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Catarina Milheiro
Catarina Milheiro
06 Mar, 2020 - 10:55

Educação Ambiental em Portugal: importância e iniciativas

Catarina Milheiro

É necessário fomentar a educação ambiental em Portugal e integrá-la na dimensão cívica e formativa da estrutura escolar portuguesa.

criança na escola a levar caixote com lixo para reciclar

Em Portugal, a educação ambiental tem ainda um longo caminho a percorrer, apesar dos vários esforços feitos nas últimas décadas para que ganhe verdadeira força em todas as escolas.

O que se procura é uma maior intensificação do papel da escola na educação ambiental dos jovens, tendo para isso de existir uma fusão desta área com outras disciplinas, investindo-se na formação para a cidadania.

Desta forma, estaremos a proteger um mundo que é de todos e para o qual ansiamos a existência de um futuro sustentável.

Em 2017 foi aprovada a Estratégia Nacional de Educação Ambiental (ENEA 2020), com o objetivo de estabelecer um compromisso efetivo e consolidado na construção de um paradigma sólido de educação ambiental. A intenção é que todos participem de forma colaborada para a proteção ambiental em todas as dimensões da intervenção do ser humano.

A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL

criança a desenhar símbolo da reciclagem no chão com giz

Para que consiga ter uma noção, desde 2016, os Ministérios da Educação e do Ambiente juntam esforços para desenvolverem e acompanharem projetos de educação ambiental.

Todos sabemos que os problemas ambientais são o resultado das ações inadequadas que o homem vai tomando ao longo da vida e que têm vindo a contribuir, cada vez mais, para a degradação do meio ambiente.

Por isso mesmo, e com o intuito de estabelecer um compromisso efetivo e consolidado na construção de um paradigma sólido de educação ambiental, foi aprovada em 2017, a Estratégia Nacional de Educação Ambiental (ENEA 2020). Esta estratégia assenta em cinco princípios básicos:

  • Educar tendo em conta a experiência internacional;
  • Educar tendo em conta a experiência nacional;
  • Educar para a capacitação da sociedade face aos desafios ambientais;
  • Educar para a Sustentabilidade;
  • Educar para uma Cidadania Interveniente.

Mas afinal, qual é o papel da educação ambiental em contexto escolar?

Esta é uma questão bastante pertinente e que merece a atenção de todos os indivíduos da sociedade.

Ou seja, para que haja uma mudança comportamental tendo em consideração a preservação do ambiente e o desenvolvimento sustentável, é essencial que se utilize a educação ambiental para consciencializar os mais jovens.

Em contexto escolar, a educação ambiental tem um papel fundamental. Falamos, por exemplo, da conservação do ambiente através da preparação de cidadãos devidamente alertas e conscientes em relação a questões ambientais.

Se refletirmos bem sobre este tema, chegaremos à conclusão de que se as crianças forem bem preparadas e informadas desde cedo sobre os problemas ambientais com os quais nos deparamos, vão ser adultos mais preocupados com o meio ambiente.

Para além disto, serão cidadãos capazes de transmitir os seus conhecimentos a amigos, família e conhecidos.

Assim, as escolas têm um papel fundamental em formar cidadãos com pensamento crítico e consciente. Assim, estamos a formar jovens capazes de transmitir conhecimentos e que propõem ideias e soluções que irão auxiliar no desenvolvimento sustentável.

Contudo, é necessário que os educadores e professores sejam mediadores neste projeto educativo, através de ações práticas do dia-a-dia que levam à reflexão e consciencialização dos seus alunos.

QUE INICIATIVAS EXISTEM OU EXISTIRAM?

A educação ambiental surgiu devido à crescente preocupação com o meio ambiente, tendo em consideração que é o próprio ser humano que destrói o meio em que vive.

Por isso mesmo, devemos desde cedo aprender a cuidar e preservar a natureza, com vista a um equilíbrio entre a sociedade e o uso racional dos recursos naturais.

Existem atividades muito diversificadas, tais como:

  • Sensibilização em meio rural;
  • Sessões e workshops nas escolas;
  • Apoio na realização de trabalhos e projetos escolares;
  • Ações relacionadas com animais em risco.

Para além disso, existem também rubricas na televisão e rádio, como o programa “Minuto Verde”, na RTP ou “Um Minuto pela Terra” na Antena 1. Existem igualmente ações de voluntariado nos projetos “Criar Bosques” e “Floresta Comum”, os “Centros de Recuperação de Animais Silvestres” e as “Microreservas Biológicas”, entre vários outros. Todos eles promovem a sustentabilidade.

Outras iniciativas

Além disto, a Liga para a proteção da natureza (Lpn), tem algumas iniciativas para a cidadania ambiental como ciclos de debates sobre diversos temas e campanhas de sensibilização.

António Guterres, secretário-geral da ONU, lançou em 2018 a Estratégia da Juventude da ONU, que visa envolver 1,8 bilhão de jovens na condução de esforços globais para promover um mundo pacífico, justo e sustentável.

Nesta nova estratégia intitulada de “Juventude 2030: A Estratégia das Nações Unidas para a Juventude”, Guterres lançou uma lista de desafios que “a maior geração jovem da história” enfrenta nos dias de hoje.

O objetivo é compreender as necessidades dos jovens, ajudando a colocar as suas ideias em prática, assegurando os seus pontos de vista e informá-los dos processos utilizados na ONU. Outras prioridades incluem trabalhar para garantirem os seus direitos e envolvimento cívico e político.

De facto, já se tem sentido um esforço por se desenvolver e fomentar a educação ambiental em Portugal. Contudo, há ainda muito que pode e deve ser feito neste sentido, acordando consciências e lutando-se para que o ambiente esteja na linha da frente das prioridades educacionais do nosso país.

Há, neste sentido, um grande trabalho pela frente, mas valerá muito a pena!

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