Ekonomista
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29 Jun, 2026 - 15:00

Festival Arcada 2026: Braga recebe música de cordas de excelência durante três semanas

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Festival Arcada 2026 decorre em Braga de 3 a 23 de julho com concertos internacionais, masterclasses, concurso de violino e entrada gratuita em várias atividades.

A quinta edição do Festival Arcada decorre entre 3 e 23 de julho em Braga, com concertos, masterclasses internacionais, um concurso nacional de violino e um encontro de luthiers.

O que é o Festival Arcada e o que traz de novo em 2026

O Festival Arcada é uma iniciativa da Sinfonietta de Braga dedicada à música para instrumentos de corda, na sua 5.ª edição. Ao longo de três semanas, entre 3 e 23 de julho, a cidade recebe dezenas de atividades distribuídas por espaços como o Auditório São Frutuoso, a Reitoria da Universidade do Minho, o Museu Nogueira da Silva e o Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga.

A edição de 2026 estreia duas sessões de descoberta musical para famílias com crianças a partir dos zero meses, chamadas Às 2 por 3… 4!, que acontecem no dia 11 de julho nos jardins do Museu Nogueira da Silva. É uma das apostas do festival para alargar públicos e tornar a música de câmara mais acessível às gerações mais novas.

Regresso igualmente aguardado é o do Encontro Internacional de Mestres Luthiers e Archetiers (EIMLA), nos dias 18 e 19 de julho, que reúne construtores de instrumentos e arcos de corda friccionada numa mostra aberta ao público e de entrada livre.

Concertos e artistas em destaque

O programa performativo abre a 3 de julho com a violinista barroca Amandine Beyer e o cravista Pierre Hantaï na Igreja da Misericórdia de Braga. O duo apresenta um recital inteiramente dedicado ao repertório barroco, com obras de Vivaldi, Corelli e Bach.

Nos dias seguintes, o violoncelista Narek Hakhnazaryan assume um papel duplo: a 4 de julho aparece como solista e maestro num concerto com a Sinfonietta de Braga no Salão Medieval da Reitoria da Universidade do Minho; a 6 de julho regressa para um recital com a pianista Isolda Rubio no Auditório José Sarmento, com programa que percorre Schumann, Beethoven, Tchaikovsky e Shostakovich.

A 19 de julho, o violinista Ilya Gringolts sobe ao palco sob a batuta do maestro Jean-Marc Burfin, à frente da Sinfonietta de Braga, para um programa que inclui Weinberg, Roussel e Respighi. Bilhetes disponíveis em Eventbrite.

Formação: masterclasses internacionais abertas a inscrições

Para músicos em formação, o festival disponibiliza três blocos de masterclasses com artistas internacionais:

  • Masterclass de Violoncelo com Narek Hakhnazaryan – 5 e 6 de julho, no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga
  • Masterclass de Violino com Ilya Gringolts – 15 a 19 de julho, com recital final dos alunos no dia 19
  • Masterclass de Violino com Claudio Forcada – 20 a 23 de julho, em paralelo com uma ação de formação de 25 horas para professores dos grupos de recrutamento M06, M23, M24 e M25

As inscrições para as masterclasses e para a formação de professores estão abertas em sinfoniettadebraga.pt.

Concurso Nacional de Violino Prémio Arcada: 2.ª edição

Entre 3 e 5 de julho, o Auditório São Frutuoso acolhe a 2.ª edição do Concurso Nacional de Violino “Prémio Arcada”, aberto a jovens violinistas com menos de 17 anos. O concurso tem cinco categorias e visa incentivar a troca entre alunos de diferentes escolas artísticas do país. O concerto de laureados realiza-se no dia 5 de julho, às 14h00, com entrada livre.

Mesas-redondas sobre a profissão musical

Dois momentos de debate completam a programação. A 4 de julho, na Livraria Centésima Página, a mesa-redonda “Entre a performance e a condição laboral: que caminho a tomar?” junta programadores, estruturas culturais e poder local para discutir a sustentabilidade do setor. A 23 de julho, no Conservatório, a conversa vira-se para a pedagogia: “O que um instrumentista precisa para se tornar um grande professor?”, orientada por Claudio Forcada. Ambas têm entrada livre.

O Festival Arcada consolida Braga como palco de referência para a música de cordas em Portugal — e faz isso com uma equação cada vez mais rara: cartaz internacional, formação de qualidade e acesso gratuito a boa parte da programação. Para quem está na zona norte do país em julho, vale a pena consultar o programa completo antes de fechar a agenda.

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