Inês Pereira
Inês Pereira
05 Ago, 2019 - 11:41
Alternativas à faculdade: opções para quem quer um rumo diferente

Alternativas à faculdade: opções para quem quer um rumo diferente

Inês Pereira

Por volta dos 18 anos são comuns as perguntas sobre as candidaturas ao ensino superior. Mas o que faz quem quer alternativas à faculdade?

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Terminado o 12º ano, é altura de começar a preparar o estudo para os exames nacionais que se avizinham e que se transformam na porta de entrada para o ensino superior.

Depois, vem a altura da seleção dos cursos (que na verdade já anda a ser pensada há muito tempo) e da tão temida candidatura. Ora, este é o cenário mais comum entre os jovens. Mas o que pode fazer quem não quer seguir este caminho e procura alternativas à faculdade?

A pressão é muita e o esperado é que os estudos sejam prosseguidos sem qualquer tipo de interrupção, logo a seguir a finalizar o secundário. Afinal, é o sonho de todos os pais.

Contudo, pode não ser o desejo do jovem e, nesse sentido, têm vindo a surgir cada vez mais alternativas que ganham popularidade entre os que preferem não dar este salto.

Parece, portanto, normal que sintam algum receio, especialmente quando querem tomar a decisão certa e, muitas vezes, não sabem quais são as suas opções. Neste sentido, está na altura de esclarecer todas as dúvidas.

Quais as alternativas à faculdade disponíveis?

conheça as alternativas à faculdade

Qual o curso que vou escolher?” é, provavelmente, a questão que os jovens mais colocam a si próprios durante o secundário. A verdade é que o sistema de ensino está programado para desembocar na entrada na faculdade, pelo que, desde cedo, a escolha do curso e os cálculos das médias são temas que ocupam o pensamento dos alunos, especialmente quando há pressão por parte da família.

Porém, ainda que a maioria pense de forma diferente, existem muitos jovens que não querem continuar a estudar após o secundário. E se alguns precisam apenas de uma pausa temporária, outros querem mesmo seguir uma vida que não inclui o investimento exigido por um curso superior.

Seja por motivos financeiros, por gosto pessoal ou porque não reconhecem utilidade num diploma, há muitos estudantes que não se identificam com a ideia de ingressar no ensino universitário, procurando, portanto, alternativas à faculdade.

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A melhor parte? Terá sempre a oportunidade de ingressar no ensino superior mais tarde, caso assim o deseje, graças ao regime especial para maiores de 23 anos, que garante vagas para jovens que:

  • Não tiveram oportunidade de estudar mais cedo no ensino superior;
  • São diplomados que procuram uma reconversão profissional;
  • Pretendem reciclar conhecimentos;
  • São desempregados que apostam numa formação de nível superior.

Para quem precisa de se decidir por um rumo e ainda não sabe bem por qual optar, ficam aqui 3 opções que poderão ser boa ideia:

1. Arranjar um emprego

Embora tenha vindo a descer sucessivamente desde 2013, a triste notícia é que a taxa de desemprego referente a licenciados ainda se encontra nos 5,4%. Ora, esta informação costuma levar os jovens a colocar uma questão muito pertinente: afinal, qual é a utilidade de uma licenciatura nos dias que correm?

Neste contexto, não admira que muitos sejam aqueles que preferem enveredar logo pelo mundo laboral e procurar um emprego após a conclusão do secundário. Consideram que o investimento de cerca de 1000€ anuais, durante 3 ou 5 anos, não se justifica e preferem investir o seu tempo num emprego que lhes dê um ordenado garantido todos os meses.

Seja por questões financeiras ou simplesmente por uma convicção pessoal, esta é a escolha de muitos jovens que acabam por colocar de parte a hipótese de se candidatarem à faculdade após a escolaridade obrigatória.

2. Fazer um gap year

Como nem todos os jovens pensam em riscar totalmente dos seus planos a entrada na universidade, surge também a hipótese de fazer um gap year. Esta é, aliás, uma das alternativas à faculdade que se tem tornado cada vez mais popular entre os estudantes e que tem conquistado muitos praticantes.

Um gap year, também conhecido como ano sabático, é um ano em que os jovens fazem uma pausa dos estudos para pensar sobre aquilo que querem fazer no futuro. No entanto, desengane-se quem julga que é um ano desperdiçado em casa a ver TV.

O objetivo é que invistam em si próprios: podem viajar e conhecer novas culturas (a escolha mais popular), aprender novas línguas ou investir num hobby que se transforme numa nova competência (como, por exemplo, costura), entre tantas outras hipóteses.

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Em alguns casos, a escolha pode até passar por trabalhar no estrangeiro ou participar num programa de voluntariado.

3. Investir numa formação profissional

Contrariamente à realidade de há alguns anos, atualmente a oferta em termos de cursos profissionais parece aumentar a cada ano. Não admira, portanto, que muitos jovens prefiram optar por esta via em alternativa a seguir um curso universitário, mais caro e moroso.

Um curso profissional garante a aquisição de conhecimentos e competências necessárias ao bom desempenho de determinada profissão. Significa isto que é uma formação bastante mais prática e específica do que um curso superior e direcionado para o desempenho de uma função concreta. De facto, até os recrutadores começam a dar maior valor a este tipo de experiência.

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