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Um guia para tempos complicados
Teresa Campos
Teresa Campos
26 Nov, 2020 - 10:14

Transtorno Obsessivo Compulsivo: saiba como combater

Teresa Campos

O Transtorno Obsessivo Compulsivo carateriza-se por pensamentos obsessivos e comportamentos compulsivos que deixam a pessoa sua refém. Perceba melhor.

material de escritório perfeitamente alinhado

A Perturbação ou Transtorno Obsessivo Compulsivo carateriza-se por obsessões frequentes e incontroláveis e por comportamentos repetidos compulsivamente.  Este é um problema do foro psicológico, que tem origem num distúrbio de ansiedade.

As pessoas que sofrem de Transtorno Obsessivo Compulsivo estão num estado permanente de vigília e de alerta e vêem qualquer situação como potencialmente perigosa. Esta é uma perturbação limitadora e que pode agravar-se bastante, se não for devida e precocemente tratada. Saiba mais.

Perturbação ou Transtorno Obsessivo Compulsivo: causas, sintomas e tratamento

O Transtorno Obsessivo Compulsivo afeta 2% a 3% da população, podendo causar vários constrangimentos no bem-estar e na vida quotidiana dos indivíduos que sofrem desta perturbação. Em muitos casos, este problema pode começar a manifestar-se logo aos 14 anos de idade.

As pessoas que sofrem deste transtorno têm consciência dos seus pensamentos obsessivos e comportamentos compulsivos os quais podem, por vezes, conduzir estes doentes a quadros depressivos. Daí, a importância de procurar sempre ajuda médica.

Convém ainda sublinhar que ter pensamentos obsessivos e comportamentos compulsivos não é o mesmo que ter manias ou superstições. Quando existe transtorno, o indivíduo manifesta um sintoma físico ou psicológico sempre que não cumpre com o ritual a que está habituado.

Fatores de risco

Apesar da investigação sobre esta perturbação ainda continuar, alguns estudos já conseguiram identificar fatores de risco para o surgimento do Transtorno Obsessivo Compulsivo, como a genética e a história pessoal.

Assim, quem tem familiares em primeiro grau com esta perturbação tem maior probabilidade de vir a desenvolver este transtorno. Também quem passou por uma experiência traumática, como abusos sobretudo durante a infância, tem mais hipóteses de vir a desenvolver esta perturbação.

Causas

A ansiedade, os ataques de pânico e as experiências traumáticas podem estar na origem do Transtorno Obsessivo Compulsivo. Isto, porque tanto os pensamentos obsessivos, como os comportamentos compulsivos, são formas de “reagir e controlar” sentimentos como o medo ou a ansiedade.

Em alguns casos mais raros, as crenças e as superstições, quando levadas ao extremo, também podem redundar em quadros obsessivo-compulsivos.

mulher a fazer terapia

Sintomas do Transtorno Obsessivo Compulsivo

O Transtorno Obsessivo Compulsivo pode manifestar-se através de pensamentos obsessivos e de comportamentos compulsivos. Conheça os mais recorrentes:

Sintomatologia geral

  • Ansiedade intensa;
  • Medo, insegurança, culpa e tensão;
  • Tremores, aumento da frequência cardíaca e suores frios;
  • Estado de alerta e vigia constantes;
  • Pensamentos e comportamentos repetitivos.

Pensamentos obsessivos

  • Ter pensamentos estranhos e persistentes;
  • Pensar repetidamente em imagens perturbadoras;
  • Estar sempre com dúvidas sobre o que fazer ou não fazer;
  • Sentir um medo constante de perder o controlo das situações e de se magoar a si ou aos outros;
  • Ter receio de ficar contaminado com alguma coisa;
  • Sentir medo de ficar doente ou de morrer;
  • Não suportar a ideia de que algo não está perfeito.

Comportamentos compulsivos

  • Conferir até à exaustão se fechou as portas e as janelas, por exemplo;
  • Ser obcecado por limpezas e arrumações;
  • Acumular coisas;
  • Organizar os objetos, segundo um determinado método ou padrão;
  • Lavar as mãos ou tomar banho constantemente;
  • Analisar ao pormenor partes do corpo;
  • Repetir palavras ou números, como um ritual para evitar algo mau;
  • Evitar situações que pareçam perigosas ou que estimulem estes comportamentos.
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Tratamento

O Transtorno Obsessivo Compulsivo tem tratamento. Além do recurso a fármacos, como antidepressivos e antipsicóticos, é importante complementar a intervenção com psicoterapia (terapia cognitivo-comportamental), de modo a perceber a origem do problema e a afastar eventuais memórias traumáticas. Assim, a eficácia e a durabilidade da intervenção estão mais asseguradas.

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