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Teresa Campos
Teresa Campos
23 Set, 2020 - 16:33

Doenças crónicas: as mais comuns e a sua relação com a COVID-19

Teresa Campos

As doenças crónicas não têm cura e constituem um fator de risco para a COVID-19. Fique a conhecer as mais frequentes e as suas caraterísticas essenciais.

Mulher com dor crónica

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças crónicas são responsáveis pela morte de aproximadamente 41 milhões de pessoas por ano, em todo o mundo. Um estilo de vida pouco saudável, marcado pelo sedentarismo e pela má alimentação, por exemplo, aumenta a probabilidade de desenvolver estas patologias.

Também segundo a OMS, em Portugal, as doenças crónicas são a causa de 86% dos óbitos, com uma prevalência notória das patologias cardiovasculares e dos cancros. Saiba mais.

Doenças crónicas mais comuns

As doenças crónicas definem-se como doenças que não têm cura e que são de progressão lenta. Entre as mais comuns estão: as doenças cardiovasculares, os cancros, a asma e a diabetes. Em muitos casos, estas patologias podem ser evitadas ou, pelo menos, controladas. Perceba como.

Doenças cardiovasculares

As doenças do sistema circulatório são das doenças crónicas que mais mortes provocam no nosso país. Entre as suas causas podem estar, entre muitas outras, a pressão alta, a obesidade, o tabagismo, o alcoolismo e o sedentarismo.

Geralmente, as doenças cardiovasculares são silenciosas, o que significa que, habitualmente, se manifestam por meio de quadros potencialmente graves  de que é exemplo o acidente vascular cerebral (AVC). Evitar os fatores de risco associados ao aparecimento desta doença e fazer frequentemente análises ao sangue são formas de diminuir o risco de vir a sofrer destes problemas de saúde.

Se já tiver complicações desta índole, então deve tomar a medicação eventualmente prescrita pelo seu médico, mas também adotar outros comportamentos saudáveis como fazer diariamente exercício físico; praticar uma dieta equilibrada; e evitar o tabaco, o álcool e o stress.

Cancro

O crescimento anormal e descontrolado das células pode dar origem ao cancro. No nosso país, os tumores malignos mais frequentes são os da mama, próstata, pulmão, estômago e bexiga.

A origem deste problema pode variar bastante, podendo ir desde fatores genéticos a comportamentos prejudiciais para a saúde como o tabagismo. Apesar desta ser muitas vezes uma doença silenciosa, ela também pode dar alguns sinais de alerta, os quais diferem substancialmente, em função do cancro em causa. Portanto, sempre que sentir algo estranho no seu corpo, deve alertar o seu médico para isso.

Há diversas opções de tratamento para o cancro, as quais são escolhidas em função do paciente e do tipo de tumor em questão. Algumas das terapêuticas que podem ser recomendadas são: cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonoterapia, imunoterapia, terapêutica genética, transplantação de medula, entre outras.

Mulher com asma a usar inalador

Asma

Em Portugal, cerca de 10% da população tem asma. Porém, as manifestações desta patologia podem ser leves a graves.

Esta doença pode ter origem genética, mas também ser causada pelo estilo de vida, nomeadamente pelo sedentarismo, tabagismo e/ou obesidade, por exemplo. Os principais sintomas que lhe estão associados são: tosse, falta de ar, pieira, opressão no peito e cansaço.

O controlo desta doença é possível se, essencialmente, for diminuída a exposição a alergénios ou a poluentes e for feita terapêutica preventiva, com a toma de medicamentos anti-inflamatórios, e tratamentos, em caso de crise.

Diabetes

Em todo o mundo, há aproximadamente 415 milhões de diabéticos. Além disso, existem três tipos essenciais de diabetes: a Diabetes Tipo 1, a Diabetes Tipo 2 e a Diabetes Gestacional.

  • A Diabetes Tipo 1 afeta, sobretudo, crianças e jovens;
  • Já a Diabetes Tipo 2 é mais comum e está associada a um desequilíbrio no metabolismo da insulina;
  • Por fim, a Diabetes Gestacional pode surgir durante a gravidez, desaparecendo no final da mesma.

As causas desta doença variam em função do seu tipo, mas podem ter origem na hereditariedade, obesidade, sedentarismo, hipertensão, hipercolesterolémia, entre outras causas possíveis.

Da mesma forma, os sintomas da diabetes também diferem de acordo com o tipo de diabetes em questão. Porém, de um modo geral, as manifestações mais recorrentes são: vontade constante de urinar (poliúria), boca seca, fadiga, entre outras.

A diabetes pode ser controlada através do uso de fármacos (como a insulina) e da adoção de um estilo de vida saudável, caraterizado pela prática de uma dieta equilibrada e de exercício físico regular.

doente crónica em consulta no médico
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Doenças crónicas e a COVID-19

No geral, as doenças crónicas constituem um fator de risco para a COVID-19, aumentando a probabilidade de complicações e, mesmo, de morte nas pessoas com doença crónica que sejam infetados pelo novo coronavírus.

Logo, todos os doentes crónicos devem adotar as medidas de prevenção do contágio pelo Sars-Cov-2, nomeadamente usar máscara, manter o distanciamento físico, lavar/desinfetar correta e regularmente as mãos e cumprir a etiqueta respiratória.

Mulher com máscara a desinfetar as mãos

Além disso, estes pacientes devem moderar as saídas da sua residência, evitando sobretudo locais fechados e/ou com muitas pessoas. É, ainda, recomendável que estes indivíduos usem máscara cirúrgica, sempre que saem de casa e estão com outras pessoas. É também importante que mantenham uma rotina diária saudável, alimentando-se bem, mantendo-se hidratados, exercitando o corpo e evitando o stress.

Estes doentes devem, igualmente, ter a sua patologia controlada, mantendo contacto com a sua equipa médica, fazendo adequadamente a terapêutica de rotina prescrita pelo médico e recorrendo aos medicamentos próprios, sempre que estejam em crise.

É ainda importante controlar diariamente a temperatura corporal; verificar os níveis de glicemia (no caso dos diabéticos); evitar ao máximo os fatores desencadeadores de manifestações agudas da doença; privilegiar os contactos telefónicos com os médicos, mas contactar o 112, sempre que assim se justifique.

Em caso de febre, tosse (seca e persistente) e/ou dificuldade respiratória, deve contactar de imediato a linha de Saúde 24 (808 24 24 24).

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