Covid-19
Especial Covid-19
Descomplicamos a informação sobre o novo Coronavírus
Viviane Soares
Viviane Soares
04 Jan, 2017 - 12:33

Anish Kapoor: obras mais emblemáticas e mais caras

Viviane Soares

Conheça aqui as obras mais emblemáticas e mais caras de um dos mais aclamados e controversos artistas do panorama internacional.

Anish Kapoor: obras mais emblemáticas e mais caras

Anish Kapoor (1954) nasceu em Bombaím, na Índia, mas naturalizou-se britânico. Reside em Londres desde 1972. A sua obra é uma das mais conceituadas do mundo e, em geral, caracterizada pela monumentalidade da sua escala, pela exploração das dicotomias – vazio-cheio; corpo-espírito; vida-morte -, e, diríamos, pela manipulação das materiais com que trabalha.

A par de Lee Ufan, Jeff Koons, Xavier Veilhan, Takashi Murakami, Bernar Venet, Giuseppe Penone, da ‘nossa’ Joana Vasconcelos (a única artista feminina desta longa lista) e de um conjunto de outros artistas, expôs, em 2015, no Palácio de Versailles (França), algumas das suas obras mais emblemáticas e, provavelmente, as mais polémicas – por parecerem possuir uma forte conotação sexual.

Representou a Grâ-Bretanha na Bienal de Veneza, em 1990; recebeu o Prémio Turner em 1991 – um dos mais importantes prémios da Arte Britânica – e, em 2002, recebeu a Unilever Commission para expor na Turbine Hall da Tate Modern (Londres). É Sir Anish Kapoor desde 2013, honra que lhe foi atribuída pelo trabalhado desenvolvido no domínio das Artes Visuais ao serviço da Grã-Bretanha.

As obras mais emblemáticas de Anish Kapoor

1. “Cloud Gate” (2004)

placeholder-1x1
Esta peça foi instalada no Millenium Park, em Chicago (EUA). É, provavelmente, a obra mais emblemática do artista.

2. “Descension” (2014)

placeholder-1x1
Na sua página online, Kapoor partilha um vídeo do funcionamento da peça no espaço expositivo. É muito intrigante, para não dizer que, para o espectador, é uma experiência assustadora.

3. “Nuit Blanche” (2016)

placeholder-1x1
Kapoor é conhecido por experimentar a instalação das suas peças em diferentes ambientes e contextos. Neste caso, a peça “Descension” foi instalada no Rio Sena, em Paris.

4. “C-Curve” (2007)

placeholder-1x1
O artista explora em muitas das suas peças o reflexo do real através dos cromados e das superfícies polidas. Acaba, no fundo, por sublinhar a questão do real não como referente, mas como simulacro. Ao mesmo tempo, este tipo de peças parecem portais para relaidades paralelas.

5. “Dirty Corner” (2015) – Palácio de Versailles

placeholder-1x1

Esta obra – instalada nos jardins do Palácio, tem a forma de uma trompa e uns meros 60 metros de comprimento – gerou muita polémica no âmbito da exposição que Kapoor realizou em Versailles. A obra, denominada pela comunicação social como “a vagina da Rainha” – numa clara alusão a Maria Antonieta, que residiu no Palácio de Versailles – foi vandalizada por inúmeras vezes, grafitada com comentários anti-semitas.

Para evitar a propagação de comentários racistas, um tribunal francês ordenou o artista a apagar os tais comentários. Anish Kapoor, contra a sua vontade, acabou por fazê-lo, mas de uma forma muto peculiar. Tapou os graffiti com folha de ouro numa alusão à técnica japonesa conhecida por kintsukuro, técnica esta utilizada quando se partiam objetos de cerâmica. Assumia-se assim as falhas e as imperfeições do objeto como parte da sua história.

6. “Memory” (2008)

placeholder-1x1
Esta peça parece ser, mais uma vez, uma clara alusão às questões da interioridade ou mesmo da impossibilidade do indivíduo penetrar na consciência de si mesmo. A escala monumental e a ausência de espaço que provoca parecem sublinhar essas questões.

7. “Non Object (Spire)” (2007)

placeholder-1x1
Esta é uma das peças que o artista faz questão de expor com alguma frequencia. O reflexo e a distorção da realidade – proporcionada pela superfície da peça – parece fazer um apelo ao espectador no sentido de olhar de novo, de desacelerar o ritmo com que normalmente passa pelas peças numa exposição. A espectacularidade das suas peças, em geral, parecem assumir esta indicação.

8. Svayambh (2007)

placeholder-1x1
Esta é mais uma das peças controversas do artista, precisamente por possuir uma forte conotação sexual. O volume de resina encarnada move-se através de uma espécie de carris que o artista instala no chão do espaço expositivo.

9. Marsyas (2002-2007)

placeholder-1x1
Peça instalada na Turbine Hall da Tate Modern. Tivémos oportunidade de participar nesta experiência, que convoca a sensação de estarmos de no interior de um corpo.

10. Sky Mirror (2006)

placeholder-1x1

Peça instalada no Rockfeller Center, em Nova Iorque. Para além da sua espectacularidade, aproxima o céu da terra. Esta noção de portal para outra realidade parece ser importante na obra do artista.

As obras mais caras de Anish Kapoor

A par de Damien Hirst, David Hockney, Antony Gormley, Tracey Emin, Anish Kapoor é um dos artistas britânicos com a obra mais cotada no mercado. As suas obras mais caras são as seguintes:

“Untitled”(2003)

placeholder-1x1

Vendida, em 2008, pela leiloeira Sotheby’s, por aproximadamente 3 milhões de euros.

Turning the World Upside Down #4 (1998)

placeholder-1x1

Vendida, em 2009, pela leiloeira Sotheby’s, por aproximadamente 1 milhão e 800 mil euros.

“Untitled” (2012)

placeholder-1x1

Vendida, em 2014, pela leiloeira Sotheby’s, por aproximadamente 1 milhão e 250 mil euros.

“Num 1” (1997)

placeholder-1x1

Vendida, em 2007, pela leiloeira Christie’s, por aproximadamente 1 milhão e 100 mil euros.

Veja também: