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Márcio Matos
Márcio Matos
08 Jan, 2020 - 16:23

Basileia: viagem até à capital cultural da Suíça

Márcio Matos

Basileia está repleta de cultura, história e tradição. A arte é um dos motivos que torna a visita a esta cidade numa experiência absolutamente irresistível.

Vista da região de Basileia

A Suíça é um país belíssimo e de uma riqueza ímpar. Berna é a capital, mas uma das suas cidades mais emblemáticas é, certamente, Basileia, a “capital cultural da Suíça”.

Esta belíssima cidade, que é muitas vezes referenciada como uma cidade universitária, possui uma riqueza invejável em diversas vertentes, nomeadamente histórica, cultural, recreativa e gastronómica.

Um dos eventos internacionais de arte contemporânea mais importantes decorre na cidade. Falamos, naturalmente, da Art Basel. Fique a saber mais.

Basileia, uma experiência memorável na capital cultural da Suíça

Catedral de Basileia

Basileia é uma cidade cosmopolita que está no coração da Europa, integrada uma zona denominada Dreiländerecke, na qual três países fazem fronteira. A tríplice fronteira é composta por França, Alemanha e Suíça. Desse conjunto faz também parte o rio Reno, que oferece uma paisagem deslumbrante.

Esta é a terceira cidade mais povoada do país, sendo conhecida como a capital cultural da Suíça.

Epíteto que é justo, pois a cidade conta com diversos eventos culturais ao longo de todo o ano, além de contar com 40 museus, teatros e galerias, entre outros espaços culturais.

É, portanto, um destino de sonho para quem ama arte, pois além destes locais, é ainda possível contemplar uma arquitetura muito interessante e que marca de forma clara a paisagem.

Sendo a cidade universitária mais antiga do país, também revela como concede todo o valor ao conhecimento e à ciência. Por isso, é possível testemunhar na cidade a presença das grandes indústrias químicas e farmacêuticas do país, instituições que trabalham em estreita colaboração com o tecido empresarial.

Merece também destaque a limpeza e a organização espelhadas por toda a cidade e que revelam o sentido de respeito e educação suíço. Quanto a isso, são imbatíveis. Atirar beatas para o chão, por exemplo, é algo de intolerável.

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Museus

Ora, sendo Basileia a capital cultural da Suíça, fruto dos seus diversos museus, é impossível deixar de referir alguns dos espaços culturais mais emblemáticos da cidade.

Desde logo, o Museu Histórico de Basel, aberto desde 1894, e onde pode ficar a saber mais sobre a história da cidade, ao longo dos tempos.

E quem gosta de história local, ou história no geral, pode e deve visitar o Museu de Culturas que, como o nome indica, propõe uma mostra sobre a cultura de diferentes povos, através da exibição de uma das maiores coleções dedicadas à história da Europa.

Também há núcleos dedicados aos artistas mais representivos. O Museu Jean Tinguely é um deles. Neste espaço, conseguirá ficar a conhecer aprofundadamente a magnífica obra do escultor e pintor Jean Tinguely, numa exposição permanente que vale mesmo a pena visitar.

E guardámos o melhor para o fim, porque o Kunstmuseum Basel é, provavelmente, o melhor museu de arte da Basileia, já que tem na sua coleção obras de artistas tão emblemáticos como Monet, Paul Cézanne, Vicent van Gogh e, entre muitos outros, Rembrandt.

A boa notícia é que se adquirir o Suiss Pass, terá entrada gratuita em todos estes museus.

Centro histórico

Trata-se de um centro histórico muito antigo, mas muitíssimo bem conservado e que revela parte da riqueza da cidade. É um espaço compacto que deve ser explorado a pé. Os seus edifícios do século XV dão-lhe um charme especial. O encanto está presente em cada canto, em cada esquina da cidade antiga.

centro histórico de Basileia

Perfeitamente integrados no centro histórico estão também edifícios que são fruto de projetos de alguns dos melhores arquitetos de todo o mundo. Entre eles estão nomes como Renzo Piano, Mario Botta e Herzog & De Meuron.

Tratam-se de construções extraordinárias que exponenciam ainda mais as qualidades do centro histórico. Existem várias obras de arquitetos vencedores do Prémio Pritzker, conhecido como o Nobel da arquitetura.

Pontos turísticos imperdíveis

A estátua de Helvécia é daquelas atrações incontornáveis que tem mesmo de conhecer, quando visitar Basileia. Os locais dizem que a estátua é a personificação da Suíça. A figura, que está a olhar o rio, tem uma lança e um escudo ao seu lado.

A catedral de Basel (Basler Münster) é também imperdível. Esta belíssima catedral gótica, que é um autêntico símbolo da cidade, foi construída entre os anos 1019 e 1500, nos estilos românico e gótico.

Suba a uma das torres da catedral e terá acesso a uma vista privilegiada sobre esta bela cidade. A Müsterplatz é a tranquila e descontraída praça ao redor da catedral de Basel. Um espaço onde pode passear e ficar a conhecer parte importante da cidade.

catedral de Basileia

O Rathaus von Basel é o edifício que serve de sede do governo da Basileia e do Parlamento do Cantão. Um prédio de inacreditável beleza presente na Praça do Mercado (Marktplatz).

Esta construção em estilo romântico possui uma fachada vermelha e, por isso, assume grande destaque no loca.

É impossível mencionar os principais pontos de interesse turístico locais e esquecer a Tinguely Fountain (Fasnachtsbrunnen), pois é outra referência marcante da cidade.

Uma fonte de água da autoria do famoso artista suíço Jean Tinguely. Muitos usam esta fonte como ponto de encontro de eleição.

Onde comer

Há muita comida saborosa e restaurantes tradicionais de muita qualidade. Um espaço charmoso e encantador é o Volkshaus Basel Brasserie.

Aberto em 1925, este espaço foi um restaurante, mas um projeto arrojado liderado pelos arquitetos Herzog & de Meuron, levou a uma extensa reforma, em 2012. Assim, a casa reabriu, tendo bar e brasserie e, ainda, um Biergarten, disponível num pátio interno aberto ao público.

Outros espaços merecedores de uma visita são o Atlantis (Klosterberg, 13), que servem comfort food, e o Parterre que deixa qualquer um satisfeito, nomeadamente os vegetarianos. 

Como vê há muito para ver em Basileia. A título de curiosidade, e se gosta de desporto, foi nesta cidade que em 1981 nasceu o tenista Roger Federer, o atleta mais titulado na história da modalidade.

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