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Diogo Campos
Diogo Campos
01 Fev, 2017 - 09:14

No Uruguai há 9 dias sem gastar um cêntimo

Diogo Campos

Depois de ter conhecido a costa do Uruguai que fica virada para o oceano Atlântico, foi altura de continuar rumo à foz do Rio Plata que divide o Uruguai da Argentina. 

No Uruguai há 9 dias sem gastar um cêntimo

De novo na estrada, consegui quatro boleias que me levaram cerca de 200km, numa manhã quente de verão, até Punta Ballena.


No Uruguai a custo zero

Cheguei ao Hostel onde iria ficar nos próximos dias a trabalhar (em troca de alojamento e todas as refeições) no momento certo, à hora de almoço! Logo me convidaram para sentar e comer a típica e famosa carne de vaca uruguaia com salada.

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O Hostel era um bar com vinte e oito camas, divididas por quatro quartos e um sótão, destinado aos voluntários. No meio das árvores e a cinco minutos a pé da praia, o Hostel bar estava quase todo revestido a madeira e na rua havia um espaço agradável, com mesas e bancos de madeira onde se almoçava à sombra das árvores e se jantava à luz das velas.

Logo a seguir a ter chegado, depois de almoçar, desempenhei a minha primeira função: lavar as casas de banho. Sinceramente nunca pensei que pudesse ser tão feliz a lavar casas de banho! Desde aí fiz muitas outras coisas: desde descascar batatas, ralar queijo, mondar a horta, servir no bar (onde cheguei a fazer uma caipirinha para um cliente), até preparar todo o pequeno almoço.

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As tardes eram livres, então deu para conhecer e passear por toda essa região. A praia não era muito do meu agrado, devido à água ser do rio, mas valeu muito a pena visitar os jardins e as grutas.

O que mais me surpreendeu foi a Casa Pueblo, uma obra de arte de Carlos Páez Vilaró, um artista e poeta até então desconhecido para mim, que me despertou um grande interesse, desde os seus quadros, poemas e principalmente as suas viagens pelos quatro cantos do mundo.

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Durante o pôr do sol, todo o museu ficava em silêncio a ouvir um poema declamado pelo próprio. Foi o pôr do sol mais intenso da minha vida, onde o texto era uma bela dedicatória ao sol que nos ilumina todos os dias. Foi um dos lugares mais inspiradores onde estive até agora nesta viagem.

O interessante de trabalhar num Hostel é a quantidade de pessoas que conhece e que se cruzam na sua vida, com interesses em comum com os seus. Mais do que tudo predominam as conversas sobre viagens e especificamente que lugares devemos visitar em cada região.

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Esta semana foi muito boa para pensar e planear a viagem na Argentina, que será o próximo país que vou visitar, e também para poder descansar e alimentar-me bem. Penso que aqui recuperei um ou dois quilos que tinha perdido desde o início do ano.

Ainda dei um pulinho a Punta del Este, considerada a Miami da América do Sul, onde predomina o luxo, tanto nos carros, como nos hotéis monstruosos à beira mar ou na marina com grandes iates. Foi o único lugar até agora onde não consegui boleia e acabei por ter que ir a pé até ao Hostel que ficava a 15km de distância.

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Era altura de continuar viagem rumo à capital Montevideo, onde estava o Lucas, um brasileiro que tinha vivido uma semana comigo e com Susana em Florianópolis. Nunca na minha vida tinha ficado tantos dias sem gastar dinheiro! Há nove dias que não gasto um cêntimo. Acompanhem esta aventura em Puririy no Facebook.

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