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Teresa Campos
Teresa Campos
02 Dez, 2019 - 11:59

Sexo na menopausa. Aprenda a viver esta nova fase da sua vida

Teresa Campos

O sexo na menopausa pode ser diferente, mas isso não significa que seja pior. Descubra os seus desafios e respetivas soluções e seja mais feliz!

Mulher na menopausa

Já sabemos que a menopausa traz algumas mudanças no corpo e no organismo da mulher, nomeadamente em termos hormonais. Embora graduais, essas alterações vão ter impacto no quotidiano da mulher, nomeadamente no que respeita a viver em pleno o sexo na menopausa.

Por isso, deve ser capaz de se adaptar a essas mudanças e, talvez, descobrir novas formas de viver a sexualidade. Investir nos preliminares, explorar novas zonas erógenas e (re)descobrir o corpo são alguns passos essenciais para aproveitar ao máximo o sexo na menopausa.

Sexo na menopausa: desafios e soluções

Mulher com leque e na menopausa

Consequências

Como já vimos, as alterações hormonais caraterísticas da menopausa provocam alterações no corpo da mulher, mas também na sua resposta sexual. Algumas dessas mudanças/efeitos devem ser tomadas em atenção. Conheça algumas.

  • Falta de desejo: neste caso, consultar um especialista pode ser importante para descobrir como despertar a líbido. Este deve ser um trabalho feito em casal, até porque o homem – embora também sofra mudanças hormonais – raramente vê o seu desejo sexual diminuído.
  • Excitação menos intensa: esta consequência no sexo na menopausa dificulta, por exemplo, a penetração, pois a lubrificação também diminui. Daí, a aposta nos preliminares ser importante, de modo a “preparar” a zona genital para o ato sexual. Nesta fase, é fundamental não ter pressa, nem olhar para o relógio…
  • Diminuição do nível de lubrificação: na sequência do ponto anterior, a redução da lubrificação é um facto que é importante ter em consideração. Ela pode provocar desconforto, incómodos e a diminuição do apetite sexual. Por isso, nada como investir em alguns lubrificantes para combater este problema.
  • Contrações orgásticas menos intensas e, por vezes, dolorosas: a menor lubrificação e a diminuição do tónus do pavimento pélvico são as principais razões para este problema. Portanto, há que cuidar do pavimento pélvico, com exercícios apropriados (exercícios de Kegel), que melhoram a vida sexual e, ainda, combatem a incontinência.
  • Atrofia genital: a falta de estrogénios causa secura e perda de elasticidade vaginal, o que pode causar dor ou, mesmo, hemorragias durante as relações sexuais (dispareunia), além de infeções urinárias frequentes.
  • Incontinência urinária: este é um problema que afeta cerca de 1/3 das mulheres com mais de 50 anos e, claro, o sexo na menopausa. A sua relação com a sexualidade é que, em alguns casos, as perdas de urina podem ocorrer durante as relações sexuais.
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Soluções possíveis

Além das indicações personalizadas que apontámos para cada problema, há medidas que deve tomar para enfrentar esta etapa da sua vida com alegria e sem dramatismos.

As mudanças são reais, mas até existem mulheres que confessam terem uma sexualidade mais livre e descontraída durante a menopausa, do que antes.

Afinal, o risco de engravidar diminui ou desaparece e o casal tem, normalmente, mais tempo e espaço para explorar a sua sexualidade, visto que na grande generalidade dos casos, os filhos já estão criados e, muitas vezes, independentes.

Se está a passar por esta fase, tome nota de algumas dicas úteis sobre o que pode fazer por si e pela sua vida sexual.

  • Fale abertamente com um especialista: consulte um médico e partilhe as suas dúvidas e preocupações. É importante fazer o diagnóstico da situação; verificar se há infeções; realizar análises hormonais; e equacionar um tratamento hormonal. A incontinência urinária, por exemplo, tem tratamento. Portanto, partilhe as suas preocupações com o especialista e dê uma solução aos seus problemas.
  • Entregue-se…: por vezes, a falta de líbido não chega apenas com a menopausa… Portanto, é fundamental admitir os seus desejos e fantasias sexuais, partilhar as suas inquietações com o seu parceiro e criarem programas juntos para suscitar a aproximação física e emocional.
  • Use lubrificante: como já dissemos, o lubrificante pode ser a solução para o desconforto e a secura vaginais recorrentes. Pode optar por um lubrificante à base de água e sem glicerina ou, se preferir, aplicar localmente um creme, um anel ou comprimidos com estrogénios ou progesterona.
  • Proteja-se das doenças sexualmente transmissíveis: Caso não tenha um parceiro fixo ou com quem já esteja há muito tempo, deve proteger-se das DST, visto que a secura vaginal aumenta a suscetibilidade para infeções. Não arrisque e use o preservativo.
  • Fortaleça a musculatura pélvica: já aqui dissemos como é importante cuidar do pavimento pélvico. Neste sentido, é essencial praticar os exercícios de Kegel, ou seja, contrair os músculos que usa para reter a urina durante 5 a 10 segundos, relaxando-os durante o mesmo tempo. Faça 3 séries de 10 exercícios por dia.
  • Pratique exercício físico: como em qualquer fase da vida, a pratica de desporto é benéfica para a saúde física e mental. Ela irá melhorar a sua saúde e bem-estar, ajudará a manter o peso e aumentará a autoestima e a líbido. O que tem bons reflexos quando falamos de sexo na menopausa.
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