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Marta Maia
Marta Maia
24 Set, 2018 - 12:33

Os melhores conselhos dos avós para poupar todos os dias

Marta Maia

Diz-se que “antigamente é que era bom” e, quando o assunto é poupança, é mesmo verdade. Conhecia estas técnicas antigas de redução de custos?

Os melhores conselhos dos avós para poupar todos os dias

Quem ainda teve o privilégio de conviver com os avós sabe que ninguém era melhor do que eles na arte de reduzir os custos em casa. Das roupas à alimentação, da limpeza da casa aos transportes, ninguém passava a perna aos avós poupados.

Porque acreditamos que o saber de quem veio ao mundo antes de nós ainda hoje pode ser muito útil – mesmo que com algumas adaptações à realidade dos tempos modernos -, reunimos algumas das melhores estratégias de poupança do tempo dos nossos avós. Por mera curiosidade ou para aproveitar algumas para si, vale a pena conhecê-las!

Vamos aprender a poupar com os avós?

Conselhos de poupança dos avós na cozinha

conselhos dos avós para poupar

A cozinha era, por excelência, o território mais dominado pelas avós. Bem sabemos que, na sociedade deste século, esta é uma realidade menos frequente, mas há umas décadas eram poucos os homens que se aventuravam ao fogão – e poucas as mulheres que admitiam sequer a possibilidade de isso acontecer.

Assim, as nossas avós foram desenvolvendo estratégias de poupança que praticamente multiplicavam a comida e os rendimentos da família. Vamos começar pela compra de ingredientes: se nunca viu a sua avó abrir uma lata de feijão, saiba que há um motivo para isso: as nossas avós compravam as leguminosas cruas e coziam-nas em casa. Feijão, grão de bico e até ervilhas saem bem mais baratos se forem comprados a granel do que se vierem pré-cozidos na lata.

O frasco da polpa de tomate também tinha sempre um fundinho para dar: um pouco de água morna quando já não saísse produto e… magia! Afinal ainda dava para temperar o peixe. E as natas, que não chegavam? Impensável voltar à leitaria para comprar mais. Junte um bocadinho de leite normal e fica composto – e mais barato!

Falando em leite… aquele leite gordo acabadinho de sair da vaca? Hoje já não o compra, mas no tempo das nossas avós ele andava por aí – e desengane-se se acha que era só para beber. Esse leite fervido ganha uma capa grossa de gordura (nata) que dá para tirar com uma colher, guardar à parte e barrar no pão como a manteiga. O mesmo leite pode levantar fervura várias vezes e dar nata várias vezes, por isso sustenta bem o pequeno-almoço da família.

Já que estamos numa de pequeno almoço, o pão não precisa de ser fresco (no tempo das nossas avós, raramente era!). O pão antigo dá para fazer torradas, a broa dura dá para fritar em azeite (não diga nada ao seu fígado!) e os dois ainda servem para mergulhar no leite quente e fazer papas. Se nada disto lhe agradar, ainda pode guardar para uma açorda.

Conselhos de poupança dos avós para os transportes

conselhos dos avós para poupar

Claro que, no tempo dos nossos avós, andar a pé era um clássico. Quando o destino era muito longe, não faltavam alternativas, a começar por uma combinação de solas de sapato com transportes públicos para poupar no bilhete.

A bicicleta era a melhor amiga dos que viviam longe do centro das cidades e os mais atrevidos ainda andavam pendurados no exterior dos elétricos para não pagarem bilhete.

Entre os mais sortudos que tinham carro – mas não o dinheiro para gastar em combustível – era famoso o truque de adicionar óleo ao depósito. Se era bom para o motor? Provavelmente, não. Mas o carro andava!

Conselhos de poupanças dos avós para a roupa

Regresso à cozinha da avó: receitas com história

Pense em todos os idosos que conhece e em quantos têm apenas um ou dois filhos. Pois é, no tempo dos nossos avós as famílias eram grandes e havia muitos filhos para vestir. As modas não tinham como ditar tendências e uma mulher em casa que soubesse costura era quase uma condição obrigatória para o bem-estar geral.

Vamos começar pelas roupas. O clássico remendo por cima dos rasgões já é conhecido, mas não era o único esquema usado nas casas portuguesas. De umas calças rasgadas se faziam uns calções, de uma t-shirt inutilizada se faziam panos de limpeza e uma camisa rota ganhava um enfeite por cima.

A estratégia subia de tom nos bebés e crianças pequenas, já que a roupa só lhes servia durante umas semanas: praticamente toda a roupa era feita à mão, em lã, e não é só porque saía mais barato do que comprar feito: é que um casaquinho de lã dá para desfazer e o fio é aproveitado para fazer outro casaco maior – basta juntar mais lã. O mesmo novelo podia fazer várias peças e acompanhar o crescimento dos miúdos sem desperdício!

Agora que está familiarizado com os truques mais populares do tempo dos nossos avós, vale a pena olhar para eles com mais atenção: vai ver que alguns ainda podem ser usados nos dias de hoje e que, parecendo irrelevantes, podem mesmo fazer diferença nas contas lá de casa!

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