Cláudia Pereira
Cláudia Pereira
04 Dez, 2025 - 18:00

Saúde Mental em Portugal: quando o stress fala mais alto que o autocuidado

Cláudia Pereira
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Metade dos portugueses sente stress elevado e um terço apresenta sintomas mentais. Descubra o que revela o Estudo Nacional de Saúde 2025 da Marktest para a Medicare.

A saúde mental em Portugal vive um momento crítico. O mais recente estudo da Marktest, realizado para a Medicare, revela que cerca de metade dos portugueses adultos viveu níveis elevados de stress nos últimos seis meses, e mais de um terço experimentou sintomas como ansiedade, burnout ou depressão no último ano. Simultaneamente, a procura por consulta de saúde mental permanece surpreendentemente baixa.

Um retrato da saúde mental em Portugal

O Estudo Nacional da Saúde 2025, desenvolvido pela Marktest para a Medicare, lança luz sobre um dos temas mais urgentes da atualidade: a saúde mental dos portugueses.

Como foi conduzido o estudo?

O estudo teve por base 953 entrevistas a residentes em Portugal com idades entre os 18 e os 64 anos. O objetivo foi traçar um retrato fidedigno da saúde física e mental no país, com atenção a variáveis como género, idade, estado de saúde, presença de doenças crónicas e contexto laboral.

A amostra é representativa da população nacional, o que significa que os resultados podem ser generalizados, oferecendo uma visão clara dos principais desafios que os portugueses enfrentam no seu bem-estar mental. A recolha de dados abrangeu questões sobre perceção de stress, sintomas psicológicos, procura de apoio profissional, impacto da saúde no trabalho e relações interpessoais.

Metade dos portugueses vive em modo stress

Segundo o estudo, nos últimos seis meses, metade dos portugueses (50%) entre os 18 e os 64 anos viveu níveis elevados de stress. O fenómeno é mais acentuado nas mulheres (55%) do que nos homens (44%), e atinge o pico entre os 45 e os 54 anos, faixa etária onde o stress aumentou 10 pontos percentuais face a 2023.

Entre quem sofre de doenças crónicas e faz medicação regular, o número dispara para 65,6%, revelando uma vulnerabilidade acrescida. Estes dados mostram que o stress já ultrapassou o território dos “dias maus” e se tornou um sinal claro de alerta para a saúde mental e física dos portugueses.

Sintomas de saúde mental mais comuns entre os portugueses

Nos últimos 12 meses, cerca de um terço dos portugueses (34,5%) experienciou sintomas de saúde mental, como ansiedade, burnout, ataques de pânico ou depressão. Entre os jovens dos 18 aos 24 anos, o número sobe para 49,8%, e entre as mulheres, para 41,7%, contrastando com 29% nos homens. Quem vive com doenças crónicas também apresenta maior vulnerabilidade (48,2%).

Saúde mental nas empresas: um tema ainda ignorado

No local de trabalho, cerca de 60% dos portugueses consideram que a saúde mental não é valorizada. Essa perceção é ainda mais acentuada entre os 45 e os 54 anos, onde 65,1% partilham dessa opinião. Fora do ambiente laboral, o estigma continua presente: 29,3% dos inquiridos admitem não se sentir à vontade para falar sobre saúde mental com familiares ou amigos — um aumento face a edições anteriores.

As diferenças de género, idade, classe social e região também se refletem nestes dados: as mulheres, os jovens, os trabalhadores com menor qualificação e rendimentos mais baixos e as regiões mais periféricas surgem com os indicadores mais preocupantes. O estudo confirma que, tanto nas empresas como na sociedade, o silêncio ainda é a política mais praticada — e falar sobre o tema é o primeiro passo para mudar essa realidade.

Quem precisa, procura mesmo ajuda?

Estes valores mostram que a saúde mental está bem no centro da agenda nacional, mas há um problema persistente: quase metade das pessoas que sente necessidade de ajuda profissional não a procura. Falta de tempo, vergonha ou a crença de que “isto passa” continuam a travar a procura de apoio.

Cerca de 29,7 % dos portugueses afirmaram ter sentido necessidade de procurar apoio especializado em saúde mental no último ano, um número que se mantém estável face à edição anterior do estudo. No entanto, apenas 17,1 % deram, de facto, esse passo, recorrendo a consultas de psicologia, psiquiatria ou terapia.

Medicare e Mastercare: referências na saúde mental e no bem-estar global

Face a esta realidade, que caminhos existem para mudar este cenário? É aqui que o papel de entidades como a Medicare e a Mastercare assumem um papel ativo na transformação da forma como se fala e se cuida da saúde mental em Portugal.

Com base nestes dados, a Medicare e a Mastercare posicionam-se como referências nacionais na área da saúde e do bem-estar, guiando o público com informação fiável, recursos acessíveis e soluções reais. Mais do que observar a realidade, a sua missão é inspirar mudança: incentivar a prevenção, promover o acompanhamento regular e reforçar a importância de falar, cuidar e agir.

Para reforçar esta missão de inspirar mudança, a Medicare e a Mastercare convidaram Luísa Castel-Branco, embaixadora de saúde mental e figura reconhecida pelo público português, a dar voz a este tema tão urgente. Assista ao vídeo e descubra porque é urgente falar e agir sobre saúde mental em Portugal.

Life Sessions com Luísa Castel-Branco – Uma conversa sobre saúde mental em Portugal

No portal Medicare.pt, é possível consultar o Estudo Nacional da Saúde 2025, aceder a artigos complementares e descobrir recursos de apoio profissional. Com a Medicare e a Mastercare, a saúde mental deixa de ser um tema distante e passa a ser uma prioridade, porque cuidar da mente é, cada vez mais, cuidar da vida com qualidade e com propósito.

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