases: a psico-condução e a condução-treino. Estas sessões estão disponíveis apenas para sócios do ACP, mas qualquer pessoa pode fazer a sessão de esclarecimento, que é gratuita. Nesta sessão, é explicado à pessoa que pretende perder o medo de conduzir como funciona o programa. Caso haja interesse em prosseguir, deverá tornar-se sócio da ACP para poder inscrever-se nas sessões.

Os interessados podem optar por fazer apenas a psico-condução ou apenas a condução-treino, mas não é muito comum, por se tratarem de componentes complementares e necessárias para ultrapassar o medo de conduzir.

Psico-condução

Para ultrapassar o medo de conduzir, uma psicóloga fará 5 sessões de psico-condução, que não é mais do que uma psicoterapia, onde se tenta combater o medo de conduzir, perscrutando a origem da fobia.

As sessões de psico-condução são compradas em pacotes de 5 e, normalmente, é feita uma sessão por semana. Só ao fim de 2 ou 3 semanas se dá início às sessões de condução-treino. Em alguns casos, a psicóloga que faz o acompanhamento sugere que não se passe tão depressa para a condução-treino, porque cada caso é um caso e nem todas as pessoas estão preparadas para passar para a fase seguinte num tão curto espaço de tempo.

De qualquer forma, as psicólogas apenas dão o seu parecer. A decisão final é sempre da pessoa, porque a ideia é que ninguém se torne dependente, mas sim autónomo. A equipa composta pela psicóloga e instrutor apenas vão ajudar a desbloquear os medos.

Condução-treino

São aulas de condução ligeiramente diferentes das comuns. Atualmente, há 4 instrutores alocados ao projeto e que são escolhidos para cada pessoa pelas psicólogas que tenham iniciado a psico-condução, de acordo com o perfil de cada indivíduo.

As psicólogas também poderão acompanhar uma ou outra aula de condução-treino. E é através da observação dessas sessões e das de psico-condução, que costumam continuar em simultâneo e intercaladas com as de condução-treino que, se acharem conveniente.

As aulas começam por ser lecionadas em carros de instrução da ACP, mas a ideia é que se comece a fazer as restantes sessões no próprio carro. Esta é uma forma de ir dando autonomia às pessoas, que se podem tornar mais dependentes num carro de instrução, por saberem que o instrutor a qualquer momento pode tomar as rédeas da condução.

Algumas pessoas ultrapassam o medo de conduzir em 3 ou 4 sessões de condução-treino, mas o mais comum é que sejam preciso mais do que 5 sessões.

Veja também