Publicidade:

Cancro do cérebro: 8 sinais de alerta que não deve ignorar

O cancro do cérebro é um tumor raro e, muitas vezes, fatal. Apesar de poder causar défices profundos, os sintomas são muitas vezes negligenciados.

Cancro do cérebro: 8 sinais de alerta que não deve ignorar
A incidência de tumores cerebrais é menor que a de outros tumores

Quando ouvimos falar em cancro do cérebro pode dizer respeito a um tumor que surge inicialmente no cérebro (tumor cerebral primário) ou a tumores noutras regiões que metastizam para o cérebro (tumor secundário).

Afinal, em que consiste o cancro do cérebro?


Um tumor cerebral é um crescimento anormal que ocorre em qualquer tecido contido dentro do crânio. Os tumores podem ser benignos ou malignos e, felizmente, os tumores benignos são mais comuns.

imensos tipos diferentes de tumores cerebrais. Na maioria dos casos, o tumor é nomeado pelo tipo de célula de origem, outros de acordo com a sua localização. Os gliomas são os tumores cerebrais primários mais comuns e os meningiomas (tumor que cresce a partir das meninges) são o 2º tipo mais frequente.

Os tumores cerebrais são classificados de acordo com uma escala em graus: de baixo grau (grau I) a alto grau (grau IV). As células de tumores de alto grau têm um aspeto mais anómalo e tendem a crescer mais depressa do que as células de tumores de baixo grau.

Ainda não são conhecidos todos os potenciais fatores de risco em tumores cerebrais, no entanto, acredita-se que estão envolvidos fatores genéticos e familiares que permitem às células crescer fora do controlo dos sistemas de regulação celulares e escapar à destruição pelo sistema imunitário.

é importante estar atento aos sinais de alerta de cancro do cérebro

8 sinais de alerta de cancro do cérebro que não deve ignorar


Os sintomas dos tumores cerebrais dependem do tamanho, do tipo e da localização do tumor. Podem surgir quando o tumor comprime um nervo, quando danifica determinada área, quando o encéfalo incha ou quando o líquido dentro do crânio aumenta. São muitas vezes ignorados, e só numa fase aguda é que os doentes recorrem à ajuda médica.

Sinais de alerta do cancro do cérebro mais comuns:

1) Dores de cabeça (geralmente mais fortes de manhã);

2) Náuseas ou vómitos;

3) Alterações na fala, visão ou audição;

4) Dificuldade em manter o equilíbrio ou andar;

5) Alterações de humor, personalidade ou capacidade de concentração;

6) Problemas de memória;

7) Espasmos ou tremores musculares;

8) Enfraquecimento ou formigueiro nos braços ou pernas.

Pessoas que apresentem estes sintomas devem consultar o médico o mais rapidamente possível. Estes problemas só podem ser diagnosticados e tratados por um médico.

Tratamento


Tendo em conta o diagnóstico, a equipa clínica multidisciplinar avalia o melhor tratamento a seguir para cada caso. As opções de tratamento podem incluir a cirurgia, o tratamento por radioterapia e a quimioterapia, de forma individual ou de forma combinada. Finalizado o tratamento de um tumor cerebral é imprescindível o acompanhamento médico regular, de forma a garantir que não se verifica a recidiva do tumor.

a) Cirurgia:

  • O objetivo da cirurgia passa por remover o tumor sem causar danos nas funções neurológicas;
  • Habitualmente, a radioterapia e a quimioterapia são tratamentos utilizados como secundários ou adjuvantes para tumores que não são tratáveis apenas através de cirurgia.

b) Radioterapia:

  • Utiliza raios-x de energia elevada ou outros tipos de radiação ionizante para travar a divisão das células tumorais;
  • Utilizada após a cirurgia para destruir células tumorais residuais e prevenir ou atrasar a recidiva;
  • Utilizada parar ou reduzir o crescimento de tumores inoperáveis;
  • Os efeitos secundários mais comuns são cansaço, perda de apetite, náuseas, reações cutâneas e queda de cabelo no local onde a radiação é administrada.

c) Quimioterapia:

  • Tratamento da doença por meio de fármacos que possuem um efeito tóxico nas células tumorais;
  • Administrada em ciclos, que consistem em fases de tratamento seguidas de períodos de tempo entre tratamentos;
  • Os efeitos secundários da quimioterapia incluem erupções cutâneas, náuseas, anemia, cansaço, tonturas, febre e infeções.

 

Veja também:

Ana Graça Ana Graça

Mestre em Psicologia, pela Universidade do Minho, com a dissertação “A experiência de cuidar, estratégias de coping e autorrelato de saúde”. Especialização (Pós-Graduada) em Neuropsicologia Clínica, Intervenção Neuropsicológica e Neuropsicologia Geriátrica. Membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses, com especialidade em Psicologia Clínica e da Saúde e Neuropsicologia. Além da Psicologia. é apaixonada por viagens, leitura, boa música, caminhadas ao ar livre e tudo o que traga mais felicidade!