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O que saber antes de levar o carro à inspeção

Levar o carro à inspeção não precisa ser um momento de stress para o utilizador. Uma manutenção cuidada pode evitar problemas.

O que saber antes de levar o carro à inspeção
Esteja informado de quando e como deve levar o carro à inspeção

Há situações na vida de um condutor que suscitam maior apreensão. Uma delas é o momento em que se tem de levar o carro à inspeção, também conhecida por IPO (Inspeção Periódica Obrigatória).

Para muitos condutores, pelo menos para os mais distraídos, trata-se de um momento de ansiedade. Será que o carro é aprovado? Será que está tudo bem? Quanto é que vou ter de pagar? Se chumbar o que tenho de fazer? Estas são algumas das questões mais populares entre todos os que têm de levar o carro a um centro de inspeção.

O certo é que se o condutor fizer uma manutenção cuidada e periódica à viatura, o momento da inspeção será encarado de forma natural. E, nestes casos, nem precisa ir à oficina antes de entrar no centro de inspeção. Uma verificação pelo condutor aos principais itens em apreciação na IPO será suficiente para que a viatura seja aprovada.

Caso sejam detetadas fugas de fluídos, pneus com desgaste acentuado ou luzes que não funcionam em condições, então nesse caso, torna-se obrigatória a passagem pelo concessionário ou por uma oficina para corrigir o que está mal e só depois levar o carro ao centro de inspeção com a certeza de que a aprovação será conseguida.

Em primeiro lugar fique a saber que a data da inspeção automóvel é efetuada de acordo com o tipo de veículo. Deste modo a IPO aos automóveis ligeiros de passageiros deve realizar-se: quatro anos após a data da primeira matrícula. Pode realizar-se ainda durante os três meses que antecedem essa data. Em seguida, de 2 em 2 anos, até se perfazerem oito anos. E depois é sempre anualmente.

As tarifas aplicadas às inspeções técnicas são ditadas (e atualizadas) pelo Governo que para 2019 decretou os seguintes valores:

  • Veículos ligeiros – 31,43 euros;
  • Veículos pesados – 47,02 euros;
  • Veículos com reboques e semi -reboques – 31,43 euros;
  • Motociclos, triciclos e quadriciclos (com cilindrada superior a 250 cm3) – 15,83 euros;
  • Reinspeções de todos os tipos de veículos ligeiros – 7,87 euros;
  • Nova matrícula – 78,44 euros;
  • Extraordinárias – 109,70 euros;
  • Emissão de segunda via da ficha de inspeção – 2,95 euros.

É claro que não basta chegar com a viatura a um centro de inspeção e solicitar o serviço. É necessário estar acompanhado de alguma documentação:

  • Documento único automóvel;
  • Documento da última inspeção;
  • Documento do seguro automóvel.

Note que, no final da inspeção, se a viatura for alvo da deteção de anomalias que se enquadrem nas anotações de Grau 1 (não dão direito a reprovação, e não estão registadas no documento de inspeção) mas são comunicadas ao condutor, na próxima inspeção se o inspetor detetar que as mesmas deficiências não foram reparadas, irá reprovar a viatura. Sendo necessária depois uma nova inspeção, que significa também um novo gasto monetário.

Levar o caro à inspeção: o que é inspecionado

mechanic have inspection of car

Como já se percebeu ao chegar ao centro de inspeção automóvel, uma das primeiras ações a ser realizadas pelo inspetor é a identificação da viatura através da confrontação com os diversos documentos já referidos.

Depois têm lugar um conjunto de vistorias que passam por:

  • Sistema de iluminação e visibilidade;
  • Sistema de suspensão;
  • Sistema de travagem;
  • Alinhamento da direção;
  • Emissão de gases do motor;
  • Apreciação geral da viatura não só através de exame visual dos equipamentos considerados obrigatórios, bem como, da sua existência e conformidade de funcionamento para o fim a que estão destinados.

Se tudo estiver em conformidade com os parâmetros exigidos, então o condutor da viatura sairá com um rasgado sorriso do centro de inspeção automóvel. Se tal não acontecer é porque alguma anomalia foi detetada e após regularização da situação terá de visitar novamente o centro de inspeção.

Para estes casos estão diagnosticadas três tipos de situações:

  • Se são assinalados mais de cinco defeitos leves sobre os sistemas, os componentes, as unidades técnicas e os acessórios do veículo;
  • Se se verificam um ou mais defeitos graves ou muito graves;
  • Se não estiver efetuada a correção dos defeitos anotados na ficha de inspeção relativa à IPO anterior.

Se houver lugar a reprovação, o condutor tem de proceder à reparação do automóvel para que possa ser apresentado a uma nova inspeção no prazo de 30 dias a contar da data em que teve lugar o chumbo da IPO.
Se este prazo não for cumprido o condutor fica impedido de circular com a viatura na via pública.

Neste caso, o condutor deverá ter em conta que deve proceder à reparação o mais rapidamente possível, primeiramente por motivos de segurança da viatura, e de quem nela se faz transportar e pelos outros utentes da via pública; em segundo, porque se na reparação forem precisas peças e estas não estiverem disponíveis no imediato, os 30 dias dados podem não ser suficientes para a reparação. Coloque a possibilidade de que podem surgir imprevistos.

Tenha em atenção que a prevenção é um dos melhores aliados que pode ter e que as IPO foram concebidas para garantir a segurança das viaturas e o seu correto funcionamento.

 

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Valdemar Jorge Valdemar Jorge

No seu ADN encontramos a paixão pelos automóveis enrolada no gosto por contar histórias. Profissionalmente conta com 34 anos de jornalismo, praticamente os mesmos que o hobby que escolheu – a fotografia. O seu lugar favorito, hoje, é na estrada, sentado ao volante de um carro que vai ser apresentado amanhã, a fazer um teste drive para escrever a crónica que o prezado leitor poderá ler esta noite.