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Viver com o namorado: qual é a altura certa?

Quando se pensa em ir viver com o namorado, é importante considerar certas questões, para que tudo corra bem. Será que é a altura certa?

Viver com o namorado: qual é a altura certa?
Pondere bem a decisão

Está numa relação há algum tempo e planeia ir viver com o namorado? “Juntar os trapinhos”, no sentido de literalmente viverem na mesma casa e partilharem o mesmo espaço, tarefas e despesas, implica considerar algumas questões e perceber se estão preparados para tal.

A decisão deve ser tomada em conjunto, quando os dois estiverem preparados para tal. Devem ter-se em conta prós e contras, não se deve apressar a decisão só porque parece mais inteligente financeiramente. Lembre-se que numa quantia de dinheiro que hipoteticamente se possa poupar, vale a pena o bem-estar emocional e a sua relação.

Viver com o namorado: 5 questões a que deve responder antes de tomar a decisão


casal

1. Estão os dois no mesmo plano emocional?

Ou seja, querem viver os dois juntos, ou a balança pende mais para um dos lados do que para o outro? Quem é que está a tomar a iniciativa? Se for o namorado, quer ir viver com ele por vontade própria, ou simplesmente quer aceitar para não o desiludir ou causar problemas na relação? Atenção a esta última questão. Não faça as coisas por obrigação sentimental, nem por chantagem emocional. É meio caminho para as coisas correrem mal. É um passo natural que ambos estão dispostos a tomar? Lembre-se que é diferente passar algumas noites ou dias por semanas juntos, do que realmente encarar o dia-a-dia com a cara-metade.

2. O que pensam sobre espaço pessoal?

Antes de ir viver com o namorado, pense nos momentos que passou em casa dele, no quarto, ou pelo menos no mesmo espaço caseiro e familiar. Os hábitos dele, a organização do espaço… Quem limpa o espaço dele? Como é que ele o trata? Estes aspetos batem certo com o sua visão pessoal? Outro aspeto importante é o facto que cada um de nós, enquanto ser humano, precisarmos de espaço e tempo sozinhos. Cada um tem os seus gostos, amigos etc. É importante esclarecerem isto, se ainda não aconteceu em qualquer momento da relação, até agora.

3. Como vão partilhar as finanças?

Dinheiro é sempre um assunto delicado. Como se costuma dizer, o dinheiro, ou a falta dele, é um dos principais motivos de discussão entre casais. Quem contribui mais, quem contribui menos, o que se pode e tem de comprar, como se vão separar as despesas da casa… Tem valores financeiros semelhantes ao seu companheiro? São mais gastadores ou poupares? Como vão dividir as despesas? O que podem efetivamente contribuir? Discuta este assunto e ponha tudo em pratos limpos antes de decidir ir viver com o namorado.

4.Qual é a perspetiva de cada um relativamente às tarefas domésticas?

Outro dos pontos que mais discussões e desconforto pode gerar entre casais. É importante perceber se vai ser possível determinar um sistema em que os dois vão poder contribuir, com o qual vão conseguir conviver e ao qual se vão adaptar. É perfeitamente normal que uma das partes se desleixe numa tarefa ou outra, que um prefira limpar ao fim-de-semana e outro não… Mas é uma questão fulcral para uma convivência saudável e não é necessário chegar a um ponto que cause desgaste na relação. É necessário que sejam claros e que discutam o problema, caso não se concorde nalgum ponto.

5. E o que acontece caso o namoro acabe?

É ingrato pensar nesta possibilidade mesmo antes de começarem a viver juntos. Mas pode acontecer, e é preciso pensar nesta possibilidade como uma salvaguarda. Imaginemos que a casa que vão partilhar é sua ou do seu namorado. Como vai ser feita a gestão? E se a casa é alugada ou comprada por ambas as partes: que vai sair? É importante considerar todas as hipóteses e pelo menos pensar uma rede de segurança caso as coisas corram mal. No entanto, se as respostas às quatro questões anteriores ajudarem a clarificar que de facto estão prontos a dar esse passo na relação, é provável que esta realidade nunca se materialize.

Uma relação dá trabalho, e viver juntos é um grande passo. Mas com diálogo é possível dar o passo de viver com o namorado, desde que os dois consigam chegar a um compromisso, onde o amor deve ser o principal fator, não quem deixou o papel higiénico acabar, quem devia ter ido às compras, ou quem deixou a sala completamente desarrumada…

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