Marvin Tortas
Marvin Tortas
06 Ago, 2018 - 00:00

Testamos o Honda CR-V. Saiba como é conduzir o SUV mais vendido do mundo.

Marvin Tortas
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“Confortable Runabout Vehicle”, ou traduzindo, um carro confortável que anda sobre tudo. Será o segredo do Honda CR-V para ser o SUV mais vendido do mundo?

Testamos o Honda CR-V. Saiba como é conduzir o SUV mais vendido do mundo.

A versão original do Honda CR-V já foi lançada no mercado há mais de 20 anos, no entanto, este carro continua a ser o SUV mais vendido do mundo. Só nos Estados Unidos, em 2017, a Honda vendeu mais de 377 000 exemplares deste SUV.

É certo que este não é o SUV mais bonito, nem o mais potente, nem o mais barato, mas é o mais espaçoso do seu segmento e despenha bem quase todas as funções. E a juntar a isso está o cunho de fiabilidade da marca Honda.

Será este o segredo do número de vendas do CR-V? Junte-se a nós no nosso ensaio e saiba a nossa opinião deste sobre este SUV da Honda.

Honda CR-V

CR-V
Fonte: Honda

Exterior

O design exterior do CR-V não é consensual, sobretudo na parte traseira do carro, mas à medida que nos aproximamos da frente vamos vendo a presença de algumas linhas dinâmicas, e na zona frontal, o CR-V revela uma postura bastante agressiva e máscula, com uma frente que impõe respeito.

As dimensões exteriores são bastante generosas. Com 4,6m de comprimento, 1,82m de largura e 1,69m de altura, e apesar de ser considerado um SUV compacto, o CR-V é um dos maiores do seu segmento, e 2,63m de distância entre os eixos tornam este carro muito espaçoso dentro do habitáculo.

Interior

Se no exterior o CR-V é um carro que cumpre e não compromete, no interior é verdadeiramente impressionante, pela positiva.

É sem dúvida um sítio muito agradável para se estar. Em alguns locais já se nota o peso da idade (é importante não esquecer que a geração atual foi lançada em 2014), mas ainda assim, é um carro que ainda está bastante atualizado e encontramos todas as funcionalidade e comodidades de um carro moderno.

Este é o carro mais espaçoso do segmento, e se por norma os ocupantes da frente são os mais “mimados”, no Honda CR-V vai querer mesmo viajar na parte de trás. O espaço existente é tal que 3 adultos poderão fazer uma viagem de várias horas na parte traseira do CR-V, cujos bancos são mesmo muito confortáveis. 

A bordo existem vários pormenores dignos de uma marca premium alemã, mas este Honda destaca-se sobretudo pela qualidade dos materiais utilizados e pela importância dada ao detalhe. 

Prático é a palavra de ordem do CR-V. Existem compartimentos de arrumação em quase todo o lado e portas USB para tanto o condutor como os passageiros carregarem os seus smartphones durante a viagem. De realçar o compartimento para guardar os óculos de sol no tejadilho do carro, que incorpora um espelho curvo para poder visualizar aquilo que as crianças estão a fazer nos bancos traseiros do carro.

Impressionante é o adjetivo que descreve a capacidade da bagageira do Honda CR-V. Com 590L de capacidade não lhe faltará espaço para a acomodar as tradicionais malas de férias, ou se preferir rebater os bancos, os 1660L permitir-lhe-ão transportar praticamente qualquer objeto.

Condução

O Honda CR-V é um SUV muito confortável. O curso da suspensão é bastante razoável e faz com que esta absorva com facilidade as irregularidades da estrada, o que associado ao maravilhosos bancos em pele e alcantara permite-lhe fazer uma viagem na maior das comodidades.

A maior crítica que podemos fazer a este automóvel não é o seu espaço para arrumação, nem o seu conforto, mas sim as motorizações disponíveis.

A versão ensaiada foi a versão Lifestyle, com um motor diesel 1.6 de 120 cavalos, o mesmo que encontramos no Honda CR-V ou no Civic, e se nestes carros achei que este motor lhes assentava como uma luva, no CR-V acho exatamente o contrário. Apesar dos 300Nm de binário, este é um motor pouco disponível para mover os mais de 1600kg que pesa este carro, e posteriormente isto transparece nos consumos, que a Honda anuncia que andarão na casa dos 4,5L/100km, porém nunca conseguimos descer dos 6,5L/100km.

Outro dos fatores menos positivos que notamos durante a condução desde Honda CR-V foi a utilização do sistema de infoentretenimento. Embora seja bastante completa (incorpora GPS, conectividade com o smartphone ou até uma calculadora), é pouco responsivo ao toque e a sua posição dificulta bastante a sua operação durante a condução. Dependendo da posição do sol, pode até tornar-se quase imperceptível analisar as informações do ecrã.

Apesar disso, a Honda decidiu manter fora do ecrã principal os comandos para o ar condicionado ou os bancos aquecidos, facilitando assim os seus ajustes durante a condução.

Tirando a potência, consumos da motorização diesel, o Honda CR-V não é um carro que convide a uma condução mais desportiva, mas sim aos passeios em família, e nesse capítulo desempenha as suas funções na perfeição. Não existem ruídos parasitas a bordo.

O CR-V tem também uma excelente altura ao solo, e se quiser aventurar-se fora de estrada, desde que não sejam locais demasiado exigentes para um veículo, o CR-V não o deixará ficar mal.

Preços

A versão ensaiada do Honda CR-V foi a Lifestyle. É a versão topo de gama e custa 39 600€. Está equipada de série com GPS, conectividade com o smartphone, bancos aquecidos, ar condicionado automático para 2 zonas, bancos de pele e alcantara e cruise control. Porém, se quiser optar pela versão com caixa automática terá que pagar 47 480€.

A versão base do Honda CR-V está à venda a partir de 32 450€.

Em Setembro deste ano deverá ser lançada uma nova versão do CR-V, com algumas melhorias e atualizações, sobretudo no interior, mas os ingredientes principais serão os mesmos: espaço, conforto, fiabilidade e um preço que não assusta, por isso, este deverá, por mérito próprio, continuar a ser o SUV mais vendido do mundo nos próximos anos.

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