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Como renegociar dívidas: um guia passo a passo

Saiba como renegociar dívidas, quais os seus direitos e quais os riscos a que tem de estar atento para não cair em esquemas fraudulentos.

Como renegociar dívidas: um guia passo a passo
Negoceie antes que seja tarde de mais
  • Se está a entrar em situação de incumprimento, saiba como renegociar dívidas

A situação económica das famílias portuguesas parece estar francamente melhor e aprender como renegociar dívidas até parece ultrapassado, mas não só ainda há quem não tenha a vida financeira totalmente organizada como toda a boa notícia tem um lado menos bom: o clima económico mais positivo faz aumentar os contratos de crédito.

Não somos nós que o dizemos: o Banco de Portugal já admitiu que, só em maio, as concessões de crédito aumentaram mais de 16% face ao período homólogo, impulsionadas pelo crédito pessoal (que cresceu 22%) e pelo crédito automóvel (que cresceu quase 15%). Em bom português, todos sabemos o que significa: estamos a cometer os mesmos erros e a endividar-nos a um ritmo preocupante.

Dívidas acumuladas, já se sabe, tendem a ter um final infeliz e invariável: a incapacidade de as liquidarmos e o desespero quando as contas chegam para pagar. Assim, fizemos um guia passo a passo sobre como renegociar dívidas, para ajudá-lo a saber como decorre o processo e a que ameaças deve estar atento.

Como renegociar dívidas com mais facilidade

Esta é a primeira coisa que queremos esclarecer: renegociar dívidas não é vergonha. Vergonha é pedir emprestado e nunca pagar de volta!

Se está a ter dificuldade em cumprir todas as suas obrigações, procure ajuda o mais cedo possível. Evite entrar em cumprimento e, sobretudo, não deixe que os processos avancem para tribunal. Renegociar dívidas é sempre mais fácil quando ainda não parou de pagar as mensalidades.

Como renegociar dívidas: o guia passo a passo

como renegociar dívidas

 

1. Desencadear o processo

É importante saber como renegociar dívidas porque o processo pode ser desencadeado por si. Se sentir que está com uma capacidade cada vez menor de pagar o que deve, procure o banco e pergunte pelo plano de renegociação de dívidas. Todos os bancos têm de ter um (é uma imposição do Banco de Portugal) e não podem cobrar-lhe nada por lho apresentar.

Em alternativa, o próprio banco pode iniciar o processo de renegociação se o sistema de vigilância (que também é uma imposição do Banco de Portugal) der o alerta para a sua situação financeira.

2. Procurar as entidades competentes

Tão útil como saber como renegociar dívidas é saber com quem pode renegociar as suas dívidas. Além do banco a quem contratou o crédito, pode renegociar as suas dívidas com outras entidades que lhe ofereçam apoio: outros bancos, instituições oficiais de apoio financeiro, a DECO… é só procurar.

No entanto, mantenha-se muito atento nesta fase: lembre-se que consultores e empresas de resolução de dívidas não são regulados pelo Banco de Portugal e, por isso, são hábeis e livres para lesar os consumidores com muita frequência. Se a entidade que lhe oferece apoio não é sua conhecida, informe-se antes de assinar qualquer papel.

3. Recusar pagar comissões, taxas e custos

Regra de ouro da lição “como renegociar dívidas”: para renegociar um contrato de crédito por dificuldades financeiras não se paga. Ninguém pode cobrar-lhe por um plano de renegociação – nem fazia sentido que o fizesse, certo?

A exceção, claro, são as tais entidades não reguladas pelo Banco de Portugal. Essas até costumam cobrar uma comissão de avaliação do processo – que pode variar entre os 75 e os 300 euros – e, depois, dizem-lhe que o seu pedido não foi aprovado e não lhe devolvem o dinheiro. Mantenha-se atento, sempre!

4. Analisar as propostas

Agora que tem várias propostas de renegociação em cima da mesa, é olhar para elas e ver se compensam. Lembre-se que ainda não está em incumprimento, por isso tem tempo para pensar como renegociar as dívidas e fazer as contas ao que lhe interessa.

Há duas formas de renegociar os contratos de crédito: ou alargando o prazo de amortização (o que faz diminuir as mensalidades, mas, no fim das contas, sai mais caro em juros), ou consolidando os créditos (paga uma só mensalidade, mas fica com uma condição contratual única para todos os empréstimos).

Pode acontecer que os planos apresentados pelos bancos até não sejam os melhores para si, e, nesse caso, opte por considerar outras opções (um emprego suplementar, por exemplo).

5. Aprender com os erros

Quando finalmente conseguir renegociar as dívidas e voltar a uma posição financeira confortável, é hora de olhar para trás e aprender a lição. Acumular créditos não é boa política, por muitas facilidades que lhe ofereçam. Lembre-se que, por muito simpáticos que sejam, os bancos não oferecem dinheiro e tudo o que pedir vai ter de devolver mais tarde. Mantenha o bom senso e não se deixe iludir!

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