Ana Duarte
Ana Duarte
27 Jun, 2017 - 11:56

Radioterapia: tudo o que precisa de saber

Ana Duarte

A radioterapia é um tratamento antigo e muito eficaz no combate ao cancro. Veja aqui como funciona e quais os efeitos secundários desta terapia.

Radioterapia: tudo o que precisa de saber
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A radioterapia é um tratamento usado para combater o cancro. Funciona ao enviar radiação para danificar o ADN das células cancerígenas, sendo o seu objetivo eliminar e danificar células indesejadas, mantendo incólumes as células saudáveis.

A medicina adotou esta terapia há mais de 100 anos, tendo a radioterapia surgido na sequência da descoberta dos raios-X por Wilhelm Röntgen, em 1895. Acredita-se que Emil Grubbe terá sido o primeiro médico a usar raios-X para tratar o cancro, nos EUA, em 1896.

A famosa cientista Marie Curie desempenhou um papel fulcral no desenvolvimento da radioterapia, ao descobrir os elementos radioativos polónio e rádio, em 1898.

Este tratamento é considerado o mais eficaz para o cancro (depois da cirurgia) e é um tratamento que pode complementar outros (quimioterapia e cirurgia), mas a sua eficácia varia de pessoa para pessoa.

A radioterapia evoluiu imenso, existindo diferentes tipos e novas formas de a administrar.

Tipos de radioterapia

Existem dois tipos de radioterapia. A radioterapia externa é dada por uma máquina, sendo o tipo mais comum. A radiação é direcionada para a área afetada do corpo.

Na radioterapia interna, a radiação é enviada diretamente para o interior do corpo. Uma pequena fonte de radiação é colocada perto ou mesmo dentro da área do corpo que se pretende tratar. Pode ser permanente ou temporária. Esta forma de terapia pode ser administrada através de injeções ou sob a forma de um líquido radioativo que pode ser ingerido.

Como é administrada a radioterapia

Estima-se que cerca de 60% de doentes com cancro façam radioterapia como parte do seu tratamento. Este é geralmente feito no hospital, podendo a pessoa ir embora momentos depois de fazer a radioterapia externa. No caso da radioterapia interna, pode ser preciso que o paciente fique no hospital durante uns dias. Nem todos os hospitais têm um departamento de radioterapia.

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A maioria das pessoas faz este tratamento ao longo de sessões, que por sua vez têm lugar durante poucas semanas.

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No caso da radioterapia externa, os raios são administrados em pequenas quantidades (chamadas frações), por alguns dias ou talvez semanas. A terapia é feita numa sala especial, equipada com uma máquina grande chamada acelerador linear. A equipa de terapeutas explica como decorre o tratamento, em relação ao que se vai ver e ouvir. Cada tratamento dura até 15 minutos.

No caso da terapia interna, pode ser necessário ficar no hospital durante alguns dias. O tipo de radioterapia depende do tipo de cancro que estiver a ser tratado. Nenhuma destas terapias traz dor ao doente.

Efeitos secundários

A radioterapia acaba sempre por afetar células saudáveis, o que traz algumas consequências. No entanto, os efeitos secundários da radioterapia podem ser tratados e prevenidos, sendo que a maioria termina quando o tratamento acaba.

Os efeitos secundários podem ser:

  • Pele dorida e vermelha;
  • Fadiga;
  • Queda de pelo na área que está a ser tratada;
  • Náuseas e vómitos;
  • Perda de apetite;
  • Boca dorida.

Os efeitos secundários variam de pessoa para pessoa e é difícil prever quais são os que vão aparecer. É altamente improvável que quem esteja a fazer este tratamento passe por todos estes efeitos. As consequências deste tratamento dependem do tipo de cancro, localização, dose de radiação, e da saúde geral da pessoa que está a ser tratada.

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