Share the post "Hotéis para animais de estimação: como escolher sem pagar demais"
Reservar um hotel para animais de estimação ficou consideravelmente mais caro. Em 2021, uma noite custava, em média, nove euros por animal. Em 2026, o valor médio já ultrapassa os 20 euros por dia, segundo dados avançados pela plataforma Fixando.
A subida está diretamente ligada à procura de verão. Entre maio e junho, os pedidos de alojamento para cães e gatos aumentaram cerca de 40% e projeta-se que cheguem aos 55% até ao final do mês. E a oferta, essa, continua longe de acompanhar o ritmo.
Para quem vai de férias e precisa de deixar o animal em boas mãos, a consequência é dupla: preços mais altos e menos vagas disponíveis. Vale a pena perceber onde vai o dinheiro e como garantir que o alojamento escolhido cumpre a lei.
Quanto custa hospedar o seu pet em 2026
Um cão custa, em média, 20 euros por noite num hotel para animais, o dobro dos 10 euros registados em 2021. Um gato fica um pouco mais barato, com uma média de 16 euros diários, contra os nove euros de há cinco anos.
Mas se optar por “pet sitting” (contratar alguém para cuidar do animal em casa), saiba que esta já não é a alternativa económica que costumava ser. Em 2021, custava 11 euros por dia; hoje, ronda os mesmos 20 euros de um hotel tradicional.
Isto significa que a escolha entre hotel e pet sitting deixou de ser, sobretudo, uma questão de preço. Passou a ser uma questão do que o seu animal prefere: rotina em casa ou convívio com outros animais.
Porque disparam os preços no verão
O padrão repete-se todos os anos, mas 2026 trouxe uma pressão adicional. A procura cresce de forma expressiva nesta fase do ano, mas a oferta não acompanha o pico sazonal.
Traduzindo em termos práticos: quem deixa a reserva para a última semana antes de viajar encontra menos opções e paga mais por elas. Reservar com quatro a seis semanas de antecedência continua a ser a forma mais eficaz de evitar os preços de última hora.
Como confirmar que o alojamento é legal
Nem todos os locais que oferecem hospedagem para animais estão devidamente licenciados, o que pode ter consequências diretas para a segurança do seu animal.
Em Portugal, a atividade está regulada pelo Decreto-Lei n.º 260/2012, de 12 de dezembro, que alterou o Decreto-Lei n.º 276/2001. Este diploma obriga os centros de hospedagem, com ou sem fins lucrativos a um regime de comunicação prévia junto da Direção de Serviços de Alimentação e Veterinária da respetiva região, sob tutela da DGAV.
Na prática, um hotel para animais legal está registado. A DGAV publica, no seu site, a lista dos alojamentos de animais de companhia com fins lucrativos registados, por isso, verifique antes de entregar o seu animal a um desconhecido, sobretudo se encontrou o serviço através de um anúncio nas redes sociais.
Checklist antes de reservar
Antes de confirmar qualquer reserva, há um conjunto de perguntas que deve fazer, de preferência por escrito, para ter registo das respostas.
Peça para visitar as instalações antes de decidir. Um alojamento sério não tem problema em mostrar onde o seu animal vai dormir, comer e passar o dia. Confirme também quais as vacinas obrigatórias: a maioria exige o boletim sanitário atualizado, incluindo a vacina antirrábica.
Pergunte ainda qual o rácio entre animais e cuidadores, o que acontece em caso de emergência médica e se o próprio estabelecimento tem seguro de responsabilidade civil. O preço mais alto de um local com estas garantias costuma compensar, face ao risco de problemas de saúde ou de comportamento num sítio mal preparado.
Alternativas que podem sair mais baratas
Nem sempre o hotel tradicional é a única opção. Deixar o animal com família ou amigos continua a ser a alternativa mais barata e, muitas vezes, a menos stressante para o próprio animal, que fica num ambiente conhecido.
As creches para animais, pensadas para estadias diurnas, também podem custar menos do que um hotel com pernoita, sobretudo para quem só precisa de cobertura durante o horário de trabalho. Vale ainda considerar acordos entre tutores da mesma zona, em que cada um fica responsável pelo animal do outro em períodos alternados.
Feitas as contas, o mais caro nem sempre é o hotel com melhor localização. É, quase sempre, aquele que obriga a pagar por serviços de que o seu animal não precisa. Comece por definir o que é essencial como espaço exterior, socialização com outros animais, cuidados médicos no local e só depois compare preços entre alojamentos que cumpram esses critérios.
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