Ekonomista
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25 Jan, 2018 - 17:46
Governo anuncia 600 novos elementos para a GNR

Governo anuncia 600 novos elementos para a GNR

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O Governo vai recrutar 600 militares para a GNR e 200 para as Forças Armadas no âmbito do reforço da prevenção e do combate aos incêndios florestais.

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A autorização de despesa para o recrutamento de elementos para a Guarda Nacional Republicana e para a contratação de efetivos para as Forças Armadas foi decidida em Conselho de Ministros.

No final da reunião, o ministro-adjunto, Pedro Siza Vieira, afirmou aos jornalistas que o Conselho de Ministros “decidiu um conjunto de autorizações de despesa precisamente para permitir o reforço de meios e de recursos humanos” para a prevenção e combate aos incêndios “com efeitos imediatos”.

Nesse sentido, o ministro adiantou que, ao nível dos meios humanos, foi deliberado o reforço em 500 elementos do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS) da GNR, em 100 elementos do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR e ainda a contratação de 200 guardas florestais.

“Para o reforço dos efetivos que serão agora afetos aos GIPS e ao SEPNA foi decidido o recrutamento externo de 600 militares para GNR”, anunciou.

Atualmente, os GIPS têm cerca de 600 elementos e para integrar esta unidade da GNR é feito um recrutamento a nível interno e frequência de uma formação.

Pedro Siza Vieira avançou que também foi decidido “a contratação de 200 efetivos para as Forças Armadas em regime de voluntariado e em regime de contrato”.

Na conferência de imprensa, o ministro sublinhou igualmente que, no âmbito do reforço dos equipamentos, o Conselho de Ministros decidiu a autorização de despesa “para reforço das capacidades do SIRESP” (Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal) e a aquisição de fardamentos e equipamentos de proteção individual para os agentes envolvidos, bem como compra de veículos de transporte e combate aos fogos.

Segundo o ministro, foi ainda autorizada a realização de despesa para a aquisição de equipamentos para a engenharia militar e o reforço do sistema da vigilância aérea da Força Aérea Portuguesa (FAP).

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“O Orçamento do Estado para 2018 apropriou uma verba global de cerca de 622 milhões de euros para enfrentar os problemas gerados pelos incêndios de 2017 e preparar a próxima época de incêndios”, sustentou.

Questionado sobre a intervenção da Força Aérea no combate aos fogos, o ministro referiu que o Conselho de Ministros de 21 de outubro deliberou que a FAP passe “a assumir a gestão e o comando centralizado dos meios aéreos de combate aos incêndios florestais”, mas esta “não é uma medida de impacto imediato”, estando o Ministério da Administração Interna e a FAP a avaliar a forma e o momento dessa transição.

No entanto, frisou, a Força Aérea vai ter desde já “um envolvimento acrescido em missões de patrulhamento e de prevenção”, tendo sido, por isso, reforçada a aquisição de meios para vigilância aérea.

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