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Teresa Campos
Teresa Campos
02 Nov, 2021 - 16:10

Cancro do testículo: sinais de alerta a que deve estar atento

Teresa Campos

O cancro do testículo é mais prevalente em indivíduos mais jovens, tendo uma taxa de cura bastante elevada. Fique a saber mais sobre este problema de saúde.

cancro do testículo

Falamos em cancro do testículo quando é detetado um tumor no testículo. Na origem deste problema, está uma divisão celular descontrolada. O cancro do testículo é um dos mais prevalentes em indivíduos entre os 15 e os 34 anos. Porém, a sua taxa de cura após tratamento é elevada, rondando os 95%.

Saiba mais.

Cancro do testículo: tipos, fatores de risco e sintomas

Tipos de cancro do testículo

Há vários tipos de cancro do testículo: os seminomas; os não-seminomas; e, ainda, os tumores do estroma.

Mais de metade dos tumores diagnosticados são não-seminomas, mais prevalentes em indivíduos mais jovens.

Os seminomas, que se podem desenvolver num só testículo e provocar aumento de volume ou surgimento de uma massa indolor, crescem lentamente e sem metastizarem. São mais frequentes a partir dos 65 anos de idade.

Finalmente, os menos frequentes são os tumores dos tecidos de suporte.

Fatores de risco para o cancro do testículo

As causas do cancro do testículo ainda não são totalmente conhecidos. Porém, há fatores de risco que tornam mais provável vir a sofrer deste problema. Alguns exemplos desses fatores são:

  • sofrer de criptorquidia (ter um testículo que não desceu para o escroto);
  • ser jovem;
  • ser de raça caucasiana;
  • ter antecedentes familiares deste problema;
  • sofrer de problemas de fertilidade;
  • ter feito uma vasectomia ou ter sofrido de algum traumatismo testicular.

Sintomas de tumor no testículo

Por vezes, o aparecimento e desenvolvimento do cancro do testículo pode ser assintomático.

Contudo, em alguns casos, há manifestação de alguns sinais de alerta, tais como:

  • aumento de volume testicular;
  • existência de uma massa palpável e indolor num ou em ambos os testículos;
  • sensação de peso, moedeira ou desconforto no escroto, região inguinal ou abdómen;
  • mal-estar geral;
  • cansaço;
  • maior sensibilidade mamária e aumento da glândula mamária;
  • perda do desejo sexual;
  • surgimento precoce de pelos no corpo;
  • interrupção do crescimento;
  • dores ósseas e torácicas, falta de ar e tosse (no caso da existência de metástases).
homem em consulta com médico

Diagnóstico do cancro do testículo

Para fazer o diagnóstico do cancro do testículo é importante considerar a história clínica do doente, os seus fatores de risco e os sintomas apresentados. Posteriormente, há que realizar um exame objetivo ao escroto e a eventuais gânglios linfáticos, além de exames complementares de diagnóstico, como ecografia escrotal e análises sanguíneas.

Se houver sinais de alerta suficientes, então é recomendada a execução de uma biópsia que, neste caso, consiste na remoção do testículo afetado (orquidectomia radical). Importa explicar que a remoção do testículo não prejudica a fertilidade, nem a potência sexual.

Estadiamento

Para determinar o estadiamento do cancro do testículo, devem ser feitos outros exames complementares de diagnóstico, como raio-X torácico, TAC abdominal, TAC torácico e ressonância magnética.

Após avaliação, há 4 estadiamentos possíveis:

  • Estádio 1 – o cancro encontra-se limitado ao testículo.
  • Estádio 2 – o cancro estendeu-se aos gânglios linfáticos no abdómen.
  • Estádio 3 – o cancro estendeu-se aos gânglios linfáticos no tórax.
  • Estádio 4 – o cancro estendeu-se aos outros órgãos.
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Tratamento do cancro do testículo

O tratamento depende sempre do tipo de tumor, do seu estadiamento e da situação clínica do doente. Algumas opções terapêuticas são cirurgia, radioterapia ou quimioterapia.

Cirurgia

A cirurgia consiste na remoção do testículo, a qual é feita sob anestesia, através de uma incisão na virilha (região inguinal). Em alguns casos, pode ser colocada uma prótese testicular.

Se houver disseminação do cancro do testículo para os gânglios linfáticos, então é necessário proceder a uma cirurgia para os remover, sendo para isso feita uma grande incisão no abdómen.

Radioterapia

Outra terapêutica possível recorre à radioterapia para destruir células cancerosas, nomeadamente que tenham metastizado para os gânglios linfáticos. Este pode ser um tratamento complementar, ou seja, que é realizado após a cirurgia.

Esta terapêutica não é isenta de efeitos secundários, como: náuseas, diarreia, fadiga, irritação da pele e infertilidade.

Quimioterapia

Outro tratamento possível é a quimioterapia, um recurso geralmente usado para destruir células cancerígenas que tenham metastizado. Esta terapêutica pode ser administrada antes ou depois da cirurgia, conforme recomendação médica.

A quimioterapia pode ser administrada por via endovenosa, oral ou injetada no músculo. Alguns dos seus efeitos secundários são: fadiga, náuseas, queda de cabelo, infertilidade e maior risco de infeções.

Acompanhamento

Após a cirurgia, o indivíduo é seguido em consulta a cada 3 ou 4 meses, passando depois para consultas anuais. Além das consultas, são feitos exames complementares de diagnóstico (análises sanguíneas, TAC, entre outros), de modo a conseguir avaliar o estado de saúde do paciente.

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