Catarina Milheiro
Catarina Milheiro
07 Abr, 2022 - 13:00

7 dicas essenciais para fortalecer a autoestima das crianças

Catarina Milheiro

Desenvolver a autoestima das crianças passa por ensiná-las a lidar com as inseguranças, críticas e frustrações do dia-a-dia.

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A autoestima das crianças deve ser promovida e fortalecida pelos pais no quotidiano. Todos nós queremos que as crianças sejam verdadeiramente felizes para que se tornem adultos realizados, não é assim?

Para isso, é fundamental que elas se sintam confiantes das suas capacidades e que gostem de si. No fundo, o importante é compreender que a autoconfiança leva a que a criança confie nas suas próprias habilidades.

Neste contexto, não podemos esquecer de que para que se consiga desenvolver a autoestima das crianças, estas devem sentir-se amadas e compreendidas tal como são, sem comparações ou não aceitação dos seus traços físicos e psicológicos.

Também os professores devem ter uma atitude de aceitação de cada criança tal como ela é não diferenciado e diminuindo alunos perante características de outros.

Isto significa que cada criança constitui um universo muito particular que deve ser respeitado e valorizado. Só assim, os mais pequenos poderão aumentar a sua autoconfiança e o seu amor próprio.

Mais quais as estratégias que podem ser usadas para se promover a autoestima das crianças? Confira algumas dicas de seguida.

7 dicas para fortalecer a autoestima das crianças

Desenvolver e fortalecer a autoestima das crianças é fundamental para que estas se tornem adultos, positivos, maduros, proativos, sem medo de enfrentar novos desafios, críticas ou erros e para que tenham vontade de ir sempre além das suas capacidades.

No fundo, trata-se de um trabalho que deve ser exercido pelos pais e família, mas também por todos os que detêm um papel importante e ativo na vida dos mais pequenos: como professores e educadores, por exemplo.

Assim, o papel dos pais passa por evitar que os seus filhos tenham uma baixa autoestima. E para que isso não aconteça, é crucial ensiná-lo a lidar com as suas frustrações e emoções.

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Dedique tempo diário ao seu filho

É essencial que dedique tempo diário ao seu filho, criando momentos para estarem os dois e onde se mostre disponível para ouvi-lo e fazê-lo sentir que tudo que lhe quer contar é também importante para si.

Estimule a autonomia e determine responsabilidades

O papel dos pais também passa por deixar que os seus filhos participem em atividades que são normalmente deixadas para os adultos em casa. Ou seja, falamos de arrumar o quarto, por exemplo.

Ao atribuir este tipo de responsabilidades ao seu filho, ele irá sentir-se automaticamente mais importante e com a certeza de que fez cada tarefa com sucesso. Mas claro, sempre com atenção ao tipo de tarefas e à idade da criança para que não aconteça nenhum acidente.

Valorize o esforço

Todas as pessoas erram e as crianças não ficam de fora. Por muito que os pais falem como e quando devem ser feitas as coisas, é perfeitamente normal que a criança erre em algum momento.

Por isso, aquilo que deve fazer é corrigir o erro, valorizando sempre a tentativa da criança em acertar. Evite fazer comparações com outras crianças, porque esse tipo de comparação não é saudável e pode mesmo fazer com que a autoestima do seu filho diminua.

Valorize o esforço do mais pequeno em aprender e lembre-se: os pais devem incentivar as crianças não só a entenderem o erro, como também a procurar forma de o resolver.

Demonstre afeto

Mesmo que cometa erros, quando a criança percebe que o outro a ama, ela desenvolve valor próprio e vai compreender que também pode ser amada. Isto é, mesmo que nem sempre tudo corra bem, o seu filho vai perceber que é aceite e não se vai avaliar de forma negativa.

Assim, é importante que demonstre interesse no universo da criança. Como? Pergunte o que fez na escola ou como está a relação com os colegas, por exemplo.

Claro que não o deve fazer como uma forma de a controlar, mas sim para que o seu filho se sinta seguro e encorajado.

Estabeleça limites claros

Todas as crianças precisam de limites para que se sintam seguras e protegidas. Afinal, não é nada bom o facto de uma criança sentir que tem liberdade total para fazer o que quiser, no momento em que quiser.

É crucial que os pais imponham alguns limites claros e que as crianças obedeçam. Por exemplo: o seu filho pode jogar no tablet durante 2 horas por dia. Caso fique mais tempo, deve saber que pode haver uma consequência clara, pela sua desobediência.

Falamos de limites claros e racionais, sem que existam extremos claro. Só desta forma se consegue trabalhar a autonomia e a autoestima dos mais pequenos.

Ensine o seu filho a lidar com frustrações

A autoestima das crianças também deve ser trabalhada com o intuito de as mesmas aprenderem a lidar com a frustração. Caso contrário, à primeira adversidade, a criança não irá ser capaz de encontrar uma solução e poderá mesmo sentir-se triste e desmotivada.

Por isso, é crucial que tanto os pais, como a família em geral não tenham medo de lidar com os sentimentos e que permitam que as crianças se sintam tristes ou frustrados nos devidos momentos.

Afinal, isto é extremamente importante para que a criança compreenda que não há problema em errar e sentir-se mal por isso. Trata-se de aprender a lidar com esse sentimento.

Elogie

Qualquer criança se sente melhor quando é criada num ambiente onde ela própria sente que tem um reforço positivo. Por muito que ela possa errar, é crucial que os pais elogiem a sua tentativa.

Afinal, não devemos elogiar somente quando os mais pequenos fazem tudo da forma correta. É importante também observarmos as pequenas atitudes do dia-a-dia e valorizarmos o esforço e dedicação, mesmo que sem sucesso.

Em suma, a autoestima e a autoconfiança interferem em todas e quaisquer atividades da nossa vida – desde a relação com os filhos, pais, vida conjugal, profissional e claro, rendimento escolar. Leva a que sejamos capazes de confiar nas nossas capacidades e de ultrapassar obstáculos.

Assim, contribuir para que os seus filhos tenham também uma elevada autoestima torna-se crucial, ajudando-os a serem autónomos, a valorizarem-se a si mesmos e até nas relações com os outros. Tudo isto fará deles crianças e posteriormente, adultos felizes.

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