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Teresa Campos
Teresa Campos
08 Jan, 2020 - 12:06

Tipos de arritmia cardíaca, riscos e tratamentos

Teresa Campos

A arritmia cardíaca é, muitas vezes inofensiva. Percebe em que é que ela consiste e quais as medidas e comportamentos que deve tomar.

Exame que mostra arritmia cardíaca

A arritmia é uma alteração no ritmo cardíaco, provocada pelos impulsos elétricos do coração que não são emitidos de forma adequada. O resultado será o coração bater muito depressa (taquicardia), muito devagar (bradicardia) ou de maneira irregular.

De um modo geral, a arritmia afeta indivíduos com mais de 60 anos de idade, com doença cardíaca ou outros problemas de saúde. O tipo de arritmia mais frequente é a fibrilhação auricular que atinge cerca de 1% das pessoas com menos de 55 anos e é responsável por 15% dos AVC isquémicos. Fique a saber mais sobre este assunto.

Arritmia: tudo o que precisa saber sobre esta condição

Mulher com sintomas de arritmia

Como já avançámos, a arritmia é uma alteração no ritmo cardíacos. Importa sublinhar que as variações na frequência cardíaca são normais e podem ser provocados por exercício, inatividade, dor, ansiedade, etc. Assim, em muitos casos, as arritmias são inofensivas.

A arritmia só é digna de maior atenção quando os tais impulsos elétricos seguem vias anómalas, causam desconforto ou colocam a vida em risco. Isto, porque a arritmia pode fazer com que o coração não seja capaz de bombear sangue suficiente para todo o corpo, causando deste modo danos no cérebro, coração ou noutros órgãos.

Tipos de arritmias

  • Arritmias lenta;
  • Arritmias “rápidas”/taquicardia sinusal: caraterizam-se por batimentos acima de 100 por minuto. Elas podem ser supraventriculares (origem nas aurículas) e ventriculares (origem nos ventrículos);
  • Arritmia sinusal respiratória: inofensivas e comuns nas crianças e jovens;
  • Extrassístoles: batimentos precoces que ocorrem mais cedo no ciclo cardíaco. São muito frequentes e, normalmente, benignas;
  • Fibrilhação auricular: muito frequente nos idosos, caracteriza-se por um batimento rápido e caótico das aurículas;
  • Taquicardia ventricular mantida e fibrilhação ventricular: menos comuns e caraterizadas por batimentos rápidos a nível dos ventrículos, provocando a fibrilhação ventricular.

Causas

Cada tipo de arritmia tem uma causa própria.

As arritmias ditas ligeiras (e inofensivas) podem ser motivadas pelo:

Noutros cenários, mais graves e recorrentes, a arritmia pode ser provocada por:

Outras razões para a ocorrência da arritmia pode ser a diabetes, a obesidade e a apneia do sono. Há, ainda, situações em que a causa não é detetável.

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Sintomas

Há situações em que a arritmia provoca problemas, embora não manifeste quaiquer sintomas. Há outros casos, em que a arritmia dá vários sinais, embora não cause quais consequências.

Alguns dos sintomas possíveis são:

  • enjoos;
  • vertigem;
  • desmaio;
  • palpitações;
  • dor no peito;
  • dificuldade em respirar.
Mulher com dores no peito

Diagnóstico e tratamento

Além dos sintomas, há exames adicionais que podem auxiliar no diagnóstico da arritmia, tais como:

  • eletrocardiograma;
  • um monitor portátil (Holter);
  • ecocardiograma;
  • estudos eletrofisiológicos invasivos;
  • angiografia coronária.

O método de tratamento irá depender do tipo de arritmia e causa associada e deverá ser definido pelo clínico que o estiver a acompanhar. Algumas das opções possíveis são os fármacos antiarrítmicos; os pacemakers artificiais; a cardioversão, a eletroversão ou a desfibrilhação.

Existem, ainda, tipos de arritmias que carecem de intervenções cirúrgicas e procedimentos invasivos, como a angioplastia ou o bypass.

Como prevenir?

Como a arritmia está diretamente associada à saúde cardiovascular é importante manter esse órgão saudável fazendo uma dieta equilibrada, praticando regularmente exercício físico, controlando a pressão arterial e o colesterol, deixando de fumar e reduzindo o consumo de álcool e de café. Além disso, é fundamental diminuir os níveis de ansiedade e stress.

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